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Conhecendo as dificuldades dos pacientes com Doença Intersticial no Brasil
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Título
Conhecendo as dificuldades dos pacientes com Doença Intersticial no Brasil
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2022
Referência (Vancouver)
Mota LH, Rubin AS, Silva HO, Cruz CR, Scabello RT. Conhecendo as dificuldades dos pacientes com Doença Intersticial no Brasil. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;7(Suppl 1).
Identificador
2022JAFF115
Title
Understanding the Difficulties of Patients with Interstitial Disease in Brazil
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2022
Reference (Vancouver)
Mota LH, Rubin AS, Silva HO, Cruz CR, Scabello RT. Conhecendo as dificuldades dos pacientes com Doença Intersticial no Brasil. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;7(Suppl 1).
Identifier
2022JAFF115
Resumo
Introdução: No Brasil estima-se que existam 23 mil pessoas com diagnóstico de Esclerose Sistêmica (ES)1. Cerca de 50-60% dos pacientes evolui com acometimento pulmonar e, destes, aproximadamente um terço desenvolve quadro de Fibrose Pulmonar Progressiva (FPP)2,3. É sabido que o comprometimento pulmonar gera grandes impactos na qualidade de vida de pacientes e seus cuidadores, afasta de suas atividades usuais, bem como acarreta mortalidade precoce2,3. Nesse sentido, o diagnóstico e tratamento precoce têm a possibilidade de retardar a progressão da doença e melhorar os desfechos. Importante ressaltar que mesmo em países como a Inglaterra, o tempo entre o diagnóstico e início do tratamento pode ser de até 5 anos3. Objetivos: O objetivo desse trabalho foi entender a jornada do paciente com Doença Pulmonar Intersticial (DPI) relacionada à ES, suas dificuldades, conhecimento sobre a doença e rede de apoio dentro da realidade brasileira. Método: Foi realizado levantamento através de um questionário quantitativo, individual por contato telefônico em todo país de 05 de abril a 14 de maio de 2021. A pesquisa foi conduzida pelo Instituto Data Folha, com 90 pessoas com diagnóstico de DPI. Devido à ES ser uma doença rara, as abordagens às pessoas com esse diagnóstico foram agendadas por uma equipe específica. Realizou-se checagem das entrevistas gravadas e os questionários foram submetidos a análise de consistência dos dados. Resultados: Os dados do presente estudo demonstraram que 78% dos pacientes com DPI associado a ES são do sexo feminino e que 77% desses não são economicamente ativos4 e 42% têm histórico de tabagismo passivo. Chama atenção que 1 a cada 3 pacientes passaram por cerca de 5 médicos até terem o diagnóstico e que 57% usam o Sistema Único de Saúde4. A média de início dos sintomas e o diagnóstico foi de 3 anos, para um quadro que sem tratamento a expectativa de vida pode variar entre 2-5 anos2. Dos entrevistados 69% relataram viver com limitações para atividades físicas e 33% para as atividades domésticas4.Do total de 90 pacientes, 36 relatam que tem dificuldades de acesso a medicamentos prescritos e quase 10% do total não conseguem acesso ao tratamento com menos de 1 ano4. Do total de entrevistados, 51% já são usuários de oxigênio domiciliar, sendo que 62% do grupo refere que seus sintomas progrediram com piora nos últimos dois anos e é esse o mesmo percentual de pacientes que traz como principal desafio o tempo mais longo da sua jornada ser a espera entre a suspeita diagnóstica e o início do tratamento4. Conclusão: O diagnóstico e início de tratamento precoce para pacientes com FPP associado a ES é uma oportunidade para melhora da qualidade de vida, da sobrevida e da preservação da autonomia. Atuar nessa cadeia facilitando o acesso aos recursos de saúde pode ser um modo de melhorarmos o desfecho clínico e uma política de saúde púbica visando resultados a longo prazo. Conhecer a jornada desses doentes no Brasil se faz necessário.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: In Brazil, it is estimated that there are 23,000 people diagnosed with Systemic Sclerosis (SS). Approximately 50-60% of patients develop lung involvement, and of these, about one-third develop Progressive Pulmonary Fibrosis (PPF). It is known that lung involvement has a significant impact on the quality of life of patients and their caregivers, leading to a withdrawal from their usual activities, as well as causing early mortality. In this context, early diagnosis and treatment can potentially delay disease progression and improve outcomes. It is important to note that even in countries like England, the time between diagnosis and the start of treatment can be up to 5 years. Objectives: The objective of this study was to understand the journey of patients with Interstitial Lung Disease (ILD) related to SS, their difficulties, knowledge about the disease, and support network within the Brazilian context. Method: A survey was conducted through a quantitative questionnaire, individually via telephone contact across the country from April 5 to May 14, 2021. The research was conducted by the Data Folha Institute, involving 90 people diagnosed with ILD. Given that SS is a rare disease, approaches to people with this diagnosis were scheduled by a specific team. The recorded interviews were checked, and the questionnaires were subjected to data consistency analysis. Results: The data from this study showed that 78% of patients with ILD associated with SS are female, 77% are not economically active , and 42% have a history of passive smoking. Notably, 1 in 3 patients saw about 5 doctors before being diagnosed, and 57% use the Unified Health System (SUS). The average time from symptom onset to diagnosis was 3 years, for a condition where, without treatment, life expectancy can range from 2-5 years. Among the respondents, 69% reported living with limitations in physical activities, and 33% in domestic activities. Of the total 90 patients, 36 reported difficulties in accessing prescribed medications, and almost 10% could not access treatment within 1 year. Of the respondents, 51% were already using home oxygen, and 62% reported that their symptoms had worsened in the past two years, the same percentage citing the longest part of their journey as the wait between diagnostic suspicion and the start of treatment. Conclusion: Early diagnosis and treatment initiation for patients with PPF associated with SS is an opportunity to improve quality of life, survival, and preservation of autonomy. Facilitating access to health resources can improve clinical outcomes and serve as a long-term public health policy. Understanding the journey of these patients in Brazil is essential.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.