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Nomograma de doses de vancomicina como estratégia para o uso racional de antimicrobianos: uma revisão de escopo
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Título
Nomograma de doses de vancomicina como estratégia para o uso racional de antimicrobianos: uma revisão de escopo
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2022
Referência (Vancouver)
Lima TM, Teixeira GF, Visacri MB, Elias SC. Nomograma de doses de vancomicina como estratégia para o uso racional de antimicrobianos: uma revisão de escopo. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;7(Suppl 1).
Identificador
2022JAFF114
Title
Vancomycin Dosing Nomogram as a Strategy for Rational Use of Antimicrobials: A Scoping Review
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2022
Reference (Vancouver)
Lima TM, Teixeira GF, Visacri MB, Elias SC. Nomograma de doses de vancomicina como estratégia para o uso racional de antimicrobianos: uma revisão de escopo. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;7(Suppl 1).
Identifier
2022JAFF114
Resumo
Introdução: A vancomicina é comumente prescrita para o tratamento de infecções por S. aureus, sendo considerada padrão ouro para o tratamento contra o MRSA. A monitorização terapêutica da vancomicina é de grande importância para determinar as doses apropriadas, porém é um procedimento complexo pois requer tempo de coleta apropriado, equipamentos bioanalíticos e cálculo dos níveis séricos de pico e vale. Desta forma, os nomogramas de doses surgem como alternativas às doses convencionais pois facilitam o cálculo para populações específicas, sendo ferramentas rápidas, seguras e de baixo custo. Objetivo: Mapear estudos na literatura que desenvolveram nomogramas de doses de vancomicina no âmbito hospitalar. Métodos: Uma busca na literatura foi realizada entre 2009 a 2022 nas bases de dados MEDLINE, Embase, Scopus, LILACS e Google Scholar, sem restrição de língua. Foram incluídos estudos que desenvolveram nomogramas de vancomicina para pacientes de todas as idades. Dois revisores independentes realizaram a seleção dos estudos e extração de dados e as discordâncias foram resolvidas por um terceiro revisor. Resultados: Foram identificados 2.656 registros, dos quais 42 estudos atenderam aos critérios de elegibilidade. A maioria dos estudos foi conduzido nos Estados Unidos da América (n=21), direcionados para a população adulta e/ou idosa (n=33) e críticos (n=34). Os nomogramas de doses foram elaborados com dose de ataque (n=28) e dose de manutenção calculada a partir dos níveis séricos entre 15 a 20 mg/L (n=19). Grande parte dos nomogramas (n=25) foram desenvolvidos por meio de cálculos farmacocinéticos, principalmente com base no peso atual e na depuração de creatinina estimada do paciente. A maioria dos estudos (n=32) avaliou se os nomogramas alcançaram os níveis séricos esperados, metade (n=16) alcançou os níveis de forma satisfatória. A taxa média de predição inicial foi de 54,80% (10,81-96,77%) na população adulta/idosa e 48,36% (31,82%-67,50%) na população pediátrica. Dezenove estudos descreveram as taxas de subdose e sobredose na população adulta/idosa, com média de 23,23% (3,4%-61,5%) e 18,54% (3,8%- 36,0%), respectivamente. Para população pediátrica, três estudos descreveram essas taxas, tendo uma média de 29,06% (9,0%-68,18%) para subdose e 17,17% (0,0%- 29,0%) para sobredose. Notou-se que o sucesso na predição dos nomogramas teve relação com a dose de ataque sugerida, porém sem relação com o método para o seu desenvolvimento e criticidade do paciente. É importante frisar que existem dados limitados sobre resultados clínicos e microbiológicos dos pacientes envolvidos nos estudos. Conclusão: Dentre os estudos que avaliaram os nomogramas de doses de vancomicina, metade alcançou de forma satisfatória os níveis séricos esperados, evidenciando a necessidade do desenvolvimento/atualização de ferramentas para cálculo de doses, bem como incentivar a adoção da monitorização terapêutica para otimizar a terapia e garantir o uso racional dos antimicrobianos.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Vancomycin is commonly prescribed for the treatment of infections caused by S. aureus, particularly as the gold standard for MRSA treatment. Therapeutic drug monitoring (TDM) of vancomycin is crucial to determine appropriate doses, but it involves complex procedures such as proper timing of sample collection, bioanalytical equipment, and calculation of peak and trough serum levels. In this context, dose nomograms have emerged as alternatives to conventional dosing, facilitating dose calculation for specific populations. They are considered quick, safe, and cost-effective tools. Objective: To map studies in the literature that have developed vancomycin dose nomograms in the hospital setting. Methods: A literature search was conducted from 2009 to 2022 in databases including MEDLINE, Embase, Scopus, LILACS, and Google Scholar, with no language restrictions. Studies were included if they developed vancomycin dose nomograms for patients of all ages. Two independent reviewers performed study selection and data extraction, with disagreements resolved by a third reviewer. Results: A total of 2,656 records were identified, and 42 studies met the eligibility criteria. The majority of studies were conducted in the United States (n=21), targeted adult and/or elderly populations (n=33), and critically ill patients (n=34). The dose nomograms included both loading doses (n=28) and maintenance doses calculated based on target serum levels of 15 to 20 mg/L (n=19). A significant portion of the nomograms (n=25) were developed using pharmacokinetic calculations, primarily based on current weight and estimated creatinine clearance of the patient. Most studies (n=32) evaluated whether the nomograms achieved the expected serum levels, with half (n=16) achieving satisfactory levels. The average initial prediction rate was 54.80% (range 10.81%-96.77%) in adult/elderly populations and 48.36% (range 31.82%-67.50%) in pediatric populations. Nineteen studies described rates of underdosing and overdosing in adult/elderly populations, with averages of 23.23% (range 3.4%-61.5%) and 18.54% (range 3.8%-36.0%), respectively. For the pediatric population, three studies reported these rates, with averages of 29.06% (range 9.0%-68.18%) for underdosing and 17.17% (range 0.0%-29.0%) for overdosing. Success in nomogram prediction was noted to be related to the suggested loading dose but not consistently associated with the method used for nomogram development or patient criticality. Importantly, there is limited data on clinical and microbiological outcomes in the studies reviewed. Conclusion: Among studies evaluating vancomycin dose nomograms, half successfully achieved target serum levels, highlighting the need for further development or updates in dose calculation tools. There is a strong recommendation to encourage therapeutic monitoring to optimize therapy and ensure rational use of antimicrobials.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.