-
Telefarmácia no Autocuidado apoiado em pessoas com Diabetes na Atenção Primária durante a Pandemia de Covid-19
- Voltar
Título
Telefarmácia no Autocuidado apoiado em pessoas com Diabetes na Atenção Primária durante a Pandemia de Covid-19
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2022
Referência (Vancouver)
Souza NTP, Fonteles MMF, Queiroz RMP, Romero NR, Souza YN, Oliveira EMR, Tomás SA. Telefarmácia no Autocuidado apoiado em pessoas com Diabetes na Atenção Primária durante a Pandemia de Covid-19. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;7(Suppl 1).
Identificador
2022JAFF105
Title
Telepharmacy in Self-care Supported by People with Diabetes in Primary Care during the COVID-19 Pandemic
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2022
Reference (Vancouver)
Souza NTP, Fonteles MMF, Queiroz RMP, Romero NR, Souza YN, Oliveira EMR, Tomás SA. Telefarmácia no Autocuidado apoiado em pessoas com Diabetes na Atenção Primária durante a Pandemia de Covid-19. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;7(Suppl 1).
Identifier
2022JAFF105
Resumo
Introdução: O atendimento à saúde por meio de intervenção telefônica vem sendo utilizado como alternativa às necessidades de cuidado no contexto da pandemia de COVID-19. As teleconsultas além de um instrumento efetivo na manutenção de medidas preventivas como o distanciamento social, também permitem a continuidade do cuidado pelos profissionais de saúde, serviço esse essencial quando se valia as adequações ocorridas dentro da Atenção Primária à Saúde relacionadas aos serviços farmacêuticos. Objetivo: Implementar a Telefarmácia para a prestação do autocuidado apoiado em pessoas com diabetes mellitus durante a pandemia de Covid-19. Metodologia: Tratase de uma pesquisa-ação, realizada em sete farmácias de um município do Nordeste, tendo como população-alvo pessoas com Diabetes mellitus acompanhadas pela Atenção Primária, com valores de hemoglobina glicada ≥9, considerando exames dos últimos 30 dias e com acesso à linha telefônica fixa ou móvel. Foram realizadas 6 teleconsultas com intervalo de 15/15 dias. Cada uma delas contava com instrumentos que visavam realizar o acompanhamento em relação aos hábitos de vida, acesso e uso de medicamentos, vacinação, adesão ao tratamento, além de intervenção e encaminhamentos. O usuário era convidado a participar das teleconsultas por meio do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os dados da teleconsulta foram registrados em formulários eletrônicos e armazenados em planilhas.Resultados: A amostra inicial contou com 742 pacientes, destes 73% com idades de 50 a 74 anos e 74,6% do gênero feminino. Concordaram em participar do acompanhamento 393 pacientes (54,1%). A comorbidade associada mais prevalente foi hipertensão. Ao todo 97,4% acessavam os medicamentos via setor público. Sobre o automonitoramento da glicemia capilar, 69,6% referiram regularidade. Apenas 31,1% informaram prática de atividade física. Sobre a tomada dos comprimidos para diabetes, 72,1% referiu nunca esquecer, 83,2% nunca precisou interromper o tratamento por ter deixado acabar os comprimidos e 96,1% nunca interrompeu o tratamento se não orientado pelo médico. Durante as consultas as principais orientações foram: “realizar exercicio físico, fazer rodízio de aplicação de insulinas, cumprir horário das medicações, cuidados com os pés, realizar medida de glicemia com registro. Mantiveram-se em acompanhamento até a sexta consulta 24,1%. Desses 57,5% se consideraram muitos satisfeitos e 19% inferiu que o serviço atendeu as suas necessidades extremamente bem. O número de pacientes variou entre a primeira e a sexta teleconsulta devido desistência, mudança de telefone, dificuldade no contato ou saída dos pacientes do escopo estabelecido para a teleconsulta. Conclusão: A pesquisa possibilitou a otimização do tratamento medicamentoso e favoreceu um suporte de apoio emocional e terapêutico ao paciente. Essa estratégia foi bem recebida pelos usuários demonstrando o potencial da implantação da telefarmácia na Atenção Primária.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Health care delivery through telephone intervention has been used as an alternative to meet care needs in the context of the COVID-19 pandemic. Teleconsultations are not only an effective tool for maintaining preventive measures such as social distancing but also enable the continuity of care by healthcare professionals, a service essential when considering the adaptations within Primary Health Care related to pharmaceutical services. Objective: To implement Telepharmacy for promoting self-care among individuals with diabetes mellitus during the COVID-19 pandemic. Methodology: This is an action research conducted in seven pharmacies in a northeastern municipality. The target population consisted of individuals with diabetes mellitus receiving care in Primary Health Care, with glycosylated hemoglobin levels ≥9, based on tests from the last 30 days and having access to a landline or mobile phone. Six teleconsultations were conducted at 15-day intervals. Each teleconsultation aimed to monitor lifestyle habits, medication access and use, vaccination, treatment adherence, as well as interventions and referrals. Participants were invited to join the teleconsultations through an Informed Consent Form. Teleconsultation data were recorded in electronic forms and stored in spreadsheets. Results: The initial sample included 742 patients, with 73% aged between 50 and 74 years and 74.6% female. A total of 393 patients (54.1%) agreed to participate in the follow-up. The most prevalent associated comorbidity was hypertension. Overall, 97.4% accessed medications through the public sector. Regarding self-monitoring of blood glucose, 69.6% reported regularity. Only 31.1% reported engaging in physical activity. Concerning the intake of diabetes medications, 72.1% reported never forgetting, 83.2% never had to interrupt treatment due to running out of pills, and 96.1% never interrupted treatment without medical advice. During the consultations, the main recommendations included: "engage in physical exercise, rotate insulin injection sites, adhere to medication schedules, foot care, and record blood glucose measurements." A total of 24.1% remained in follow-up until the sixth consultation. Among these, 57.5% were very satisfied, and 19% felt the service met their needs extremely well. The number of patients varied between the first and sixth teleconsultation due to dropout, change of phone number, difficulty in contact, or patients leaving the scope established for teleconsultation. Conclusion: The research facilitated the optimization of drug treatment and provided emotional and therapeutic support to patients. This strategy was well-received by users, demonstrating the potential of implementing telepharmacy in Primary Health Care.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.