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Eixo – Cuidado. Estudo de utilização de opioides no manejo da dor de pacientes adultos internados numa enfermaria de Clínica Médica: dados preliminares
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Título
Eixo – Cuidado. Estudo de utilização de opioides no manejo da dor de pacientes adultos internados numa enfermaria de Clínica Médica: dados preliminares
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2022
Referência (Vancouver)
Sousa IC, Lauton PM, Leite BLA. Eixo – Cuidado. Estudo de utilização de opioides no manejo da dor de pacientes adultos internados numa enfermaria de Clínica Médica: dados preliminares. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;1(Suppl 2).
Identificador
2022JAFF023
Title
Axis - Care. Study on Opioid Use in Pain Management for Adult Patients Hospitalized in a Medical Clinic Ward: Preliminary Data
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2022
Reference (Vancouver)
Sousa IC, Lauton PM, Leite BLA. Eixo – Cuidado. Estudo de utilização de opioides no manejo da dor de pacientes adultos internados numa enfermaria de Clínica Médica: dados preliminares. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;1(Suppl 2).
Identifier
2022JAFF023
Resumo
Introdução: Opioides são os medicamentos mais comumente envolvidos em mortes por overdose. Seu consumo é medido pelo International Narcotics Control Board, órgão da OMS. O consumo de opioide em países da América Latina, assim como no Brasil, é muito menor do que em países desenvolvidos. Isso explica, em parte, a baixa taxa de satisfação dos pacientes brasileiros no manejo da dor crônica. Os opioides são uma importante alternativa terapêutica para tratamento efetivo dos quadros de dor e melhoria da qualidade de vida de pacientes. No entanto, o receio quanto ao perfil de segurança, risco de adicção e dificuldade em titular a dose efetiva podem contribuir para resistência em sua prescrição. Esse cenário é favorável à atuação farmacêutica no intuito de promover analgesia otimizada e segura. Objetivos: Identificar e caracterizar o padrão de prescrição de opioides para manejo de dor de pacientes adultos internados numa enfermaria de clínica médica de um hospital do nordeste do Brasil e descrever intervenções farmacêuticas realizadas, quando pertinentes. Método: Estudo de utilização de opioides, de característica descritiva e transversal. O estudo dá-se em duas fases, sendo a primeira observacional, na qual, a primeira prescrição contendo opioide para manejo de dor será utilizada para identificação do padrão de prescrição do opioide e seus adjuvantes. Na fase 2, modificações na terapia, se apropriadas, serão sugeridas, considerando a escada analgésica da OMS, no intuito de otimizar o manejo álgico. Resultados preliminares: Dez pacientes tiveram sua terapia avaliada, até o momento, estando 2 sob cuidados paliativos. Escala de dor não foi aplicada em apenas 1 paciente. Quatro pacientes relataram dor moderada e 5, dor grave. O opioide mais prescrito foi Morfina (4/10) e a Dipirona o adjuvante mais frequente (8/10). O opioide estava prescrito em dose e frequência corretas em apenas 50% dos casos, dose de resgate não estava prescrita ou estava de forma inadequada em 30% dos casos. Vinte e cinco intervenções farmacêuticas foram necessárias, sendo as principais: aumento de dose (16%) ou frequência de uso (12%) do opioide, iniciar opioide ou sistematizar seu uso (12%), substituição de opioide fraco por forte (16%) e otimização de terapia adjuvante (20%). O opioide mais sugerido para introdução ou modificação foi a Morfina (3), seguida de Metadona (1) e Codeína (1). O adjuvante mais recomendado foi a Gabapentina. Conclusão: Os dados preliminares sugerem que boa parte das prescrições de opioides na enfermaria estudada possui oportunidades de melhorias para otimização da analgesia. Os tipos de intervenção farmacêutica relatadas demonstram prescrição dos opioides de forma sub-ótima. Conhecer o padrão de prescrição de opioides na instituição é necessário para que o manejo de dor possa ser otimizado através da elaboração ou implementação de protocolos institucionais e treinamento das equipes assistenciais.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Opioids are the most commonly involved medications in overdose deaths. Their consumption is monitored by the International Narcotics Control Board, an agency of the WHO. Opioid consumption in Latin American countries, including Brazil, is much lower than in developed countries. This partly explains the low satisfaction rates among Brazilian patients in chronic pain management. Opioids represent an important therapeutic option for effectively treating pain and improving patients' quality of life. However, concerns regarding their safety profile, addiction risk, and challenges in titrating effective doses may contribute to resistance in their prescription. This scenario underscores the role of pharmacists in promoting optimized and safe analgesia. Objectives: To identify and characterize the pattern of opioid prescription for pain management in adult patients admitted to a medical ward in a hospital in northeastern Brazil, and to describe pharmacist interventions when appropriate. Method: This is a descriptive and cross-sectional opioid utilization study conducted in two phases. The first phase is observational, focusing on the initial prescription of opioids for pain management to identify the prescribing patterns of opioids and their adjuvants. In the second phase, modifications to therapy will be suggested where appropriate, following the WHO analgesic ladder, to optimize pain management. Preliminary Results: Ten patients had their therapy evaluated so far, with two under palliative care. A pain scale was not applied to only one patient. Four patients reported moderate pain and five reported severe pain. Morphine was the most prescribed opioid (4/10), and Dipyrone was the most frequent adjuvant (8/10). The opioid was correctly prescribed in terms of dose and frequency in only 50% of cases, and rescue dose was either not prescribed or inadequately prescribed in 30% of cases. Twenty-five pharmacist interventions were required, including dose increase (16%) or frequency adjustment (12%) of opioids, initiation or standardization of opioid use (12%), switching from weak to strong opioids (16%), and optimization of adjuvant therapy (20%). Morphine was the most suggested opioid for introduction or modification (3), followed by Methadone (1) and Codeine (1). Gabapentin was the most recommended adjuvant. Conclusion: Preliminary data suggest that many opioid prescriptions in the studied ward have opportunities for improvement in analgesia optimization. The types of pharmacist interventions reported indicate suboptimal opioid prescribing practices. Understanding the opioid prescription pattern in the institution is crucial for optimizing pain management through the development or implementation of institutional protocols and training for healthcare teams.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.