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Conciliações medicamentosas e intervenções farmacêuticas realizadas por farmacêuticos clínicos em um hospital universitário
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Título
Conciliações medicamentosas e intervenções farmacêuticas realizadas por farmacêuticos clínicos em um hospital universitário
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2022
Referência (Vancouver)
Araújo EL, Silva LSS, Nogueira JS, Sousa JS. Conciliações medicamentosas e intervenções farmacêuticas realizadas por farmacêuticos clínicos em um hospital universitário. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;1(Suppl 2).
Identificador
2022JAFF019
Title
Medication Reconciliation and Pharmaceutical Interventions Performed by Clinical Pharmacists in a University Hospital
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2022
Reference (Vancouver)
Araújo EL, Silva LSS, Nogueira JS, Sousa JS. Conciliações medicamentosas e intervenções farmacêuticas realizadas por farmacêuticos clínicos em um hospital universitário. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;1(Suppl 2).
Identifier
2022JAFF019
Resumo
Introdução: A conciliação medicamentosa propicia a detecção e prevenção de erros de medicação, constituindo uma importante ferramenta para o aumento da segurança da farmacoterapia instituída ao paciente internado. Alterações realizadas na terapia medicamentosa na admissão do paciente, bem como durante toda a sua permanência na unidade hospitalar, podem levar a erros de medicação e aumento de eventos adversos relacionados a medicamentos. A intervenção farmacêutica, nesse sentido, apresentase como um instrumento para prevenção ou resolução de problemas encontrados no processo de conciliação, constituindo-se como parte integrante do processo de seguimento farmacoterapêutico. Objetivo: Quantificar e avaliar as conciliações medicamentosas e intervenções realizadas por farmacêuticos da Unidade de Farmácia Clínica de um Hospital Universitário do município de Salvador-Bahia. Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo, quantitativo e descritivo. Foram incluídos pacientes internados em 13 unidades assistidas por farmacêuticos clínicos, no período de setembro de 2020 a setembro de 2022, com previsão de tempo de internamento superior a 48 horas. A conciliação medicamentosa foi realizada pelo confronto entre a prescrição médica da admissão e as informações obtidas com paciente e / ou familiar até 48 horas da sua admissão a partir da relação de medicamentos utilizados pelo paciente em domicílio. Já as intervenções farmacêuticas foram realizadas junto ao profissional prescritor mediante análise crítica da prescrição. Esse estudo está sob aprovação do CEP sob número 4.465.789. Resultados e Discussão: No período avaliado, foram assistidos 14.342 pacientes. Destes, 6.103 pacientes tinham critérios para conciliação medicamentosa, sendo conciliados 5.126 pacientes (84%). Do total de conciliações realizadas, foram encontradas 8.054 discrepâncias, sendo 7495 (93,06%) discrepâncias justificadas e 559 (6,94%) não justificadas. Foram realizadas 9.810 intervenções farmacêuticas, sendo 8.770 (83,4%) aceitas, 628 parcialmente aceitas (12,4%) e 412 (4,2%) não aceitas. No âmbito dessas intervenções, 874 (8,9%) estavam relacionadas a inconsistências encontradas na redação da prescrição médica. Os erros de prescrição são eventos evitáveis, mas que possuem grande potencial de levar a erros de medicação e que ainda permanecem com um alto percentual apesar da implementação das prescrições eletrônicas e portanto, constituem um desafio para a prática clínica do farmacêutico. Conclusão: O desempenho do farmacêutico clínico na conciliação medicamentosa e a sua intervenção precoce é primordial para garantia da continuidade de tratamento do paciente de forma segura, permitindo a identificação e prevenção de potenciais erros de medicação e problemas relacionados a medicamentos.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Medication reconciliation plays a crucial role in detecting and preventing medication errors, thereby enhancing the safety of pharmacotherapy administered to hospitalized patients. Changes made to medication therapy upon patient admission and throughout their hospital stay can lead to medication errors and increased adverse drug events. Pharmacist intervention in this context serves as a tool for preventing or resolving issues identified during the reconciliation process, constituting an integral part of pharmacotherapeutic monitoring. Objective: The objective of this study is to quantify and evaluate medication reconciliations and pharmacist interventions conducted at the Clinical Pharmacy Unit of a University Hospital in Salvador, Bahia. Methods: This is a retrospective, quantitative, and descriptive study. It includes patients admitted to 13 units supervised by clinical pharmacists from September 2020 to September 2022, with an expected length of stay exceeding 48 hours. Medication reconciliation was performed by comparing the admission prescription with information obtained from the patient and/or family within 48 hours of admission based on the patient's home medication list. Pharmacist interventions were carried out with the prescribing professionals through critical analysis of the prescription. This study is approved by the Ethics Committee under number 4,465,789. Results and Discussion: During the study period, 14,342 patients were assisted. Out of these, 6,103 patients met the criteria for medication reconciliation, and 5,126 patients (84%) underwent reconciliation. Among the reconciliations performed, 8,054 discrepancies were identified, with 7,495 (93.06%) being justified and 559 (6.94%) unjustified discrepancies. A total of 9,810 pharmacist interventions were conducted, with 8,770 (89.2%) fully accepted, 628 (6.4%) partially accepted, and 412 (4.2%) not accepted. Within these interventions, 874 (8.9%) were related to inconsistencies found in the wording of medical prescriptions. Prescription errors are preventable events but still pose a significant risk of medication errors, even with the implementation of electronic prescriptions, thereby remaining a challenge in clinical pharmacy practice. Conclusion: The performance of clinical pharmacists in medication reconciliation and their early intervention are essential for ensuring the continuity of patient treatment safely. This approach allows for the identification and prevention of potential medication errors and medication-related problems.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.