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Perfil do consumo de antimicrobianos em três unidades de terapia intensiva em um hospital de ensino
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Título
Perfil do consumo de antimicrobianos em três unidades de terapia intensiva em um hospital de ensino
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2019
Referência (Vancouver)
Mascarenhas AMS, Lopes DS, Santana TDB, Santos NJS, Almeida BRC, Oliveira VT, Barros IA, Lemos GS. Perfil do consumo de antimicrobianos em três unidades de terapia intensiva em um hospital de ensino. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identificador
2019JAFF092
Title
Profile of Antimicrobial Consumption in Three Intensive Care Units at a Teaching Hospital
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2019
Reference (Vancouver)
Mascarenhas AMS, Lopes DS, Santana TDB, Santos NJS, Almeida BRC, Oliveira VT, Barros IA, Lemos GS. Perfil do consumo de antimicrobianos em três unidades de terapia intensiva em um hospital de ensino. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identifier
2019JAFF092
Resumo
Introdução: Os antimicrobianos são uma das principais drogas utilizadas em unidade de terapia intensiva (UTI), porém seu uso indiscriminado e por tempo prolongado é um dos principais fatores envolvidos no surgimento de bactérias multirresistentes. Uma das maneiras de reduzir o surgimento de cepas resistentes, sobretudo nas UTI, é por meio de estratégias de uso racional dos antimicrobianos. Infelizmente, não há protocolos que orientem qual a melhor associação de antimicrobianos de acordo com cada sítio de infecção. Por isso a associação empírica de antibióticos ocorre de acordo com a epidemiologia local, o quadro clínico e os fatores de risco do paciente. Objetivo: Caracterizar o perfil de consumo de antimicrobianos de três Unidades de Terapia Intensiva em um Hospital de ensino. Métodos: Estudo descritivo comparativo, realizado em um hospital geral de ensino, que atende pacientes de média e alta complexidade em Jequié – BA que conta com 276 leitos. Foram coletados os dados de consumo mensal de antimicrobianos utilizados no período de janeiro a maio de 2019, nas três Unidades de Terapia Intensiva (UTI) (01, 02, 03) deste hospital possuindo 29 leitos. Os dados foram coletados através do sistema eletrônico disponível no hospital. Foram identificados 27 antimicrobianos utilizados nas UTI 01 e 02, e 30 antimicrobianos utilizados na UTI 03. Resultados: O consumo de antimicrobianos neste período totalizou 13.982 unidades. Os cinco antimicrobianos mais utilizados foram: Piperacilina + Tazobactam (1042), Meropeném (633), Ceftriaxona (558), Clindamicina (553) e Vancomicina (307) totalizando 69% do consumo geral. Dentre estes, o mais consumido nas três UTI foi Piperacilina 4 g + Tazobactam 500 mg (3.127 unidades), gerando um gasto de R$ 83.655,08 para as três UTI, sendo 41,7% do total gasto no período com todos os antimicrobianos. Apesar de não haver um padrão de especialidades entre as UTI, houve variação no perfil de consumo dos antimicrobianos, assim como nas quantidades utilizadas. Na UTI 03 foram identificados entre os mais utilizados, dois antimicrobianos (Sulfadiazina e Polimixina B) que obtiveram baixo ou nenhum consumo nas demais UTI no período. A UTI 02 foi a que gerou menos custos com antimicrobianos no total, enquanto a UTI 03 gerou maior custo. A média do gasto total das três UTI foi de R$ 66.755,15. Conclusão: A diferença no padrão de consumo de antimicrobianos durante o período em estudo nas UTI pode ser resultado da ausência de uma política de protocolos de utilização de antimicrobianos, propiciando a variação nas prescrições e aumento dos custos para o hospital.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Antimicrobials are crucial drugs commonly used in intensive care units (ICUs), yet their indiscriminate and prolonged use is a major factor contributing to the emergence of multidrug-resistant bacteria. One effective strategy to mitigate the emergence of resistant strains, especially in ICUs, is through rational antimicrobial use strategies. Unfortunately, there is a lack of protocols guiding the optimal combination of antimicrobials based on each site of infection. Hence, empirical antibiotic combinations are selected based on local epidemiology, clinical presentation, and patient risk factors. Objective: To characterize the antimicrobial consumption profile in three Intensive Care Units at a teaching hospital. Methods: This is a descriptive comparative study conducted at a general teaching hospital in Jequié, Bahia, serving patients of moderate to high complexity across 276 beds. Monthly antimicrobial consumption data were collected from January to May 2019 in three ICUs (ICU 01, ICU 02, ICU 03) comprising 29 beds, using the hospital's electronic system. A total of 27 antimicrobials were identified in ICU 01 and ICU 02, and 30 antimicrobials in ICU 03. Results: Antimicrobial consumption during this period totaled 13,982 units. The top five antimicrobials used were Piperacillin + Tazobactam (1042 units), Meropenem (633 units), Ceftriaxone (558 units), Clindamycin (553 units), and Vancomycin (307 units), accounting for 69% of the overall consumption. Piperacillin 4 g + Tazobactam 500 mg was the most consumed antimicrobial across all three ICUs (3,127 units), generating a cost of R$ 83,655.08 for the three ICUs, representing 41.7% of the total expenditure on antimicrobials during the period. Although there was no standard specialization pattern among the ICUs, there was variation in the antimicrobial consumption profile and quantities used. In ICU 03, two antimicrobials (Sulfadiazine and Polymyxin B) were identified with low or no consumption in the other ICUs during the period. ICU 02 incurred the lowest total antimicrobial costs, while ICU 03 had the highest. The average total expenditure across the three ICUs was R$ 66,755.15. Conclusion: The variation in antimicrobial consumption patterns observed among the ICUs during the study period may result from the absence of antimicrobial usage protocol policies, leading to prescription variations and increased costs for the hospital.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.