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Custeio de eventos adversos resultantes do tratamento de pacientes com câncer de cabeça e pescoço recorrente ou metastático que progrediram durante ou em até 6 meses após tratamento à base de platina
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Título
Custeio de eventos adversos resultantes do tratamento de pacientes com câncer de cabeça e pescoço recorrente ou metastático que progrediram durante ou em até 6 meses após tratamento à base de platina
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2018
Referência (Vancouver)
Costa GV, Oliveira APCD, Marinheiro PS, Bernardino GDR. Custeio de eventos adversos resultantes do tratamento de pacientes com câncer de cabeça e pescoço recorrente ou metastático que progrediram durante ou em até 6 meses após tratamento à base de platina. J Assist Farmac Farmacoecon. 2018;3(Suppl 1).
Identificador
2018JAFF065
Title
Costing of Adverse Events Resulting from Treatment of Recurrent or Metastatic Head and Neck Cancer Patients Who Progressed During or Within 6 Months After Platinum-Based Treatment
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2018
Reference (Vancouver)
Costa GV, Oliveira APCD, Marinheiro PS, Bernardino GDR. Custeio de eventos adversos resultantes do tratamento de pacientes com câncer de cabeça e pescoço recorrente ou metastático que progrediram durante ou em até 6 meses após tratamento à base de platina. J Assist Farmac Farmacoecon. 2018;3(Suppl 1).
Identifier
2018JAFF065
Resumo
Introdução: O câncer de cabeça e pescoço compreende um grupo heterogêneo de cânceres que se desenvolvem na laringe, hipofaringe, cavidade oral (boca e língua), orofaringe, nasofaringe, seios paranasais e nas glândulas salivares. Esses canceres normalmente começam nas células escamosas e são normalmente denominados Carcinomas de Células Escamosas da Cabeça e do Pescoço (CCECP). O uso do tabaco e o álcool são os dois fatores de risco mais importantes para este tipo de tumor. No Brasil foram estimados cerca de 23.000 novos casos de câncer na cavidade oral e laringe em 2016, segundo dados do INCA (Inca, 2016). Objetivos: O presente estudo estima os custos do manejo de Eventos Adversos (EA) resultantes do tratamento de CCECP recorrente ou metastático que progrediram durante ou em até 6 meses após tratamento à base de platina nos sistemas de saúde público e privado do Brasil em pacientes do estudo CheckMate 141, na perspectiva do pagador. Métodos: O estudo CheckMate 141 avaliou a eficácia e a segurança de nivolumabe versus escolha do investigador (EI) (metotrexato, docetaxel ou cetuximabe) em CCECP recorrente ou metastático em pacientes que progrediram durante ou em 6 meses após tratamento à base de platina. Os EAs foram classificados em graus 1, 2, 3 e 4 de acordo com o National Institute of Common Terminology for Adverse Events (v 4.0). Foi considerado que alguns recursos não seriam reembolsados pelo pagador, mas sim pelo próprio paciente, como: antidiarreicos, laxativos, acetato de megestrol e suplementos dietéticos, por este motive esses custos não foram incluídos na análise. Os custos dos recursos para manejo dos EAs foram retirados das seguintes fontes de revistas especializadas, Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), Pesquisa Nacional Unidas e SIGTAP. Para comparação entre os dois grupos a razão dos custos de manejo dos EAs dos grupos EI e nivolumabe foi calculada, considerando Sistemas de Saúde Público e Privado Brasileiro. Resultados: O tratamento com nivolumabe foi associado a uma menor frequência de EAs graus 3 e 4, em comparação ao tratamento EI. Os custos do manejo de EAs dos pacientes tratados com nivolumabe foram menores do que dos pacientes que foram tratados com os agentes da escolha do investigador. No Sistema de saúde privado o custo foi 6 vezes maior para o grupo de escolha do investigador, comparado ao grupo que recebeu nivolumabe. E no público, o custo foi 5 vezes maior no grupo de escolha do investigador, comparado ao grupo de nivolumabe. Conclusão: A menor frequência de EAs graus 3/4 no grupo de nivolumabe, combinado ao custo do manejo desses eventos mostraram que o manejo de EAs nessa população é 5 a 6 vezes menos custoso em comparação ao da população tratada com EI em ambos os sistemas público e privado de saúde. Os dados apresentados neste estudo podem informar os sistemas público e privado em relação à gestão de saúde e tomada de decisão para melhor alocação de recursos.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Head and neck cancer comprises a heterogeneous group of cancers that develop in the larynx, hypopharynx, oral cavity (mouth and tongue), oropharynx, nasopharynx, paranasal sinuses, and salivary glands. These cancers typically start in squamous cells and are commonly referred to as Squamous Cell Carcinomas of the Head and Neck (SCCHN). Tobacco use and alcohol consumption are the two most important risk factors for this type of tumor. In Brazil, approximately 23,000 new cases of cancer in the oral cavity and larynx were estimated in 2016, according to data from INCA (Inca, 2016). Objectives: This study estimates the costs of managing Adverse Events (AEs) resulting from the treatment of recurrent or metastatic SCCHN that progressed during or within 6 months after platinum-based treatment in the public and private healthcare systems of Brazil in patients from the CheckMate 141 study, from a payer perspective. Methods: The CheckMate 141 study evaluated the efficacy and safety of nivolumab versus investigator's choice (IC) (methotrexate, docetaxel, or cetuximab) in recurrent or metastatic SCCHN in patients who progressed during or within 6 months after platinum-based treatment. AEs were classified into grades 1, 2, 3, and 4 according to the National Cancer Institute's Common Terminology Criteria for Adverse Events (v 4.0). It was considered that some resources would not be reimbursed by the payer but rather by the patient themselves, such as antidiarrheals, laxatives, megestrol acetate, and dietary supplements; therefore, these costs were not included in the analysis. The costs of resources for managing AEs were sourced from specialized journals, the Brazilian Hierarchical Classification of Medical Procedures (CBHPM), National Unified Survey, and SIGTAP. For comparison between the two groups, the ratio of AE management costs between the IC and nivolumab groups was calculated, considering the Brazilian Public and Private Healthcare Systems. Results: Treatment with nivolumab was associated with a lower frequency of grade 3 and 4 AEs compared to IC treatment. The costs of managing AEs in patients treated with nivolumab were lower than those in patients treated with investigator's choice agents. In the private healthcare system, the cost was 6 times higher for the IC group compared to the nivolumab group. In the public system, the cost was 5 times higher for the IC group compared to the nivolumab group. Conclusion: The lower frequency of grade 3/4 AEs in the nivolumab group, combined with the cost of managing these events, showed that AE management in this population is 5 to 6 times less costly compared to the population treated with IC in both the public and private healthcare systems. The data presented in this study can inform public and private healthcare systems regarding health management and decision-making for better resource allocation.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.