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Disparidades no tratamento do carcinoma de células renais no sus: padrões de tratamento, uso de recursos e custos relacionados ao tratamento
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Título
Disparidades no tratamento do carcinoma de células renais no sus: padrões de tratamento, uso de recursos e custos relacionados ao tratamento
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2018
Referência (Vancouver)
Julian GS, Izelli A, Castilho G, Neusquen L, Ferraz AB. Disparidades no tratamento do carcinoma de células renais no sus: padrões de tratamento, uso de recursos e custos relacionados ao tratamento. J Assist Farmac Farmacoecon. 2018;3(Suppl 1).
Identificador
2018JAFF061
Title
Disparities in Renal Cell Carcinoma Treatment in the Brazilian Public Health System (SUS): Treatment Patterns, Resource Utilization, and Related Costs
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2018
Reference (Vancouver)
Julian GS, Izelli A, Castilho G, Neusquen L, Ferraz AB. Disparidades no tratamento do carcinoma de células renais no sus: padrões de tratamento, uso de recursos e custos relacionados ao tratamento. J Assist Farmac Farmacoecon. 2018;3(Suppl 1).
Identifier
2018JAFF061
Resumo
Introdução: No Brasil, as disparidades entre os sistemas público e privado de saúde são significativas. Especificamente no sistema público de saúde (SUS), existe uma importante assimetria na disponibilidade de tratamentos em medicamentos oncológicos, com grande variabilidade de acordo com o estado/instituição de tratamento. Desta forma, a avaliação das disparidades entre o sistema público de saúde ainda não está bem definida. Além disso, apesar dos piores desfechos de saúde relacionados a tratamentos menos eficazes, estes também podem impactar no uso de recursos de saúde e custos. Objetivos: Descrever padrões de tratamento, uso de recursos de saúde e custos associados ao tratamento de pacientes com carcinoma de células renais avançado (CCRa) tratados no SUS e que tenham recebido pelo menos uma linha de tratamento. Métodos: Extraímos dados de pacientes com CID-10 C64 registrados de 2014-2017 nos bancos de dados do DATASUS, em seguida realizamos um linkage das bases de dados ambulatoriais e hospitalares. Os pacientes elegíveis tinham idade ≥18 anos, com diagnóstico de CCRa. Pacientes com mais de uma malignidade e perfil de tratamento do tumor de Wilms foram excluídos. Após a extração, todos os regimes de tratamento foram padronizados e os custos calculados de acordo com os valores da tabela SIGTAP. Após análise descritiva, foi calculado um modelo de escore de propensão a partir de um modelo de regressão logística, utilizando idade, sexo, raça, ano de diagnóstico, nefrectomia, radioterapia e estágio como covariáveis. O modelo de pareamento por escore de propensão foi definido para definir grupos de comparação equilibrados, devido à ausência de dados do tipo histológico no banco de dados comparamos os grupos quanto ao uso de recursos e custos de pacientes tratados com interferon (IFN) e terapia alvo (TT). Resultados: De 3.603 registros de pacientes de CCRa tratados selecionados, 1.917 eram elegíveis. Entre os pacientes incluídos, a maioria era do sexo masculino (66%), com mediana de idade de 61 anos, diagnosticados no estágio IV (89,1%). Em relação aos padrões de tratamento, 42,1% dos pacientes foram tratados em primeira linha com IFN, 17,1% com pazopanibe e 11,1% com sunitinibe. Embora refratários à quimioterapia, 503 (26,2%) dos pacientes com CCRa foram tratados apenas com quimioterápicos, e 18 das 203 instituições avaliadas no estudo trataram a maioria dos pacientes (> 80%) apenas com quimioterapia. Os pacientes tratados com TT utilizaram menos de recursos de saúde com custo ligeiramente reduzido por paciente / mês (IFN: R$ 985, [164,7-13,429,3] vs. TT: R$ 886,9 [81,6 - 15,052,9]) quando comparados a pacientes com IFN (p < 0,001). Conclusão: Os padrões de tratamento do CCRa no SUS variam muito entre as instituições, com apenas 44,9% dos pacientes sendo tratados com TT em primeira linha. O regime mais comum utilizado foi IFN, embora o consumo de recursos tenha sido ligeiramente superior quando comparado com os TKIs.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: In Brazil, disparities between public and private healthcare systems are significant. Specifically, in the public health system (SUS), there is a substantial asymmetry in the availability of oncological treatments, with considerable variability depending on the state and treatment institution. Thus, the assessment of disparities within the public health system is not yet well-defined. Furthermore, despite the worse health outcomes related to less effective treatments, these can also impact healthcare resource use and costs. Objectives: To describe treatment patterns, healthcare resource use, and costs associated with the treatment of patients with advanced renal cell carcinoma (RCC) treated in SUS who have received at least one line of treatment. Methods: We extracted data from patients with ICD-10 C64 recorded from 2014-2017 in the DATASUS databases, then performed linkage of outpatient and hospital databases. Eligible patients were aged ≥18 years with a diagnosis of advanced RCC. Patients with more than one malignancy and treatment profile for Wilms' tumor were excluded. After extraction, all treatment regimens were standardized, and costs were calculated according to the SIGTAP table values. After descriptive analysis, a propensity score model was calculated using a logistic regression model, with age, sex, race, year of diagnosis, nephrectomy, radiotherapy, and stage as covariates. The propensity score matching model was defined to create balanced comparison groups. Due to the lack of histological type data in the database, we compared the groups regarding resource use and costs between patients treated with interferon (IFN) and targeted therapy (TT). Results: Of 3,603 selected RCC patient records, 1,917 were eligible. Among the included patients, the majority were male (66%), with a median age of 61 years, diagnosed at stage IV (89.1%). Regarding treatment patterns, 42.1% of patients were treated in the first line with IFN, 17.1% with pazopanib, and 11.1% with sunitinib. Although refractory to chemotherapy, 503 (26.2%) of RCC patients were treated only with chemotherapeutic agents, and 18 of the 203 institutions evaluated in the study treated most patients (>80%) exclusively with chemotherapy. Patients treated with TT used fewer healthcare resources with a slightly reduced cost per patient/month (IFN: R$ 985, [164.7-13,429.3] vs. TT: R$ 886.9 [81.6 - 15,052.9]) compared to IFN-treated patients (p < 0.001). Conclusion: Treatment patterns for RCC in SUS vary greatly among institutions, with only 44.9% of patients being treated with TT in the first line. The most common regimen used was IFN, although resource consumption was slightly higher compared to TKIs.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.