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Impacto da incorporação do trastuzumabe ao SUS em um hospital oncológico público da Região Norte
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Título
Impacto da incorporação do trastuzumabe ao SUS em um hospital oncológico público da Região Norte
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2018
Referência (Vancouver)
Guimarães CJ, Gall JMO, Nascimento KF, Souza PP, Murada BB, Pereira JA, Araújo KF, Guimarães AC. Impacto da incorporação do trastuzumabe ao SUS em um hospital oncológico público da Região Norte. J Assist Farmac Farmacoecon. 2018;3(Suppl 1).
Identificador
2018JAFF015
Title
Impact of Trastuzumab Incorporation into the Brazilian Unified Health System (SUS) at a Public Oncology Hospital in the Northern Region
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2018
Reference (Vancouver)
Guimarães CJ, Gall JMO, Nascimento KF, Souza PP, Murada BB, Pereira JA, Araújo KF, Guimarães AC. Impacto da incorporação do trastuzumabe ao SUS em um hospital oncológico público da Região Norte. J Assist Farmac Farmacoecon. 2018;3(Suppl 1).
Identifier
2018JAFF015
Resumo
Trastuzumabe (TMB) é um anticorpo monoclonal indicado para o tratamento de pacientes com câncer de mama (CM) metastático que apresentam tumores com super expressão do HER2. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o TMB em 1999. O fármaco é oferecido desde 2013 para as mulheres que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS), somente em casos de CM HER2-positivo (estágio inicial ou localmente avançado). Em agosto de 2017, por meio da Portaria nº 29, o TMB foi incorporado para o tratamento do CM HER2-positivo metastático em primeira linha no âmbito do SUS. Na Instituição estudada (IE), o fornecimento do TMB (440mg) passou a ser feito a partir de dezembro de 2011, utilizando o recurso direto da IE, atendendo 17 mulheres que ganharam o direito, via processo judicial e administrativo. Em 2013, o serviço de farmácia da IE classificou a dispensação do TMB de duas formas: pacientes contempladas pelo Ministério da Saúde (PMS), com TMB de 150mg, pacientes em tratamento paliativo (PTP), com TMB de 440mg. O estudo objetivou avaliar o impacto da incorporação do TMB ao SUS em uma unidade pública de tratamento oncológico da região norte, no período de janeiro a julho de 2018. Trata-se de um estudo retrospectivo quantitativo, que obteve dados a partir do banco de dados de dispensação do Setor de Farmácia. Conforme os dados coletados, o fornecimento do TMB, por meio da Portaria nº 29, teve seu início em maio. De janeiro a abril, foram atendidas uma média de 83 pacientes, sendo 35% PTP e 65% PMS, correspondendo o valor total gasto R$ 610.129,83. Cerca de 71% desse valor, correspondeu ao recurso próprio da IE para a aquisição do TMB na concentração de 440mg, para atender os PTP. De maio a julho, foram atendidas uma média de 86 pacientes (6% PTP e 94% PMS), correspondendo o valor total gasto R$ 355.382,20. Cerca de 75% desse valor correspondeu à aquisição do TMB na concentração de 150mg para o atendimento às PMS. Uma unidade em mg de TMB fornecido pelo Ministério da Saúde (MS), na concentração de 150mg, custa em média R$6,80. Em comparação, 1 mg adquirido pela IE, custa R$26,41. A dose indicada para tratamento é de 8mg/kg (dose de ataque, DA), e de 6mg/kg (dose de manutenção, DM). Considerando somente DM, o TMB custa, pelo MS, R$40,80/kg, pela IE, R$158,48/kg. A relação entre esses valores correspondeu a 3,88, que indica que aquisição via MS, permite uma economia que reflete em uso racional do recurso destinado para esse tratamento. Os benefícios para as pacientes e para a instituição são evidentes, pois, a partir do mês de maio, houve um aumento significativo de PMS, por meio da incorporação do TMB, no âmbito do SUS. De maio a julho/2018 foram atendidas, em média, aproximadamente a mesma quantidade de pacientes registradas de janeiro a abril/2018, demonstrando uma economia de 58,25 % para o tratamento. Com a economia gerada, o recurso poderá ser redirecionado para aquisição de outros medicamentos, aumentando a oferta de tratamento disponível na IE.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Trastuzumab (TMB) is a monoclonal antibody indicated for the treatment of metastatic breast cancer patients with HER2 overexpression. The Brazilian Health Regulatory Agency (Anvisa) approved TMB in 1999. Since 2013, it has been provided to women dependent on the Unified Health System (SUS) for HER2-positive breast cancer (early or locally advanced stages). In August 2017, through Ordinance No. 29, TMB was incorporated for first-line treatment of metastatic HER2-positive breast cancer within SUS. At the studied Institution (IE), provision of TMB (440mg) began in December 2011 using IE's own funds, serving 17 women who gained access via judicial and administrative processes. In 2013, IE's pharmacy classified TMB dispensation into two categories: patients covered by the Ministry of Health (PMS) receiving 150mg TMB, and patients in palliative care (PTP) receiving 440mg TMB. The study aimed to evaluate the impact of TMB incorporation into SUS at a public oncology treatment unit in the northern region from January to July 2018. It was a retrospective quantitative study using dispensation data from the Pharmacy Sector's database. According to collected data, TMB provision under Ordinance No. 29 started in May. From January to April, an average of 83 patients were treated, with 35% PTP and 65% PMS, totaling expenditures of R$ 610,129.83. Approximately 71% of this amount was IE's own funding for acquiring 440mg TMB to serve PTP. From May to July, an average of 86 patients were treated (6% PTP and 94% PMS), with total expenditures of R$ 355,382.20. About 75% of this amount was spent on acquiring 150mg TMB to serve PMS. A unit of TMB provided by the Ministry of Health (MS) in 150mg concentration costs approximately R$ 6.80 on average. In comparison, 1 mg acquired by IE costs R$ 26.41. For the maintenance dose (DM) of 6mg/kg, TMB costs R$ 40.80/kg through MS and R$ 158.48/kg through IE. The ratio between these values is 3.88, indicating that acquisition via MS allows for significant cost savings and rational use of resources for this treatment. The benefits for patients and the institution are evident, as the incorporation of TMB into SUS from May resulted in a substantial increase in PMS. The period from May to July 2018 saw a similar number of patients treated compared to January to April 2018, demonstrating a 58.25% cost savings for treatment. With the generated savings, resources can be redirected to acquire other medications, thereby increasing treatment availability at the IE.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.