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Uso de medicamentos prescritos e não prescritos por adolescentes da zona rural no sudoeste da Bahia
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Título
Uso de medicamentos prescritos e não prescritos por adolescentes da zona rural no sudoeste da Bahia
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2016
Referência (Vancouver)
Almeida PRO, Rêgo MAS, Medeiros DS. Uso de medicamentos prescritos e não prescritos por adolescentes da zona rural no sudoeste da Bahia. J Assist Farmac Farmacoecon. 2016;1(Suppl 1).
Identificador
2016JAFF021
Title
Use of Prescribed and Non-Prescribed Medications by Adolescents in Rural Areas of Southwest Bahia
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2016
Reference (Vancouver)
Almeida PRO, Rêgo MAS, Medeiros DS. Uso de medicamentos prescritos e não prescritos por adolescentes da zona rural no sudoeste da Bahia. J Assist Farmac Farmacoecon. 2016;1(Suppl 1).
Identifier
2016JAFF021
Resumo
Introdução: A adolescência é uma fase de vulnerabilidade a importantes fatores de risco para a saúde como acidentes, violências e desenvolvimento de doenças. Este fato leva os adolescentes à procura por ações curativas que refletem no uso de medicamentos, seja ele orientado ou não por um profissional de saúde. Assim, tornou-se importante determinar a prevalência da utilização de medicamentos prescritos e não prescritos por adolescentes residentes em comunidades rurais no Sudoeste da Bahia, visando conhecer o perfil farmacoterapêutico deste grupo exposto a condições risco características. Método: Trata-se de um estudo seccional com abordagem domiciliar, realizado em 2015, com 390 adolescentes cadastrados em uma USF da zona rural de Vitória da Conquista, BA. Para a coleta de dados utilizou-se um questionário semiestruturado e os dados de medicamentos foram obtidos através da seguinte pergunta: “Nos últimos 15 dias você usou algum tipo de medicamento?” As especialidades farmacológicas foram desdobradas em seus princípios ativos e classificadas de acordo com o Anatomical Therapeutic Chemical Classification System em todos os níveis. Resultados: Entre os entrevistados, 28,5% fizeram uso de algum medicamento. Dentre os 143 medicamentos referidos, 56,6% foram prescritos e 43,4% não prescritos. Analisando a distribuição das especialidades farmacêuticas segundo a classificação ATC entre os dois grupos, observou-se que para os prescritos predominam as classes: analgésico (18,5%), antibacteriano (16,1%), anti-inflamatório e antirreumático (13,6%), e antiepilético (12,4%), enquanto os não prescritos se distribuem em analgésico (67,7%) e anti-inflamatório e antirreumático (11,3%), majoritariamente. Discussão: O uso de medicamentos entre os adolescentes da zona rural foi semelhante ao encontrado na literatura brasileira. Apesar do predomínio de prescritos, houve uma similaridade na prevalência de utilização de prescritos e não prescritos, e, em ambos os grupos, observou-se o maior consumo de analgésicos. Os medicamentos das classes dos analgésicos/anti-inflamatórios/antirreumáticos são largamente utilizados em comorbidades de caráter agudo que predominam entre os adolescentes. Embora a localização geográfica da zona rural culmine em dificuldades de acesso aos serviços de saúde, o consumo desses medicamentos é favorecido pela facilidade de aquisição em estabelecimentos comerciais e nas farmácias das Unidades de Saúde da Família, além de frequentemente serem recomendados por familiares e amigos. Conclusões: Apesar de relativamente seguro, o uso dos medicamentos de venda livre, classes terapêuticas mais frequentes entre os prescritos e não prescritos, precisa ser feito de forma racional, para evitar a ocorrência de eventos adversos que, além de prejudicar a saúde dos adolescentes, onera o serviço de saúde. Ressalta-se ainda a importância do farmacêutico do NASF no acompanhamento e orientação dessa população de adolescentes, mais vulnerável, principalmente pela dificuldade de acesso aos serviços de saúde, em detrimento da condição de moradia em zona rural.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Adolescence is a vulnerable period marked by significant health risks such as accidents, violence, and the development of diseases. This vulnerability often leads adolescents to seek remedies, whether prescribed or not, reflecting their healthcare-seeking behavior. Therefore, it has become important to determine the prevalence of prescribed and non-prescribed medication use among adolescents residing in rural communities in Southwest Bahia, in order to understand the pharmacotherapeutic profile of this group exposed to characteristic risk conditions. Method: This cross-sectional study with a household approach was conducted in 2015, involving 390 adolescents registered at a Family Health Unit (USF) in rural Vitória da Conquista, Bahia. Data collection utilized a semi-structured questionnaire, with medication data obtained through the question: "In the last 15 days, have you used any type of medication?" Pharmacological specialties were disaggregated into their active ingredients and classified according to the Anatomical Therapeutic Chemical (ATC) Classification System at all levels. Results: Among the respondents, 28.5% reported using some form of medication. Of the 143 medications reported, 56.6% were prescribed and 43.4% were non-prescribed. Analyzing the distribution of pharmacological specialties according to the ATC classification between the two groups, prescribed medications predominantly belonged to the following classes: analgesics (18.5%), antibacterials (16.1%), anti-inflammatory and antirheumatic drugs (13.6%), and antiepileptics (12.4%). Non-prescribed medications were predominantly analgesics (67.7%) and anti-inflammatory and antirheumatic drugs (11.3%). Discussion: Medication use among rural adolescents was similar to findings in Brazilian literature. Despite the predominance of prescribed medications, there was a similarity in the prevalence of use between prescribed and non-prescribed medications, with both groups showing higher consumption of analgesics. Analgesics/anti-inflammatory/antirheumatic drugs are widely used for acute comorbidities prevalent among adolescents. Despite geographical challenges in accessing healthcare services in rural areas, the availability of these medications in commercial establishments and Family Health Unit pharmacies, as well as recommendations from family and friends, facilitate their use. Conclusions: Although relatively safe, the use of over-the-counter medications, which are the most frequent therapeutic classes among both prescribed and non-prescribed medications, needs to be rationalized to prevent adverse events that can harm adolescent health and strain healthcare services. The role of pharmacists from the Family Health Support Center (NASF) in monitoring and guiding this vulnerable adolescent population, particularly in rural areas with limited healthcare access, is crucial.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.