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PE-013 Impacto e prevalência da dor em idosos: é normal conviver com dor no envelhecimento?
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Título
PE-013 Impacto e prevalência da dor em idosos: é normal conviver com dor no envelhecimento?
Tipo de documento
Artigo
Descrição
Artigo científico publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2025
Referência (Vancouver)
Santos SR, Pezzin J, Hemerly JP, Luz AADC. PE-013 Impacto e prevalência da dor em idosos: é normal conviver com dor no envelhecimento? J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl 3).
Identificador
2025JAFF027
Title
PE-013 Impact and prevalence of pain in the elderly: is it normal to live with pain as you age?
Document type
Article
Description
Scientific article published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2025
Reference (Vancouver)
Santos SR, Pezzin J, Hemerly JP, Luz AADC. PE-013 Impacto e prevalência da dor em idosos: é normal conviver com dor no envelhecimento? J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl 3).
Identifier
2025JAFF027
Resumo
Introdução: O envelhecimento populacional é um fenômeno global e vem acompanhado do aumento de condições de saúde crônicas e degenerativas, as quais contribuem para o surgimento da dor1,2. Neste sentido, a dor pode comprometer a qualidade de vida dos idosos e, apesar de muitas vezes necessário, o tratamento farmacológico da dor pode colaborar para o surgimento de Problemas Relacionados a Medicamentos (PRM), o que exige ajustes e avaliação clínica constantes desses pacientes3. Objetivo: Analisar a prevalência e os impactos da dor persistente em idosos atendidos em um serviço ambulatorial de geriatria do Sistema Único de Saúde. Material e Método: Trata-se de um estudo exploratório, descritivo, com abordagem quali-quantitativa conduzido em um ambulatório de especialidades do SUS localizado no interior do Espírito Santo. A coleta dos dados foi feita por entrevista entre abril e julho de 2024. Foram incluídos no estudo pessoas idosas (>60 anos) que passariam por consulta médica geriátrica no ambulatório. Antes da consulta médica, cada paciente foi convidado a participar do estudo e aplicou-se a escala adaptada de Medida de Dor Geriátrica (Geriatric Pain Measure; GPM)2. Após a consulta médica, os pacientes foram encaminhados para a consulta farmacêutica, onde foram coletadas informações sociodemográficas, histórico de saúde e de utilização de medicamentos. O estudo foi aprovado pelo Comitê de ética, de acordo com o parecer n. 6.071.609. Resultados: Foram entrevistados 20 idosos, cuja média de idade foi de 76,3 anos, sendo 75% eram do sexo feminino e 85% são portadores de doenças crônicas. A maior parte dos idosos referiu sentir dor (80%). Destes, 94% relatam duração superior a três meses. de acordo com o escore do GPM, 50% têm dor moderada e 25% têm dor intensa ou leve. As localizações mais referidas da dor foram: coluna (27%), pernas e joelhos (18,2%). Os medicamentos mais utilizados para tratar a dor foram dipirona e/ ou paracetamol (76,5%). Quanto ao impacto da dor, 87,5% relataram limitações ao realizar atividades intensas, 81,25% moderadas e 62,5% leves. Sentir dor em pequenos deslocamentos, foi a resposta de 62,5% dos entrevistados. Em relação ao trabalho, 56,3% já deixaram de realizar atividades e 62,5% dos idosos afirmaram já ter deixado de fazer algo que gosta por sentir dor. Quanto ao sono e humor, metade dos entrevistados afirmaram ter o sono prejudicado e 75% se sentiram tristes ou deprimidos nos últimos 7 dias. Conclusões: A prevalência de dor entre os idosos entrevistados é elevada, com impacto negativo e importante no cotidiano. Esses prejuízos podem limitar as atividades diárias, levar ao isolamento e predispor outras condições, como depressão. Os dados sugerem que a dor é uma condição pouco valorizada nas queixas desses pacientes. Assim, cabe aos profissionais de saúde desenvolverem práticas direcionadas a este grupo para contribuir com a qualidade de vida e estimular o uso racional de medicamentos, evitando o subtratamento e promovendo uma terapia segura e efetiva para a dor em idosos.
Palavras-chave
Dor crônica | Geriatria | Pessoas idosas | Uso racional de medicamentos
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Population aging is a global phenomenon and is accompanied by an increase in chronic and degenerative health conditions, which contribute to the emergence of pain1,2. In this sense, pain can compromise the quality of life of the elderly and, although often necessary, pharmacological treatment of pain can contribute to the emergence of Drug-Related Problems (DRPs), which requires constant adjustments and clinical evaluation of these patients3. Objective: To analyze the prevalence and impacts of persistent pain in elderly patients treated at a geriatric outpatient service of the Unified Health System. Material and Method: This is an exploratory, descriptive study with a qualitative-quantitative approach conducted in a SUS specialty outpatient clinic located in the interior of Espírito Santo. Data collection was done through interviews between April and July 2024. Elderly people (>60 years old) who would undergo a geriatric medical consultation at the outpatient clinic were included in the study. Before the medical consultation, each patient was invited to participate in the study and the adapted Geriatric Pain Measure (GPM) scale was applied. 2 After the medical consultation, the patients were referred to the pharmaceutical consultation, where sociodemographic information, health history and medication use were collected. The study was approved by the Ethics Committee, according to opinion no. 6,071,609. Results: Twenty elderly individuals were interviewed, with a mean age of 76.3 years, 75% were female and 85% had chronic diseases. Most of the elderly individuals reported feeling pain (80%). Of these, 94% reported that it lasted more than three months. According to the GPM score, 50% had moderate pain and 25% had severe or mild pain. The most frequently reported pain locations were: spine (27%), legs and knees (18.2%). The most commonly used medications to treat pain were dipyrone and/or paracetamol (76.5%). Regarding the impact of pain, 87.5% reported limitations in performing intense activities, 81.25% moderate and 62.5% mild. Feeling pain when moving around was the response of 62.5% of the interviewees. Regarding work, 56.3% had already stopped doing activities and 62.5% of the elderly stated that they had stopped doing something they liked due to feeling pain. Regarding sleep and mood, half of the interviewees stated that their sleep was impaired and 75% felt sad or depressed in the last 7 days. Conclusions: The prevalence of pain among the elderly interviewed is high, with a negative and significant impact on daily life. These impairments can limit daily activities, lead to isolation and predispose to other conditions, such as depression. The data suggest that pain is a condition that is not highly valued in the complaints of these patients. Therefore, it is up to health professionals to develop practices aimed at this group to contribute to quality of life and encourage the rational use of medications, avoiding undertreatment and promoting safe and effective therapy for pain in the elderly.
Keywords
Chronic pain | Elderly people | Geriatrics | Rational use of medicines
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.