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PE-36 Propriedades bioativas do pólen de Melipona capixaba: composição química, atividade antioxidante e anti-inflamatória in vitro
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Título
PE-36 Propriedades bioativas do pólen de Melipona capixaba: composição química, atividade antioxidante e anti-inflamatória in vitro
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2025
Referência (Vancouver)
Silva GF, Pessoa IS, Bergamini APC, Santos TC, Matos RG, Fronza M. PE-36 Propriedades bioativas do pólen de Melipona capixaba: composição química, atividade antioxidante e anti-inflamatória in vitro. In: Anais do I Congresso Capixaba de Ciências Farmacêuticas; 2025 maio 16-17; Vitória, ES. J Assist Farmac Farmacoecon. 2025;10(Suppl 1).
Identificador
2025JAFF153
Title
PE-36 Bioactive properties of Melipona capixaba pollen: chemical composition, antioxidant and anti-inflammatory activity in vitro
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2025
Reference (Vancouver)
Silva GF, Pessoa IS, Bergamini APC, Santos TC, Matos RG, Fronza M. PE-36 Propriedades bioativas do pólen de Melipona capixaba: composição química, atividade antioxidante e anti-inflamatória in vitro. In: Anais do I Congresso Capixaba de Ciências Farmacêuticas; 2025 May 16-17; Vitória, ES. J Assist Farmac Farmacoecon. 2025;10(Suppl 1).
Identifier
2025JAFF153
Resumo
Introdução: O pólen tem grande potencial biológico e medicinal, porém estudos sobre o pólen das abelhas sem ferrão ainda são limitados. O Brasil é lar da maior diversidade de abelhas sem ferrão, sendo a Melipona capixaba endêmica do Espírito Santo. Essas abelhas armazenam o pólen em potes de cerume, onde ele é acrescentado com mel e enzimas e fermentado por micro--organismos, tornando-se mais digerível. Objetivo: Avaliar a composição química, atividade antioxidante e anti-inflamatória do pólen de pote de M. Capixaba. Material e Método: Amostras de pólen de M. capixaba foram coletadas em três municípios do Espírito Santo, e os extratos hidroetanólicos correspondentes foram preparados e identificados como P1, P2 e P3. A identifica-ção dos compostos bioativos foi feita por Espectrometria de Massas (ESI-FT-ICR MS). O teor de flavonoides foi determinado pela reação com o cloreto de alumínio e comparados com o equivalente de quercetina (QE), os fenólicos e taninos pelo método Folin--Ciocalteau e comparados com o equivalente de ácido gálico (EG). A atividade antioxidante (AAO) foi analisada pelos métodos colorimétricos DPPH e ABTS, a viabilidade celular pelo método MTT em macrófagos (RAW), fibroblastos (L929) e melanoma (MV3). A inibição do ânion superóxido (O2•-), óxido nítrico (NO) e das citocinas IL6 e TNF-α foram avaliadas em RAW esti-muladas por Lipopolissacarídeos (LPS). Resultados e Discussão: O extrato P3 se destacou com a maior atividade antioxidante entre os três, tanto no teste ABTS (13,7 ± 2,5 μg/mL) quanto no DPPH (40,3 ± 11,5 μg/mL). Em relação à citotoxicidade, nenhum dos extratos mostrou toxicidade nas linhagens RAW e MV3. No entanto, todos apresentaram citotoxicidade para a linhagem L929, a partir de 50 μg/mL para P2 e P3, e de 150 μg/mL para P1. A análise da produção de O2•- revelou efeito redutor dos extratos em todas as concentrações testadas. No entanto, os resultados não foram significativos para o NO. Já em relação à produção de IL-6, observamos reduções importantes com P3 a 10 μg/mL e com P2 e P3 a 20 μg/mL. Além disso, na redução de TNF-α, o P3 foi o mais eficaz, apresentando maior efeito inibitório na concentração de 20 μg/mL. A amostra P3 se destacou na composição química, apresentando os maiores teores de flavonoides (10,74 ± 1,21 g QE/100g), fenólicos (10,70 ± 0,66 g EG/100g) e taninos (8,91 ± 0,88 g EG/100g). No total, foram identificados 50 compostos já conhecidos em produtos de abelhas sem ferrão — com destaque para kaempferol, isorhamnetina e quercetina. Conclusões: Esse é o primeiro estudo a revelar a composição química e as propriedades bioativas dos extratos de pólen da M. capixaba. Os resultados mos-traram que esse pólen tem um bom potencial para neutralizar espécies reativas de oxigênio e reduzir mediadores inflamatórios em ambiente controlado (in vitro). Essas descobertas abrem caminho para futuras regulamentações e valorização de produtos derivados de abelhas sem ferrão no Brasil — um mercado com enorme potencial ainda pouco explorado.
Palavras-chave
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Pollen has great biological and medicinal potential, but studies on stingless bee pollen are still limited. Brazil is home to the greatest diversity of stingless bees, with Melipona capixaba being endemic to Espírito Santo. These bees store pollen in cerumen pots, where it is mixed with honey and enzymes and fermented by microorganisms, making it more digestible. Objective: To evaluate the chemical composition, antioxidant and anti-inflammatory activity of M. capixaba pot pollen. Material and Method: M. capixaba pollen samples were collected in three municipalities of Espírito Santo, and the corresponding hydroethanolic extracts were prepared and identified as P1, P2, and P3. The identification of bioactive compounds was performed by Mass Spectrometry (ESI-FT-ICR MS). The flavonoid content was determined by reaction with aluminum chloride and compared with the quercetin equivalent (QE), phenolics and tannins by the Folin-Ciocalteu method and compared with the gallic acid equivalent (GE). Antioxidant activity (AAO) was analyzed by the DPPH and ABTS colorimetric methods, cell viability by the MTT method in macrophages (RAW), fibroblasts (L929) and melanoma (MV3). The inhibition of superoxide anion (O2•-), nitric oxide (NO) and the cytokines IL6 and TNF-α were evaluated in RAW stimulated by Lipopolysaccharides (LPS). Results and Discussion: Extract P3 stood out with the highest antioxidant activity among the three, both in the ABTS test (13.7 ± 2.5 μg/mL) and in the DPPH test (40.3 ± 11.5 μg/mL). Regarding cytotoxicity, none of the extracts showed toxicity in the RAW and MV3 cell lines. However, all showed cytotoxicity to the L929 cell line, starting at 50 μg/mL for P2 and P3, and at 150 μg/mL for P1. The analysis of O2•- production revealed a reducing effect of the extracts at all tested concentrations. However, the results were not significant for NO. Regarding IL-6 production, we observed significant reductions with P3 at 10 μg/mL and with P2 and P3 at 20 μg/mL. Furthermore, in reducing TNF-α, P3 was the most effective, showing the greatest inhibitory effect at a concentration of 20 μg/mL. Sample P3 stood out in its chemical composition, presenting the highest levels of flavonoids (10.74 ± 1.21 g QE/100g), phenolics (10.70 ± 0.66 g EG/100g), and tannins (8.91 ± 0.88 g EG/100g). In total, 50 compounds already known in stingless bee products were identified—notably kaempferol, isorhamnetin, and quercetin. Conclusions: This is the first study to reveal the chemical composition and bioactive properties of pollen extracts from M. capixaba. The results showed that this pollen has good potential to neutralize reactive oxygen species and reduce inflammatory mediators in a controlled environment (in vitro). These findings pave the way for future regulations and increased value for products derived from stingless bees in Brazil — a market with enormous potential that is still largely untapped.
Keywords
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.