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Impacto da polifarmácia no aumento da fragilidade em pessoas idosas
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Título
Impacto da polifarmácia no aumento da fragilidade em pessoas idosas
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Dolfini EA, Augustin SA. Impacto da polifarmácia no aumento da fragilidade em pessoas idosas. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF210
Title
Impact of Polypharmacy on Increased Frailty in Older Adults
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF210
Resumo
Introdução: A fragilidade é uma condição clínica associada ao processo de envelhecimento e a uma menor capacidade de resposta fisiológica frente a eventos estressores, resultando em maior vulnerabilidade do idoso e facilitando desfechos adversos, como hospitalizações, institucionalizações, incapacidades, quedas e morte. Dessa forma, a fragilidade é um importante marcador da qualidade de vida, longevidade e da funcionalidade no idoso, exigindo atenção específica na área da saúde. A polifarmácia é conceituada como o uso rotineiro de cinco ou mais medicamentos simultâneos, prescritos ou não, sendo cada vez mais presente entre idosos, em função do perfil clínico complexo dessa população, podendo gerar eventos adversos a medicamentos, incluindo o aumento da fragilidade. Nesse aspecto, tornase fundamental a implementação de abordagens integradas e individualizadas no manejo do idoso fragilizado, com foco na revisão criteriosa da terapia medicamentosa a fim de prevenir a polifarmácia desnecessária e seus efeitos adversos. Objetivo: Analisar os impactos da polifarmácia no aumento da fragilidade em pessoas idosas e identificar fatores predisponentes com base em evidências científicas atuais disponíveis na literatura. Métodos: Foi realizada uma revisão da literatura, com recorte temporal dos últimos cinco anos (20202025), nas bases de dados PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando descritores MeSH/DeCS e operadores booleanos com as estratégias de busca: (Aged) AND (Polypharmacy) AND (Frailty) AND (Drug Interactions OR DrugRelated Side Effects and Adverse Reactions), (Polifarmácia AND Fragilidade AND Idosos), e (“Idoso” OR “Idosos”) AND (“Polifarmácia”) AND (“Síndrome da Fragilidade” OR “Fragilidade”) AND (“Interações Medicamentosas” OR “Efeitos Colaterais e Reações Adversas Relacionadas a Medicamentos”). A busca resultou em 67 artigos e foram incluídos aqueles que apresentavam no título ou resumo pelo menos um dos descritores analisados. Resultados: Estudos recentes reforçam a associação entre a polifarmácia e o aumento da fragilidade em idosos em diferentes contextos, evidenciando que o uso simultâneo de múltiplos medicamentos representa um fator de risco clínico relevante para a perda de funcionalidade e autonomia. Em indivíduos robustos ou préfrágeis, com mais de 60 anos e hospitalizados, a polifarmácia está relacionada a piores desfechos clínicos. Em idosos da comunidade, o uso prolongado de múltiplos medicamentos está relacionado à perda gradual da funcionalidade. Em instituições de longa permanência, reforçase que o uso excessivo de medicamentos favorece a transição da préfragilidade para a fragilidade. Discussão e Considerações Finais: Diante disso, as evidências atuais destacam a importância da revisão criteriosa das prescrições, da implementação de estratégias de desprescrição segura e do acompanhamento multiprofissional para minimizar os impactos negativos da polifarmácia e prevenir a progressão da fragilidade nos idosos. Assim, uma estratégia que vem sendo estudada para redução dos efeitos negativos da fragilidade é a combinação da prescrição de medicamentos e programas de exercícios, proporcionando melhora na qualidade de vida geral desse público. Contudo, ainda há lacunas a serem preenchidas, como a falta de capacitação e preparo das equipes de saúde, especialmente na Atenção Primária, para identificar e manejar adequadamente os riscos da polifarmácia e seus efeitos na fragilidade e funcionalidade do idoso. Com isso, verificase a necessidade de mais estudos nessa área
Palavras-chave
Equipe de assistência ao paciente | Polimedicação | Terapia por exercício
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Frailty is a clinical condition associated with the aging process and a reduced capacity for physiological response to stressors, resulting in greater vulnerability among older adults and facilitating adverse outcomes such as hospitalizations, institutionalization, disabilities, falls, and death. Thus, frailty is an important marker of quality of life, longevity, and functionality in older adults, requiring specific attention in healthcare. Polypharmacy is defined as the routine use of five or more medications simultaneously, whether prescribed or not, and is increasingly common among older adults due to the complex clinical profile of this population, potentially leading to adverse drug events, including increased frailty. In this regard, the implementation of integrated and individualized approaches to the management of frail older adults is essential, focusing on careful medication therapy review to prevent unnecessary polypharmacy and its adverse effects. Objective: To analyze the impacts of polypharmacy on increased frailty in older adults and identify predisposing factors based on current scientific evidence available in the literature. Methods: A literature review was conducted, covering the last five years (2020–2025), using the PubMed, SciELO, and Virtual Health Library (VHL) databases, with MeSH/DeCS descriptors and Boolean operators using the following search strategies: (Aged) AND (Polypharmacy) AND (Frailty) AND (Drug Interactions OR DrugRelated Side Effects and Adverse Reactions), (Polypharmacy AND Frailty AND Older Adults), and (“Older Adult” OR “Older Adults”) AND (“Polypharmacy”) AND (“Frailty Syndrome” OR “Frailty”) AND (“Drug Interactions” OR “DrugRelated Side Effects and Adverse Reactions”). The search resulted in 67 articles, and those presenting at least one of the analyzed descriptors in the title or abstract were included. Results: Recent studies reinforce the association between polypharmacy and increased frailty in older adults across different contexts, demonstrating that the simultaneous use of multiple medications represents a relevant clinical risk factor for loss of functionality and autonomy. In robust or prefrail individuals over 60 years of age who are hospitalized, polypharmacy is associated with worse clinical outcomes. Among communitydwelling older adults, prolonged use of multiple medications is associated with gradual loss of functionality. In longterm care facilities, evidence reinforces that excessive medication use favors the transition from prefrailty to frailty. Discussion and Final Considerations: Therefore, current evidence highlights the importance of careful prescription review, implementation of safe deprescribing strategies, and multidisciplinary followup to minimize the negative impacts of polypharmacy and prevent the progression of frailty in older adults. Thus, one strategy that has been studied to reduce the negative effects of frailty is the combination of medication prescribing and exercise programs, providing an improvement in the overall quality of life of this population. However, gaps remain to be addressed, such as the lack of training and preparedness among healthcare teams, especially in Primary Health Care, to adequately identify and manage the risks of polypharmacy and its effects on frailty and functionality in older adults. Therefore, further studies in this area are needed.
Keywords
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.