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Automação no gerenciamento de medicamentos: apoiando o envolvimento dos farmacêuticos em atividades clínicas
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Título
Automação no gerenciamento de medicamentos: apoiando o envolvimento dos farmacêuticos em atividades clínicas
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Barros EMS, Silva AJFM, Silva MMM, Machado MRO, Messias BMS, Silva CF, et al. Automação no gerenciamento de medicamentos: apoiando o envolvimento dos farmacêuticos em atividades clínicas. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF189
Title
Automation In Medication Management: Supporting Pharmacists’ Engagement In Clinical Activities
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF189
Resumo
Introdução: A segurança do paciente e a relação custoefetividade são fundamentais na assistência à saúde, e a otimização do processo de uso de medicamentos para garantir a segurança, eficácia e adequação da farmacoterapia tornouse essencial. No ambiente hospitalar, os medicamentos são recursos utilizados para otimizar a terapia nas unidades e apoiar a recuperação dos pacientes. Entretanto, fatores como o envelhecimento e condições críticas aumentam a complexidade da farmacoterapia, elevando o risco de polifarmácia, medicamentos potencialmente inapropriados (MPI) e reações adversas a medicamentos. Estruturas padronizadas de prescrição (por exemplo, os critérios STOPP/START) ajudam a reduzir esses riscos; contudo, o gerenciamento manual de medicamentos continua sendo demorado e sujeito a erros, comprometendo tanto a eficiência do fluxo de trabalho quanto a segurança do paciente. Ainda assim, soluções automatizadas podem transformar o processo de uso de medicamentos, posicionando os farmacêuticos no centro da tomada de decisões clínicas e das intervenções. Objetivo: Avaliar as perspectivas para a prática da farmácia clínica, com foco na redução da carga de trabalho dos farmacêuticos proporcionada pelos sistemas de automação, permitindo maior dedicação às práticas clínicas. Métodos: Foi realizada uma busca sistemática nas bases PubMed e Scopus utilizando palavraschave como “sistemas automatizados de dispensação”, “intervenções farmacêuticas”, “erros de medicação”, “Critérios STOPP/START” e “farmácia clínica”. Foram selecionados estudos publicados entre 20202025 quanto à sua relevância. Foram incluídos artigos com foco em ambientes hospitalares e desfechos clínicos conduzidos por farmacêuticos. Resultado e Conclusão: Um estudo envolvendo pacientes idosos em diferentes níveis de atenção à saúde analisou 6.003 prescrições. Constatou que 73,1% das prescrições eram inadequadas, com alta prevalência de polifarmácia, de 91,5%. Indivíduos com polifarmácia apresentaram maior frequência de pelo menos um MPI prescrito. Embora isso reflita a etapa de prescrição, o gerenciamento de medicamentos em um ambiente hospitalar é muito complexo. Nos artigos incluídos, soluções de automação, como PillPick, código de barras e diferentes tipos de sistemas automatizados de dispensação de medicamentos (SADMs), demonstraram redução significativa nos erros de medicação. Embora os erros de prescrição permaneçam menos diretamente abordados, os SADMs demonstraram melhorias consistentes na segurança e na qualidade da assistência ao gerar menos erros na dispensação e também permitir que os farmacêuticos se concentrem em atividades clínicas (por exemplo, revisão de prescrições, conciliação medicamentosa e monitoramento dos pacientes). Notavelmente, a integração de múltiplos componentes de automação ao longo do fluxo de trabalho de medicamentos, juntamente com os SADMs, proporciona maiores benefícios do que os SADMs utilizados isoladamente. Entretanto, do ponto de vista financeiro, os custos foram reduzidos em sistemas descentralizados, principalmente em unidades de alto custo, mas não havia evidências disponíveis sobre a possibilidade de economia em unidades menores. Embora os estudos incluídos tenham sido heterogêneos quanto ao desenho e ao contexto, limitando a generalização dos resultados e deixando incertezas quanto à economia de custos e à redução de erros de prescrição em unidades hospitalares menores, a economia de tempo observada permanece um benefício relevante na prática clínica.
Palavras-chave
Automação | Erros de medicação | Farmácia clínica | Intervenções farmacêuticas
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introdução: Patient safety and costeffectiveness are fundamental in healthcare, and optimizing the medicationuse process to ensure safety, efficacy, and appropriateness of pharmacotherapy has become critical. In hospital settings, medications are resources to streamline therapy across wards and support patient recovery. However, factors such as aging and critical conditions increase the complexity of pharmacotherapy, heightening the risk of polypharmacy, potentially inappropriate medications (PIMs), and adverse drug reactions. Structured prescribing frameworks (e.g., STOPP/START criteria) help mitigate those risks, yet manual medication management remains timeconsuming and prone to error, compromising both workflow efficiency and patient safety. Nevertheless, automated solutions can transform the medicationuse process, positioning pharmacists at the center of clinical decisionmaking and interventions. Objetivo: To evaluate the perspectives for clinical pharmacy practice focusing on automation systems’ reduction of pharmacists’ workload to enabling greater dedication to clinical practices. Métodos: A systematic search of PubMed and Scopus was conducted using keywords such as “automated dispensing systems,” “pharmacist interventions,” “medication errors,” “STOPP/START Criteria,” and “clinical pharmacy.” Studies published between 20202025 were screened for relevance. Articles focusing on hospital settings and pharmacistdriven clinical outcomes were included. Resultado e Conclusão: A study involving elderly patients in different levels of healthcare analyzed 6,003 prescriptions. It found that 73.1% of prescriptions were inappropriate, with polypharmacy highly prevalent at 91.5%. Individuals with polypharmacy exhibited a higher frequency of at least one PIM prescribed. Although this reflects the prescribing stage, medication management within a hospital environment is very complex. In the included articles, automation solutions such as PillPick, Barcoding and different types of automated drug dispensating systems (ADDs) have shown significant reduction in medication errors. While prescribing errors remain less directly addressed, ADDs have shown consistent improvements in safety and quality of care by generating fewer errors in dispensing, and also allowing pharmacists to focus on clinical activities (e.g., prescription review, medication reconciliation, and patient monitoring). Notably, the integration of multiple automation components across the medication workflow with ADDs provides better benefits rather than ADDs in isolation. Nonetheless, from a financial point of view, costs were reduced in decentralized systems mainly in highexpense units, but no evidence was available whether savings can happen in smaller units. Although the included studies were heterogeneous in design and setting, limiting generalizability and leaving uncertainty regarding cost savings and prescribingerror reduction in smaller hospital units, the observed time savings remain a relevant benefit in clinical practice.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.