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Competências clínicas farmacêuticas: o papel das humanidades e da pesquisa qualitativa
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Título
Competências clínicas farmacêuticas: o papel das humanidades e da pesquisa qualitativa
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Oliveira IL, Silva DAM, Moreira WB, Ramalho-de-Oliveira D, Detoni KB, Mendonça SAM. Competências clínicas farmacêuticas: o papel das humanidades e da pesquisa qualitativa. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF157
Title
Pharmaceutical Clinical Competencies: The Role of Humanities and Qualitative Research
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF157
Resumo
Introdução: As humanidades em saúde constituem um campo de conhecimento importante para a compreensão do processo saúdedoençacuidado fortalecendo a reflexão crítica e ética dos profissionais de saúde. Embora mais desenvolvido em algumas profissões, ainda é incipiente na educação farmacêutica. Apresenta, entretanto, grande potencial para aprimorar a prática clínica do farmacêutico, especialmente quando este atua no acompanhamento farmacoterapêutico. Objetivo: Compreender como farmacêuticos, formados em cursos de graduação que não enfatizavam o cuidado, desenvolveram competências clínicas para o Cuidado Farmacêutico (Pharmaceutical Care). Métodos: Estudo qualitativo baseado na Teoria Fundamentada nos Dados construtivista, com imersão da pesquisadora no campo. Foram realizadas entrevistas individuais em profundidade, além de elaboração de memorandos e codificação inicial e focalizada, apoiada pelo NVivo 12 (CAAE: 69327823.4.0000.5149). A análise resultou em um modelo teórico sobre o desenvolvimento das competências clínicas, do qual se destaca, neste resumo, a categoria “humanidades em saúde e pesquisa qualitativa”, discutida a seguir. Resultado e Conclusão: Foram realizadas entrevistas com nove farmacêuticos com média de 15 anos de prática clínica. Três grandes categorias emergiram, entre elas as “humanidades em saúde e a pesquisa qualitativa” os participantes relataram que essa aproximação humanística, viabilizada em sua maioria através da pesquisa qualitativa, foi fundamental na construção de competências clínicas, proporcionando contato com novos paradigmas epistemológicos, ampliando a compreensão da ciência, do cuidado e da própria identidade profissional. Abordagens etnográficas, auto etnográficas, fenomenológicas, entre outras, além do desenvolvimento dos métodos e técnicas para coleta de dados, realização de entrevistas e observação participante por exemplo, emergiram como recursos formativos relevantes, favorecendo escuta sensível, a observação e a reflexão sobre as experiências de adoecimento, de uso de medicamentos e de cuidado. As participantes apontaram contribuição direta destes em sua formação clínica, auxiliando na condução de anamneses, reconhecendo e valorizando a experiência subjetiva dos pacientes e proporcionando o desenvolvimento de competências indispensáveis ao cuidado farmacêutico centrado na pessoa. Referenciais teóricos das ciências humanas e sociais e da filosofia permitiram aos farmacêuticos questionar quem é o sujeito do cuidado, como se constroem suas experiências com medicamentos e quais saberes devem ser considerados no processo terapêutico. Essa perspectiva favoreceu uma atuação mais integral, crítica e sensível às dimensões socioculturais do uso de medicamentos. O desenvolvimento de competências clínicas farmacêuticas vai além do domínio técnicooperacional, dependendo da integração de saberes das ciências farmacêuticas e da saúde com as humanidades em saúde, contribuindo para a construção de uma prática crítica, reflexiva e centrada na pessoa
Palavras-chave
Cuidado farmacêutico | Educação farmacêutica | Humanidades em saúde | Pesquisa qualitativa
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Health humanities constitute an important field of knowledge for understanding the healthillnesscare process, strengthening health professionals’ critical and ethical reflection. Although more developed in some professions, they remain incipient in pharmaceutical education. However, they have great potential to improve pharmacists’ clinical practice, especially when they provide pharmacotherapeutic followup. Objective: To understand how pharmacists, trained in undergraduate programs that did not emphasize care, developed clinical competencies for Pharmaceutical Care. Methods: A qualitative study based on Constructivist Grounded Theory, with the researcher immersed in the field. Indepth individual interviews were conducted, in addition to the preparation of memos and initial and focused coding, supported by NVivo 12 (CAAE: 69327823.4.0000.5149). The analysis resulted in a theoretical model on the development of clinical competencies, from which the category “health humanities and qualitative research,” discussed below, stands out in this abstract. Results and Conclusion: Interviews were conducted with nine pharmacists with an average of 15 years of clinical practice. Three major categories emerged, including “health humanities and qualitative research.” Participants reported that this humanistic approach, made possible mainly through qualitative research, was fundamental to the development of clinical competencies, providing contact with new epistemological paradigms and broadening their understanding of science, care, and their own professional identity. Ethnographic, autoethnographic, and phenomenological approaches, among others, as well as the development of methods and techniques for data collection, interviews, and participant observation, for example, emerged as relevant educational resources, fostering sensitive listening, observation, and reflection on experiences of illness, medication use, and care. Participants identified their direct contribution to clinical training, assisting in conducting medical histories, recognizing and valuing patients’ subjective experiences, and promoting the development of competencies essential to personcentered pharmaceutical care. Theoretical frameworks from the human and social sciences and philosophy enabled pharmacists to question who the subject of care is, how their experiences with medications are constructed, and which forms of knowledge should be considered in the therapeutic process. This perspective fostered a more comprehensive, critical, and sensitive approach to the sociocultural dimensions of medication use. The development of pharmaceutical clinical competencies goes beyond technical and operational mastery, depending on the integration of knowledge from pharmaceutical and health sciences with health humanities, contributing to the development of a critical, reflective, and personcentered practice.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.