-
Potencial menor impacto na pegada de carbono com o uso disseminado do dispositivo Aerocaps® (DPI) na categoria formoterol + budesonida: uma análise comparativa Brasil-EUA
- Voltar
Título
Potencial menor impacto na pegada de carbono com o uso disseminado do dispositivo Aerocaps® (DPI) na categoria formoterol + budesonida: uma análise comparativa Brasil-EUA
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Scabello RT, Aboud LA, Santos RH, Rodrigues S, Buffolo PA, Mazzei IT, et al. Potencial menor impacto na pegada de carbono com o uso disseminado do dispositivo Aerocaps® (DPI) na categoria formoterol + budesonida: uma análise comparativa Brasil-EUA. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF113
Title
Potential Reduction in Carbon Footprint with the Widespread Use of the Aerocaps® (DPI) Device in the Formoterol + Budesonide Category: A Comparative Analysis Between Brazil and the United States
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF113
Resumo
Introdução: O impacto ambiental dos inaladores pressurizados dosimetrados (pMDIs), amplamente usados no tratamento de doenças respiratórias, tem gerado crescente preocupação em saúde pública e ambiental. Isso se deve ao uso de propelentes à base de hidrofluoroalcanos (HFAs), com alto potencial de aquecimento global. Como resposta, cresce o interesse por alternativas mais sustentáveis, como os dispositivos de pó seco (DPIs), que não utilizam propelentes e têm menor pegada de carbono. Este estudo compara o uso da combinação formoterol/budesonida em DPIs, com destaque para o Aerocaps® no Brasil, e o uso predominante de sprays como Symbicort® (pMDI) nos Estados Unidos, visando evidenciar o potencial de redução de emissões com tecnologias mais limpas. Objetivo: Avaliar a evolução do uso de combinações de broncodilatadores de longa ação (LABA) com corticosteroides inalatórios (CI) em dispositivos DPI no Brasil, com ênfase no Aerocaps®, e contrastar com o uso predominante de pMDIs nos EUA. O estudo também considera o impacto ambiental de cada tipo de dispositivo e as tendências de mercado entre 2020 e 2025. Métodos: Foram analisados dados de mercado disponíveis publicamente, incluindo relatórios institucionais. A estimativa da pegada de carbono baseouse em estudos prévios que comparam as emissões de dióxido de carbono (COγ) entre os dispositivos. Cada pMDI pode emitir até 23,1 kg de CO₂ ao longo do uso, enquanto os DPIs emitem menos de 0,7 kg, o que representa uma redução potencial de até 96% por unidade. Resultados: No Brasil, observase tendência crescente de adoção de DPIs na categoria LABA/CI, especialmente pelo maior uso do Aerocaps®. Nos EUA, o mercado segue dominado pelos pMDIs, com Symbicort® como principal opção. No gráfico, são comparadas as pegadas de carbono das combinações formoterol+budesonida nos dois países. Como comparativo, se estimássemos que no Brasil seguíssemos o padrão norteamericano de virtualmente 100% das combinações formoterol+budesonida se dão no formato spray (pMDI) do Symbicort® e seu genérico, o uso prioritário de Alenia® resultou em uma redução de 876.759 toneladas de CO2. Calculamos as emissões de gases de efeito estufa no Brasil, de acordo com a comercialização de Alenia®, Symbicort® Turbohaler® (DPI) e de sua versão em pMDI, como mostradas no gráfico 1. Conclusões: A substituição de pMDIs por DPIs como o Aerocaps® representa uma estratégia viável para reduzir o impacto ambiental do tratamento de doenças respiratórias. A adoção do uso de Alenia® como estratégia LABA/ICS preferencial no Brasil pode ter contribuído significativamente para a redução de emissões de gases de efeito estufa nos últimos anos, com menores custos e ampliação do acesso.
Palavras-chave
Dispositivos inalatórios | Formoterol + budesonida | Pegada de carbono | Sustentabilidade
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: The environmental impact of pressurized metereddose inhalers (pMDIs), widely used in the treatment of respiratory diseases, has become a growing public health and environmental concern. This is due to the use of hydrofluoroalkane (HFA)based propellants, which have a high global warming potential. In response, there is increasing interest in more sustainable alternatives, such as dry powder inhalers (DPIs), which do not use propellants and have a lower carbon footprint. This study compares the use of the formoterol/budesonide combination delivered via DPIs, with emphasis on Aerocaps® in Brazil, and the predominant use of spray inhalers such as Symbicort® (pMDI) in the United States, aiming to highlight the potential for reducing emissions through cleaner technologies. Objective: To evaluate the evolution of the use of longacting bronchodilator (LABA) and inhaled corticosteroid (ICS) combinations delivered through DPI devices in Brazil, with emphasis on Aerocaps®, and to contrast this with the predominant use of pMDIs in the United States. The study also considers the environmental impact of each device type and market trends between 2020 and 2025. Methods: Publicly available market data, including institutional reports, were analyzed. Carbon footprint estimates were based on previous studies comparing carbon dioxide (CO₂) emissions among inhaler devices. Each pMDI may emit up to 23.1 kg of CO₂ throughout its use, whereas DPIs emit less than 0.7 kg, representing a potential reduction of up to 96% per device. Results: In Brazil, there is a growing trend toward the adoption of DPIs in the LABA/ICS category, particularly driven by the increased use of Aerocaps®. In the United States, the market continues to be dominated by pMDIs, with Symbicort® as the leading option. The graph compares the carbon footprints of formoterol + budesonide combinations in the two countries. As a comparison, if Brazil had followed the U.S. pattern, in which virtually 100% of formoterol + budesonide combinations are delivered through Symbicort® pMDIs and its generic equivalent, the preferential use of Alenia® resulted in a reduction of 876,759 tonnes of CO₂. Greenhouse gas emissions in Brazil were calculated according to the commercialization of Alenia®, Symbicort® Turbohaler® (DPI), and its pMDI formulation, as shown in Figure 1. Conclusions: Replacing pMDIs with DPIs such as Aerocaps® represents a feasible strategy to reduce the environmental impact of respiratory disease treatment. The adoption of Alenia® as the preferred LABA/ICS strategy in Brazil may have significantly contributed to reducing greenhouse gas emissions in recent years while lowering costs and expanding access.
Keywords
Carbon Footprint | Formoterol + Budesonide | Inhaler Devices | Sustainability
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.