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Perfil farmacoeconômico e de dispensação de antimicrobianos pela farmácia do Ambulatório do Hospital Geral do Estado Professor Osvaldo Brandão Vilela (HGE) no ano de 2024
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Título
Perfil farmacoeconômico e de dispensação de antimicrobianos pela farmácia do Ambulatório do Hospital Geral do Estado Professor Osvaldo Brandão Vilela (HGE) no ano de 2024
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Fontes TS, Silva AT, Silveira LJD, Gomes JHR, Soares AMP, Santos Neto JB, et al. Perfil farmacoeconômico e de dispensação de antimicrobianos pela farmácia do Ambulatório do Hospital Geral do Estado Professor Osvaldo Brandão Vilela (HGE) no ano de 2024. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF013
Title
Pharmacoeconomic and Antimicrobial Dispensing Profile by the Outpatient Pharmacy of the Professor Osvaldo Brandão Vilela General Hospital (HGE) in 2024
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF013
Resumo
Introdução: A resistência aos antimicrobianos (RAM) representa uma das maiores ameaças à saúde pública global, associada ao aumento da morbimortalidade e dos custos assistenciais (OMS, 2015). No Brasil, o Plano Nacional de Prevenção e Controle da RAM (PANBR), coordenado pela ANVISA (2020), enfatiza a vigilância ativa e o uso racional de antimicrobianos, tanto em ambiente hospitalar quanto ambulatorial. O farmacêutico desempenha papel central no monitoramento clínico e educativo, contribuindo para a otimização terapêutica e preservação da efetividade desses fármacos. O emprego de agentes de amplo espectro, comum em condutas empíricas ou diante de incerteza diagnóstica, favorece a seleção de microrganismos multirresistentes e o aumento das infecções associadas à assistência à saúde (Kanj & Kanafani, 2011). Diretrizes internacionais de stewardship recomendam revisão periódica e Objetivo: Analisar o perfil de dispensação de antibióticos e aspectos farmacoeconômicos no ambulatório do Hospital Geral do Estado Professor Osvaldo Brandão Vilela (HGE), no período de Janeiro a Junho de 2024. Métodos: Estudo descritivo, retrospectivo e quantitativo, realizado no HGE, principal unidade de urgência e emergência de Alagoas, com 316 leitos e taxa de ocupação de 97,49% no período analisado. Os dados foram obtidos de planilha eletrônica de controle da farmácia da UTI, contendo informações sobre gênero, antibiótico prescrito, posologia, duração e desfecho clínico. Não houve acesso a prontuários. Resultados: Foram avaliados 677 pacientes únicos, predominando o sexo masculino (62,04%). O maior volume de atendimentos ocorreu em março (n=157) e o menor em abril (n=123). A mortalidade mensal variou de 7,04% a 10,57%, com pico em abril. A Ceftriaxona 1g foi o antimicrobiano mais prescrito (41,81%–53,01%), seguida por Piperacilina+Tazobactam, Meropenem, Moxifloxacino e Vancomicina. A Piperacilina+Tazobactam apresentou impacto expressivo no custo total, atingindo R$13.565,60 em Março. O custo médio por paciente variou de R$159,94 (Janeiro) a R$283,15 (Abril), com custo máximo individual de R$2.939,47. O desfecho “Fim de Tratamento” aumentou ao longo do semestre (50,82% a 58,45%), enquanto “Suspensão” variou de 2,19% a 9,42% e “Troca” de 4,74% a 9,05%. Conclusões: O predomínio de Ceftriaxona, um agente de amplo espectro, e a relevância de outros antimicrobianos de alto custo reforçam a necessidade de estratégias robustas de stewardship no ambulatório do HGE. As variações nos custos e nas taxas de suspensão/troca de antibióticos indicam oportunidades para otimização terapêutica e gestão mais eficiente dos recursos. Os achados fornecem subsídios para políticas institucionais voltadas ao uso racional de antimicrobianos, contribuindo para a redução da RAM e a preservação da eficácia terapêutica
Palavras-chave
Antimicrobianos | Farmacoeconomia | Gestão de antimicrobianos | Resistência bacteriana
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Antimicrobial resistance (AMR) represents one of the greatest global public health threats, associated with increased morbidity, mortality, and healthcare costs (WHO, 2015). In Brazil, the National Plan for the Prevention and Control of AMR (PANBR), coordinated by ANVISA (2020), emphasizes active surveillance and the rational use of antimicrobials in both hospital and outpatient settings. Pharmacists play a central role in clinical and educational monitoring, contributing to therapeutic optimization and preservation of the effectiveness of these drugs. The use of broadspectrum agents, common in empirical therapies or situations of diagnostic uncertainty, favors the selection of multidrugresistant microorganisms and the increase of healthcareassociated infections (Kanj & Kanafani, 2011). International antimicrobial stewardship guidelines recommend periodic review and optimization of antimicrobial therapy. Objective: To analyze the antibiotic dispensing profile and pharmacoeconomic aspects in the outpatient department of the Professor Osvaldo Brandão Vilela General Hospital (HGE), from January to June 2024. Methods: A descriptive, retrospective, and quantitative study was conducted at HGE, the main emergency and urgent care unit in Alagoas, with 316 beds and an occupancy rate of 97.49% during the analyzed period. Data were obtained from an electronic spreadsheet used for pharmacy control, containing information on gender, prescribed antibiotic, dosage regimen, duration, and clinical outcome. Medical records were not accessed. Results: A total of 677 unique patients were evaluated, with a predominance of males (62.04%). The highest number of visits occurred in March (n=157), and the lowest in April (n=123). Monthly mortality ranged from 7.04% to 10.57%, with a peak in April. Ceftriaxone 1 g was the most prescribed antimicrobial (41.81%–53.01%), followed by Piperacillin/Tazobactam, Meropenem, Moxifloxacin, and Vancomycin. Piperacillin/Tazobactam had a significant impact on total costs, reaching R$13,565.60 in March. The average cost per patient ranged from R$159.94 (January) to R$283.15 (April), with a maximum individual cost of R$2,939.47. The outcome “End of Treatment” increased throughout the semester (50.82% to 58.45%), while “Discontinuation” ranged from 2.19% to 9.42% and “Switch” from 4.74% to 9.05%. Conclusions: The predominance of Ceftriaxone, a broadspectrum agent, and the relevance of other highcost antimicrobials reinforce the need for robust stewardship strategies in the HGE outpatient setting. Variations in costs and antibiotic discontinuation/switch rates indicate opportunities for therapeutic optimization and more efficient resource management. The findings provide support for institutional policies aimed at the rational use of antimicrobials, contributing to the reduction of AMR and the preservation of therapeutic effectiveness.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.