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Limiares de custo-efetividade ao redor do mundo: como o Brasil se posiciona frente a outros países
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Título
Limiares de custo-efetividade ao redor do mundo: como o Brasil se posiciona frente a outros países
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Documento publicado na Rebrats (Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde) que sintetiza informações, evidências e resultados de estudos ou avaliações em saúde, facilitando a compreensão e o acesso ao conhecimento científico.
Fonte
Rebrats
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Laranjeira F, Zanetti I. Limiares de custo-efetividade ao redor do mundo: como o Brasil se posiciona frente a outros países. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.209
Identificador
2023REB186
Title
Cost-Effectiveness Thresholds Worldwide: How Brazil Positions Itself Compared to Other Countries
Document type
Summary
Description
A document published by Rebrats (Brazilian Network for Health Technology Assessment) that synthesizes information, evidence, and results from health studies or assessments, facilitating understanding of and access to scientific knowledge.
Source
Rebrats
Year of publication
2023
Reference (Vancouver)
Laranjeira F, Zanetti I. Limiares de custo-efetividade ao redor do mundo: como o Brasil se posiciona frente a outros países. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.209
Identifier
2023REB186
Resumo
Introdução: Limiares de custo-efetividade (CE) têm sido aplicados nos processos de avaliação de tec-nologias em saúde (ATS) há décadas. No Brasil, embora o processo de ATS esteja implementado efetivamente desde 2011 (2006, se contarmos a CITEC), as decisões estavam sendo tomadas sem definição desse parâmetro. Usualmente, se recomendava o limiar de 3 vezes o produto interno bruto (PIB) per capita, seguindo a recomendação da Organização Mundial de Saúde. No entanto, até 2022 não havia um limiar nacional apropriadamente definido para a realidade do país. Em 2022, foi lançada a recomendação do Ministério da Saúde de R$ 40 mil (ou 1 vez o PIB per capita daquele ano). Neste trabalho, apresentamos questionamentos baseados em evidência sobre como esse limiar pode estar abaixo do necessário para permitir a implementação de inovações tecnológicas no sistema público de saúde do Brasil.Métodos: Realizou-se uma busca sistematizada em bases de dados abertas (Google Scholar e Pubmed) sobre limiares de CE em países com processos de ATS definidos e reconhecidos internacionalmente. Além dessa busca, buscou-se informações complementares nos próprios domínios públicos das agên-cias, para validação. Uma vez localizados, os limiares foram extraídos em dólar, real (aplicado câmbio de R$ 5,35) e PIB per capita. Além disso, foram validados os PIB per capita atuais dos países no we-bsite do Banco Mundial. Não foram considerados limiares para doenças ou gruos etários específicos.Resultados: Foram localizados limiares de CE para: Estados Unidos (U$ 50 mil), Reino Unido (£20 a 30 mil = U$ 25 mil a 37,7 mil), Canadá (U$ 50 mil), Chile (U$ 23,3 mil), Colômbia (U$ 6 mil), México (U$ 11 mil) e Brasil (U$ 8 mil). De acordo com as estimativas mais recentes do Banco Mundial (2022), esses valores representam em termos de PIB per capita: Estados Unidos: 65%; Reino Unido: 82%; Canadá: 90%; Chile: 1; Colômbia: 1; México: 1 e Brasil: 1.Discussão e conclusões: O Brasil, por ser um país em desenvolvimento, já traz um ajuste automático dos valores de limiar de CE, uma vez que o PIB per capita brasileiro é cerca de 8,5 vezes menor que o dos Estados Unidos e 5 vezes menor que o do Reino Unido. Adicionado a isto, o limiar proposto para o Brasil é 6,7 vezes menor que o americano e 5 vezes menor que o inglês. Além disso, nosso PIB per capita é menor que a média da América Latina (U$ 9.747), e menor que o do Chile e do México, trazidos como exemplos. Entre os países selecionados nesta análise, o limiar brasileiro se aproxima do limiar da Colômbia, a qual possui um sistema de saúde bem diferenciado, quando comparada ao Brasil. Cerca de 75% das incorporações da CONITEC poderiam não ter acontecido, caso o limiar de 1 PIB per capita fosse utilizado. É sabido que o limiar de CE é apenas um dos fatores levados em consideração na decisão, porém acreditamos que essa redução de 3 para 1 PIB per capita poderá ser um entrave no acesso a tecnologias inovadoras no SUS.
Palavras-chave
Avaliação Dd | Custo-efetividade | Limiar | Sustentabilidade
Observações
O registro foi originalmente publicado no idioma nativo em Português. As traduções foram geradas por inteligência artificial para o idioma Inglês.
Abstract
Introduction: Cost-effectiveness (CE) thresholds have been applied in health technology assessment (HTA) processes for decades. In Brazil, although the HTA process has been effectively implemented since 2011 (2006, if we count CITEC), decisions were being made without defining this parameter. Usually, the threshold of 3 times the gross domestic product (GDP) per capita was recommended, following the recommendation of the World Health Organization. However, until 2022 there was no national threshold appropriately defined for the country's reality. In 2022, the Ministry of Health's recommendation of R$40,000 (or 1 time the GDP per capita of that year) was released. In this paper, we present evidence-based questions about how this threshold may be below what is necessary to allow the implementation of technological innovations in the Brazilian public health system. Methods: A systematic search was conducted in open databases (Google Scholar and Pubmed) on CE thresholds in countries with internationally defined and recognized HTA processes. In addition to this search, additional information was sought in the agencies' own public domains for validation. Once located, the thresholds were extracted in dollars, reais (exchange rate of R$ 5.35 applied) and GDP per capita. In addition, the current GDP per capita of the countries was validated on the World Bank website. No thresholds for specific diseases or age groups were considered. Results: EC thresholds were located for: United States (US$50,000), United Kingdom (£20,000 to 30,000 = US$25,000 to 37,700), Canada (US$50,000), Chile (US$23,300), Colombia (US$6,000), Mexico (US$11,000) and Brazil (US$8,000). According to the most recent estimates from the World Bank (2022), these values represent in terms of GDP per capita: United States: 65%; United Kingdom: 82%; Canada: 90%; Chile: 1; Colombia: 1; Mexico: 1 and Brazil: 1. Discussion and conclusions: Brazil, as a developing country, already has an automatic adjustment of the EC threshold values, since Brazilian GDP per capita is about 8.5 times lower than that of the United States and 5 times lower than that of the United Kingdom. In addition, the threshold proposed for Brazil is 6.7 times lower than the American one and 5 times lower than the English one. Furthermore, our GDP per capita is lower than the Latin American average (US$ 9,747), and lower than that of Chile and Mexico, which are given as examples. Among the countries selected for this analysis, the Brazilian threshold is close to that of Colombia, which has a very different health system when compared to Brazil. Approximately 75% of CONITEC's incorporations might not have occurred if the threshold of 1 GDP per capita had been used. It is known that the CE threshold is only one of the factors taken into consideration in the decision, but we believe that this reduction from 3 to 1 GDP per capita could be an obstacle to access to innovative technologies in the SUS.
Observation
The record was originally published in its native language, Portuguese. The translations were generated by artificial intelligence into English.