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Equidade do acesso a produtos assistivos pelos pacientes dos serviços especializados em reabilitação no município de São Paulo, Brasil
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Título
Equidade do acesso a produtos assistivos pelos pacientes dos serviços especializados em reabilitação no município de São Paulo, Brasil
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Documento publicado na Rebrats (Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde) que sintetiza informações, evidências e resultados de estudos ou avaliações em saúde, facilitando a compreensão e o acesso ao conhecimento científico.
Fonte
Rebrats
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Ramos VD, Tsukimoto DR, Pretto LR de, Alves MCGP, Escuder MML, Battistella LR. Equidade do acesso a produtos assistivos pelos pacientes dos serviços especializados em reabilitação no município de São Paulo, Brasil. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.160
Identificador
2023REB137
Title
Equity of Access to Assistive Products by Patients in Specialized Rehabilitation Services in São Paulo, Brazil
Document type
Summary
Description
A document published by Rebrats (Brazilian Network for Health Technology Assessment) that synthesizes information, evidence, and results from health studies or assessments, facilitating understanding of and access to scientific knowledge.
Source
Rebrats
Year of publication
2023
Reference (Vancouver)
Ramos VD, Tsukimoto DR, Pretto LR de, Alves MCGP, Escuder MML, Battistella LR. Equidade do acesso a produtos assistivos pelos pacientes dos serviços especializados em reabilitação no município de São Paulo, Brasil. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.160
Identifier
2023REB137
Resumo
Introdução: Produtos assistivos são aqueles dispositivos externos que mantem ou melhoram a funcio-nalidade, mediando a interação entre pessoas com condições de saúde potencialmente incapacitantes e os ambientes em que estão inseridas. Eles facilitam a realização de atividades e a participação social, promovem o bem-estar, previnem a deficiência e a instalação de condições secundárias de saúde. No Sistema Único de Saúde brasileiro, a provisão desses produtos faz parte da atenção integral à saúde e os serviços especializados em reabilitação são a principal forma de acesso a eles. Por outro lado, exis-tem limitações à oferta de produtos assistivos por este sistema e provedores de produtos e prestadores de serviços oriundos do setor privado também interpretam um papel relevante no atendimento às ne-cessidades dos usuários finais. A partir das hipóteses levantadas pelos resultados de análise descritiva já publicada, esse estudo tem por objetivo investigar a equidade do acesso a produtos assistivos pelos pacientes dos serviços especializados em reabilitação do município de São Paulo, Brasil.Métodos: A partir dos dados produzidos pela Avaliação Rápida de Tecnologia Assistiva, criada pela Organização Mundial da Saúde e utilizada junto a uma amostra representativa da população-alvo deste estudo, regressões logísticas multivariadas foram empregadas para obter as razões de chance (odds ratio, OR) dos indicadores de necessidade, uso e necessidades atendidas ajustadas por gênero (mas-culino; feminino), faixa etária (5-17; 18-64; >65 anos) e nível de incapacidade (nenhuma ou alguma dificuldade; muita dificuldade ou não consegue realizar as atividades investigadas de modo algum). As regressões foram ponderadas pelo peso populacional estimado por gênero e idade.Resultados: As regressões por gênero não tiveram resultados significativos, indicando que ele não in-fluencia a necessidade, uso ou necessidades atendidas por produtos assistivos. Por outro lado, quanto maior a idade, maiores as OR de necessidade (18- 64=3.163; >65=11.874) e uso (18-64=3.004; >65=9.796) desses produtos. No entanto, a OR de necessidade atendida por esses produtos não acompanha esses dois indicadores (18-64=1.703; >65=2.495). De forma semelhante, o grupo de maior nível de incapacidade tem OR maiores de necessidade (5.866) e uso (3.257), mas as necessida-des atendidas não tem o mesmo desempenho (0.843). Além disso, os resultados indicam também que, diferentemente dos domínios funcionais da visão, audição e mobilidade, maiores níveis de incapacidade relacionadas à cognição e comunicação não implicam em maior necessidade ou uso de produtos assi-tivos, indicando uma limitação no conhecimento e demanda por esses produtos.Discussão e conclusões: Considerando que a população-alvo do estudo é de pessoas que experimentam uma condição de saúde incapacitante para a qual o uso de produtos assistivos pode ser benéfico, a prevalência da necessidade, do uso e das necessidades atendidas são altas como o esperado. Contudo, os resultados demonstram como o sistema falha em atender integralmente as necessidades dos mais idosos e daqueles com maiores níveis de incapacidade, para quem o uso desses produtos poderia sig-nificar maior autonomia e participação social. Esses resultados, assim como a falta de significância das diferenças observadas por gênero, são consistentes com os observados em províncias da Guatemala e do Malaui. Da mesma forma, um estudo do Reino Unido também indica que pessoas com incapacida-des de comunicação e cognição tem resultados piores.
Palavras-chave
Acesso | Equidade | Necessidade | Produtos Assistivos | Uso
Observações
O registro foi originalmente publicado no idioma nativo em Português. As traduções foram geradas por inteligência artificial para o idioma Inglês.
Abstract
Introduction: Assistive products are external devices that maintain or improve functionality by mediating the interaction between people with potentially disabling health conditions and the environments in which they live. They facilitate the performance of activities and social participation, promote well-being, prevent disability and the onset of secondary health conditions. In the Brazilian Unified Health System, the provision of these products is part of comprehensive health care, and specialized rehabilitation services are the main form of access to them. On the other hand, there are limitations to the supply of assistive products by this system, and product and service providers from the private sector also play an important role in meeting the needs of end users. Based on the hypotheses raised by the results of a previously published descriptive analysis, this study aims to investigate the equity of access to assistive products by patients of specialized rehabilitation services in the city of São Paulo, Brazil. Methods: Based on data produced by the Rapid Assessment of Assistive Technology, created by the World Health Organization and used with a representative sample of the target population of this study, multivariate logistic regressions were used to obtain the odds ratios (OR) of the indicators of need, use and needs met, adjusted for gender (male; female), age group (5-17; 18-64; >65 years) and level of disability (no or some difficulty; a lot of difficulty or cannot perform the activities investigated at all). The regressions were weighted by the estimated population weight by gender and age. Results: The regressions by gender did not produce significant results, indicating that it does not influence the need, use or needs met by assistive products. On the other hand, the older the age, the higher the ORs of need (18-64=3.163; >65=11.874) and use (18-64=3.004; >65=9.796) of these products. However, the OR of need met by these products does not follow these two indicators (18-64=1.703; >65=2.495). Similarly, the group with the highest level of disability has higher ORs of need (5.866) and use (3.257), but the needs met do not have the same performance (0.843). Furthermore, the results also indicate that, unlike the functional domains of vision, hearing and mobility, higher levels of disability related to cognition and communication do not imply a greater need or use of assistive products, indicating a limitation in the knowledge and demand for these products. Discussion and conclusions: Considering that the target population of the study is people who experience a disabling health condition for which the use of assistive products can be beneficial, the prevalence of need, use and needs met are high as expected. However, the results demonstrate how the system fails to fully meet the needs of the elderly and those with higher levels of disability, for whom the use of these products could mean greater autonomy and social participation. These results, as well as the lack of significance of the differences observed by gender, are consistent with those observed in provinces of Guatemala and Malawi. Similarly, a study from the United Kingdom also indicates that people with communication and cognitive disabilities have worse outcomes.
Keywords
Access | Assistive Products | Equity | Need | Use
Observation
The record was originally published in its native language, Portuguese. The translations were generated by artificial intelligence into English.