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Eficácia e segurança do uso da lisdexanfetamina no tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade em indivíduos entre 6 e 17 anos: uma revisão sistemática e meta-análise
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Título
Eficácia e segurança do uso da lisdexanfetamina no tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade em indivíduos entre 6 e 17 anos: uma revisão sistemática e meta-análise
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Documento publicado na Rebrats (Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde) que sintetiza informações, evidências e resultados de estudos ou avaliações em saúde, facilitando a compreensão e o acesso ao conhecimento científico.
Fonte
Rebrats
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Almeida RS, Vieira CL, Pinto CR, Rodrigues LV, Oliveira VCDM. Eficácia e segurança do uso da lisdexanfetamina no tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade em indivíduos entre 6 e 17 anos: uma revisão sistemática e meta-análise. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.154
Identificador
2023REB131
Title
Efficacy and Safety of Lisdexamfetamine in Treating Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder in Individuals Aged 6-17 Years: A Systematic Review and Meta-Analysis
Document type
Summary
Description
A document published by Rebrats (Brazilian Network for Health Technology Assessment) that synthesizes information, evidence, and results from health studies or assessments, facilitating understanding of and access to scientific knowledge.
Source
Rebrats
Year of publication
2023
Reference (Vancouver)
Almeida RS, Vieira CL, Pinto CR, Rodrigues LV, Oliveira VCDM. Eficácia e segurança do uso da lisdexanfetamina no tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade em indivíduos entre 6 e 17 anos: uma revisão sistemática e meta-análise. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.154
Identifier
2023REB131
Resumo
Introdução: O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é uma condição neurobiológica conhecida por afetar tanto crianças quanto adultos. Trata-se de uma condição genética que pode ser desencadeada pela interação heterogênea e complexa entre fatores genéticos e ambientais. No Brasil, em média, 7,6% das crianças e adolescentes com idades entre 6 e 17 anos são acometidas pela doen-ça. O objetivo desta revisão é avaliar a eficácia e segurança da lisdexanfetamina comparado ao placebo e ao metilfenidato no tratamento do TDAH em indivíduos entre 6 e 17 anos.Métodos: Foi realizada busca sistemática nas bases Pubmed, LILACS, Embase e Cochrane. As etapas de seleção de referências, extração dos dados e avaliação do risco de viés dos estudos foi realizada em dupla, de forma independente, e as divergências discutidas com um terceiro pesquisador para obtenção de consenso. O desfecho primário foi eficácia (melhora dos sintomas do TDAH medido pela escala ADHD-RS) e segurança (eventos adversos sérios). Estimou-se as diferenças médias (MDs) e os riscos relativos (RRs) com intervalo de confiança de 95% (ICs) usando meta-análise pareadas com efeitos aleatórios. Avaliamos o risco de viés dos ensaios clínicos randomizado (ECRs) individuais usan-do a ferramenta Cochrane RoB-2 revisada e classificamos a certeza no conjunto final da evidência de cada desfecho usando a metodologia GRADE. Este estudo está registrado no PROSPERO, número CRD42022364081.Resultados: Foram incluídos seis ECRs (n = 1592) que compararam a lisdexanfetamina nas doses de 30, 50 ou 70 mg [quatro vs. placebo (n = 1157) e dois vs. metilfenidato (n = 795)]. Para os sintomas, a lisdexanfetamina foi superior ao placebo [MD: -12,92 (IC 95% -15,90, -9,93)] e ao metilfenidato [MD: -3,66 (IC 95% -7,07, -0,25)]. Com relação à segurança, em nenhum dos estudos foi identificado relato de eventos adversos sérios. Houve maior ocorrência de outros eventos adversos gerais [RR: 1,37 (IC 95% 1,23 - 1,52)] no grupo que recebeu lisdexanfetamina do que no placebo. Não houve diferença no perfil de segurança da lisdexanfetamina comparado ao metilfenidato.Discussão e conclusões: O número de estudos incluídos foi limitado. Houve algumas preocupações para o risco de viés nos ECRs. A heterogeneidade entre os estudos pode ser devida as diferenças entre as idades dos participantes nos estudos. A certeza da evidência foi muito baixa a moderada para os desfechos avaliados. A lisdexanfetamina foi eficaz e segura no tratamento de crianças e adolescentes com TDAH. Os resultados desta revisão devem ser interpretados com cautela devido ao pequeno núme-ro de estudos incluídos. Além disso, nenhum dos estudos teve um baixo risco geral de viés. Novos ECRs robustos são necessários para avaliar os efeitos a longo prazo da lisdexanfetamina.
Palavras-chave
Adolescentes | Crianças | Lisdexan-fetamina | Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
Observações
O registro foi originalmente publicado no idioma nativo em Português. As traduções foram geradas por inteligência artificial para o idioma Inglês.
Abstract
Introduction: Attention deficit hyperactivity disorder (ADHD) is a neurobiological condition known to affect both children and adults. It is a genetic condition that can be triggered by the heterogeneous and complex interaction between genetic and environmental factors. In Brazil, on average, 7.6% of children and adolescents aged between 6 and 17 years are affected by the disease. The objective of this review is to evaluate the efficacy and safety of lisdexamfetamine compared to placebo and methylphenidate in the treatment of ADHD in individuals aged between 6 and 17 years. Methods: A systematic search was carried out in the Pubmed, LILACS, Embase and Cochrane databases. The stages of reference selection, data extraction and assessment of the risk of bias of the studies were performed in pairs, independently, and disagreements were discussed with a third researcher to obtain consensus. The primary outcome was efficacy (improvement of ADHD symptoms measured by the ADHD-RS scale) and safety (serious adverse events). Mean differences (MDs) and relative risks (RRs) with 95% confidence intervals (CIs) were estimated using random-effects pairwise meta-analysis. We assessed the risk of bias of individual randomized controlled trials (RCTs) using the revised Cochrane RoB-2 tool and rated the certainty of the final body of evidence for each outcome using the GRADE methodology. This study is registered with PROSPERO, number CRD42022364081. Results: Six RCTs (n = 1592) comparing lisdexamfetamine at doses of 30, 50 or 70 mg [four vs placebo (n = 1157) and two vs methylphenidate (n = 795)] were included. For symptoms, lisdexamfetamine was superior to placebo [MD: -12.92 (95% CI -15.90, -9.93)] and methylphenidate [MD: -3.66 (95% CI -7.07, -0.25)]. Regarding safety, no reports of serious adverse events were identified in any of the studies. There was a higher occurrence of other overall adverse events [RR: 1.37 (95% CI 1.23 - 1.52)] in the group receiving lisdexamfetamine than in the placebo group. There was no difference in the safety profile of lisdexamfetamine compared to methylphenidate. Discussion and conclusions: The number of included studies was limited. There were some concerns about the risk of bias in the RCTs. Heterogeneity between studies may be due to differences in the ages of the participants in the studies. The certainty of the evidence was very low to moderate for the outcomes evaluated. Lisdexamfetamine was effective and safe in the treatment of children and adolescents with ADHD. The results of this review should be interpreted with caution due to the small number of included studies. Furthermore, none of the studies had an overall low risk of bias. Further robust RCTs are needed to assess the long-term effects of lisdexamfetamine.
Observation
The record was originally published in its native language, Portuguese. The translations were generated by artificial intelligence into English.