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Efetividade no tratamento da Doença Macular Relacionada à Idade (DMRI) exsudativa com uso de AntiVEGF em um serviço de referência do SUS no Nordeste do Brasil
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Título
Efetividade no tratamento da Doença Macular Relacionada à Idade (DMRI) exsudativa com uso de AntiVEGF em um serviço de referência do SUS no Nordeste do Brasil
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Documento publicado na Rebrats (Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde) que sintetiza informações, evidências e resultados de estudos ou avaliações em saúde, facilitando a compreensão e o acesso ao conhecimento científico.
Fonte
Rebrats
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Souza LCA de, Lima Melo RC de, Amorim E, Ledo IC, Almeida Oliveira DC de, Boa-Sorte N. Efetividade no tratamento da Doença Macular Relacionada à Idade (DMRI) exsudativa com uso de AntiVEGF em um serviço de referência do SUS no Nordeste do Brasil. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.153
Identificador
2023REB130
Title
Effectiveness in Treating Exudative Age-Related Macular Degeneration (AMD) with Anti-VEGF Use in a Reference SUS Service in Northeast Brazil
Document type
Summary
Description
A document published by Rebrats (Brazilian Network for Health Technology Assessment) that synthesizes information, evidence, and results from health studies or assessments, facilitating understanding of and access to scientific knowledge.
Source
Rebrats
Year of publication
2023
Reference (Vancouver)
Souza LCA de, Lima Melo RC de, Amorim E, Ledo IC, Almeida Oliveira DC de, Boa-Sorte N. Efetividade no tratamento da Doença Macular Relacionada à Idade (DMRI) exsudativa com uso de AntiVEGF em um serviço de referência do SUS no Nordeste do Brasil. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.153
Identifier
2023REB130
Resumo
Introdução: Nas últimas décadas, alguns medicamentos foram desenvolvidos para o tratamento da Doença Macular Relacionada à Idade (DMRI), tendo como alvo principal o bloqueio do fator de cresci-mento do endotélio vascular (VEGF). No Brasil, o uso de anti-VEGF foi incorporado ao SUS, em 2018, para uso em pacientes com DMRI exsudativa, com melhor AV corrigida igual ou superior a 20/400 e igual ou inferior a 20/3. Apesar da eficácia da terapia ter sido consistentemente demonstrada em en-saios clínicos, existem lacunas acerca da efetividade do uso da terapia anti-VEGF no mundo real. Assim, este estudo avaliou a efetividade dos medicamentos Bevacizumabe ou Aflibercepte em pacientes do SUS com DMRI.Métodos: Estudo retrospectivo longitudinal, com dados de prontuário de 54 pacientes com DMRI que fizeram uso de Bevacizumabe ou Aflibercepte. Os desfechos em saúde utilizados foram as medidas de acuidade visual (AV) e de espessura central da retina obtidas pelo OCT. Pacientes com AV < 20/400 foram denominados como “pior visão”.Resultados: Dentre os 60 olhos, o medicamento utilizado com maior frequência foi o Bevacizumabe (55,0%). A primeira injeção intraocular foi utilizada, em média (DP) aos 74.7 (9.4) anos e foram apli-cadas, em média, 6.4 (4.3) injeções. Não foi observada diferença (p=0.262) entre o percentual de resposta satisfatória de acordo com o uso de Bevacizumabe (16/33; 48.5%) ou Aflibercepte (17/27; 63.0%). Os desfechos de AV segundo Snellen, ganho de letras e espessura retiniana demonstraram melhora ou estabilidade em 55%, 32.8% e 78.3% dos casos, respectivamente. Não houve diferença significativa entre o número médio (DP) de injeções anti-VEGF aplicadas entre os grupos com e sem resposta terapêutica (5.8 [3.7] vs. 7.0 [4.8]; p = 0.315), nem no tempo decorrido entre a primeira e a última injeção, em dias, nos grupos com e sem resposta (274.3 [317.1] vs. 434.8 [514.6]; p = 0.262). Observou-se uma tendência de melhor resposta à medida que a classificação da acuidade visual piorava (ptend= 0.062). Entre os olhos classificados como “pior visão” (AV<20/400), no início do tratamento, o percentual de melhora/estabilidade foi superior aos que apresentaram melhor visão (70.0% vs. 40.0%; p=0.002).Discussão e conclusões: A efetividade do tratamento com anti-VEGF em pacientes com DMRI variou de 32,8% a 78,3%, a depender do desfecho avaliado. Considerando a melhora/estabilidade da AV, um pouco mais da metade dos pacientes teve resposta efetiva. Destaca-se o fato de que, apesar do atual PCDT para manejo da DMRI exsudativa não recomendar o tratamento com anti-VEGF quando a AV for abaixo de 20/400, identificamos uma melhor resposta aos medicamentos nestes casos. Adicio-nalmente, foi percebida uma tendência de melhor resposta à medida que a classificação da acuidade visual piorava. Tais dados concordam com estudos recentes, a exemplo de Ying et. al., que avaliaram preditores para desfechos de acuidade visual em 05 anos após início de tratamento com Ranibizumabe ou Aflibercepte. Pacientes com pior AV inicial apresentaram piores valores absolutos de AV, porém um maior ganho proporcional de acuidade visual com o tratamento. Novos estudos multicêntricos no Brasil, com maior tamanho amostral, e de caráter prospectivo devem ser feitos para avaliar a restrição do uso de anti-VEGF em pacientes com DMRI e AV<20/400.
Palavras-chave
Aflibercept | Antiangiogênicos | Bevacizu-mabe | Doença Macular Relacionada à idade | Efetividade | Retina | Tomografia de Coerência Óptica
Observações
O registro foi originalmente publicado no idioma nativo em Português. As traduções foram geradas por inteligência artificial para o idioma Inglês.
Abstract
Introduction: In recent decades, some drugs have been developed for the treatment of Age-Related Macular Disease (AMD), with the main target being the blockade of vascular endothelial growth factor (VEGF). In Brazil, the use of anti-VEGF was incorporated into the SUS in 2018 for use in patients with exudative AMD, with best corrected VA equal to or greater than 20/400 and equal to or less than 20/3. Although the efficacy of the therapy has been consistently demonstrated in clinical trials, there are gaps regarding the effectiveness of the use of anti-VEGF therapy in the real world. Thus, this study evaluated the effectiveness of the drugs Bevacizumab or Aflibercept in SUS patients with AMD. Methods: Retrospective longitudinal study, with medical record data from 54 patients with AMD who used Bevacizumab or Aflibercept. The health outcomes used were visual acuity (VA) and central retinal thickness measurements obtained by OCT. Patients with VA < 20/400 were termed as having “worse vision”. Results: Among the 60 eyes, the most frequently used medication was Bevacizumab (55.0%). The first intraocular injection was used, on average (SD) at 74.7 (9.4) years and, on average, 6.4 (4.3) injections were applied. No difference (p=0.262) was observed between the percentage of satisfactory response according to the use of Bevacizumab (16/33; 48.5%) or Aflibercept (17/27; 63.0%). The outcomes of VA according to Snellen, letter gain and retinal thickness showed improvement or stability in 55%, 32.8% and 78.3% of cases, respectively. There was no significant difference between the mean (SD) number of anti-VEGF injections administered between the groups with and without therapeutic response (5.8 [3.7] vs. 7.0 [4.8]; p = 0.315), nor in the time elapsed between the first and last injection, in days, in the groups with and without response (274.3 [317.1] vs. 434.8 [514.6]; p = 0.262). A trend towards better response was observed as the visual acuity score worsened (ptend = 0.062). Among the eyes classified as having “worse vision” (VA<20/400) at the beginning of treatment, the percentage of improvement/stability was higher than in those with better vision (70.0% vs. 40.0%; p=0.002). Discussion and conclusions: The effectiveness of treatment with anti-VEGF in patients with AMD ranged from 32.8% to 78.3%, depending on the outcome assessed. Considering the improvement/stability of VA, a little more than half of the patients had an effective response. It is noteworthy that, although the current PCDT for the management of exudative AMD does not recommend treatment with anti-VEGF when VA is below 20/400, we identified a better response to the drugs in these cases. Additionally, a trend towards better response was observed as the visual acuity classification worsened. These data agree with recent studies, such as those by Ying et al. al., who evaluated predictors for visual acuity outcomes 5 years after starting treatment with Ranibizumab or Aflibercept. Patients with worse initial VA had worse absolute VA values, but a greater proportional gain in visual acuity with treatment. New multicenter studies in Brazil, with a larger sample size, and of a prospective nature should be conducted to evaluate the restriction of the use of anti-VEGF in patients with AMD and VA<20/400.
Keywords
Aflibercept | Age-Related Macular Disease | Antiangiogenics | Bevacizumab | Effectiveness | Optical Coherence Tomography | Retina
Observation
The record was originally published in its native language, Portuguese. The translations were generated by artificial intelligence into English.