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Interseccionalidade e acesso a serviços de urgência e emergência em Pelotas, 2022
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Título
Interseccionalidade e acesso a serviços de urgência e emergência em Pelotas, 2022
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Documento publicado na Rebrats (Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde) que sintetiza informações, evidências e resultados de estudos ou avaliações em saúde, facilitando a compreensão e o acesso ao conhecimento científico.
Fonte
Rebrats
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Delpino FM, Figueiredo LM, Rodrigues LF, Nunes BP. Interseccionalidade e acesso a serviços de urgência e emergência em Pelotas, 2022. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.152
Identificador
2023REB129
Title
Intersectionality and Access to Urgent and Emergency Services in Pelotas, 2022
Document type
Summary
Description
A document published by Rebrats (Brazilian Network for Health Technology Assessment) that synthesizes information, evidence, and results from health studies or assessments, facilitating understanding of and access to scientific knowledge.
Source
Rebrats
Year of publication
2023
Reference (Vancouver)
Delpino FM, Figueiredo LM, Rodrigues LF, Nunes BP. Interseccionalidade e acesso a serviços de urgência e emergência em Pelotas, 2022. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.152
Identifier
2023REB129
Resumo
Introdução: Os serviços de urgência e emergência são parte importante do sistema de saúde, e seu acesso pode apresentar desigualdade de acordo com o perfil socioeconômico e demográfico da popula-ção. Este estudo teve como objetivo avaliar a associação entre um índice de privação de direitos sociais e a utilização dos serviços de urgênciae emergência em um município de médio porte no Sul do país.Métodos: Foi realizado um estudo longitudinal, com dados de 3425 participantes que responderam as duas ondas, 2021 e 2022, do estudo “EAI PELOTAS? – Emergency Service Utilization and Artificial Intellingence in PELOTAS-RS”. O desfecho principal foi a utilização dos serviços, que foi dividida em serviços públicos e privados. A exposição principal foi a interseccionalidade de variáveis que expressam a privação de direitos sociais, chamado Jeopardy Index, cuja pontuação varia de 0 a 8, ao passo que 0 representa homem, branco, com alta escolaridade e alta classe econômica, e 8 representa mulher, preta/parda/amarela/indígena, com baixa escolaridade e baixa classe econômica. Foram realizadas aná-lises de regressão de Poisson, com resultados expressos como Risco Relativo (RR), com intervalos de confiança de 95% (IC95%) e ajustados para possíveis fatores de confusão. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, parecer número 39096720.0.0000.5317.Resultados: A maior parte dos participantes eram mulheres, casadas, com idades entre 30 e 59 anos. Cerca de 32% da amostra utilizou os serviços públicos de saúde ao menos uma vez, enquanto 9,5% utilizaram os serviços privados ao menos uma vez. Quanto maior a privação dos direitos sociais, maior foi o uso dos serviços públicos de saúde (RR: 1.13; IC95%: 1.10-1.16). Por outro lado, quanto menor a privação dos direitos sociais, menor foi o uso dos serviços privados (RR: 0.65; IC95%: 0.61-0.69).Discussão e conclusões: Nossos resultados mostraram que há desigualdades sociais no acesso aos serviços de urgência e emergência, com efeito sinérgico de variáveis que expressam privação de direitos sociais. Grupos com menor privação de direitos têm maior acesso aos serviços particulares, enquanto aqueles com maior privação acessam mais os serviços públicos. As desigualdades sociais são um pro-blema que reflete as históricas e amplas iniquidades que existem no Brasil, pais que apresenta alta con-centração de renda. Os serviços públicos de urgência e emergência são caracterizados por superlotação e demora no atendimento, o que evidencia injustiça na atenção à saúde, uma vez que os grupos com maior privação de direitos são os que mais utilizam esses serviços. É preciso reduzir as desigualdades no acesso aos serviços de saúde, conscientizar e investir na prevenção por meio de políticas públicas de qualidade que visem à promoção da saúde e à redução das desigualdades interseccionais no Brasil.
Palavras-chave
Interseccionalidade | Pronto Socorro | Serviços de Urgência e Emergência
Observações
O registro foi originalmente publicado no idioma nativo em Português. As traduções foram geradas por inteligência artificial para o idioma Inglês.
Abstract
Introduction: Emergency services are an important part of the health system, and access to them may be unequal depending on the socioeconomic and demographic profile of the population. This study aimed to evaluate the association between an index of deprivation of social rights and the use of emergency services in a medium-sized municipality in the South of the country. Methods: A longitudinal study was carried out with data from 3,425 participants who responded to the two waves, 2021 and 2022, of the study “EAI PELOTAS? – Emergency Service Utilization and Artificial Intelligence in PELOTAS-RS”. The main outcome was the use of services, which was divided into public and private services. The main exposure was the intersectionality of variables that express the deprivation of social rights, called Jeopardy Index, whose score ranges from 0 to 8, whereas 0 represents a man, white, with high education and high economic class, and 8 represents a woman, black/brown/yellow/indigenous, with low education and low economic class. Poisson regression analyses were performed, with results expressed as Relative Risk (RR), with 95% confidence intervals (95%CI) and adjusted for possible confounding factors. The study was approved by the Research Ethics Committee, opinion number 39096720.0.0000.5317. Results: Most participants were women, married, between 30 and 59 years of age. Approximately 32% of the sample used public health services at least once, while 9.5% used private services at least once. The greater the deprivation of social rights, the greater the use of public health services (RR: 1.13; 95% CI: 1.10-1.16). On the other hand, the less deprivation of social rights, the lower the use of private services (RR: 0.65; 95% CI: 0.61-0.69). Discussion and conclusions: Our results showed that there are social inequalities in access to emergency and urgent care services, with a synergistic effect of variables that express deprivation of social rights. Groups with less deprivation of rights have greater access to private services, while those with greater deprivation have greater access to public services. Social inequalities are a problem that reflects the historical and widespread inequities that exist in Brazil, a country with a high concentration of income. Public emergency and urgent care services are characterized by overcrowding and delays in care, which highlights injustice in health care, since the groups with greater deprivation of rights are those that use these services the most. It is necessary to reduce inequalities in access to health services, raise awareness and invest in prevention through quality public policies that aim to promote health and reduce intersectional inequalities in Brazil.
Observation
The record was originally published in its native language, Portuguese. The translations were generated by artificial intelligence into English.
Autoria (authors)
Bruno Pereira Nunes | Felipe Mendes Delpino | Leandro Faria Rodrigues | Lílian Munhoz Figueiredo