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Vacina Qdenga® para a prevenção de dengue: monitorização do horizonte tecnológico
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Título
Vacina Qdenga® para a prevenção de dengue: monitorização do horizonte tecnológico
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Documento publicado na Rebrats (Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde) que sintetiza informações, evidências e resultados de estudos ou avaliações em saúde, facilitando a compreensão e o acesso ao conhecimento científico.
Fonte
Rebrats
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Nakata KCF, Oliveira HC, Pereira PPS, Pacheco DOP. Vacina Qdenga® para a prevenção de dengue: monitorização do horizonte tecnológico. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.97
Identificador
2023REB073
Title
Qdenga® Vaccine for Dengue Prevention: Horizon Scanning
Document type
Summary
Description
A document published by Rebrats (Brazilian Network for Health Technology Assessment) that synthesizes information, evidence, and results from health studies or assessments, facilitating understanding of and access to scientific knowledge.
Source
Rebrats
Year of publication
2023
Reference (Vancouver)
Nakata KCF, Oliveira HC, Pereira PPS, Pacheco DOP. Vacina Qdenga® para a prevenção de dengue: monitorização do horizonte tecnológico. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.97
Identifier
2023REB073
Resumo
Introdução: No Brasil, em 2022, a taxa de incidência de casos prováveis de dengue era de 679,9 casos por 100 mil habitantes, sendo o Centro-Oeste a região com maior taxa. A infecção fornece imunidade vitalícia contra o sorotipo adquirido, porém a imunidade cruzada para outros sorotipos é parcial ou temporária. No ano de 2015, uma vacina tetravalente contra a dengue, Dengvaxia®, foi registrada no Brasil para indivíduos com nove a 45 anos de idade, porém sua indicação está restrita a indivíduos com infecção anterior por dengue. Em 2023, uma nova vacina tetravalente Qdenga® foi aprovada no Brasil para a prevenção da dengue causada por qualquer sorotipo do vírus em indivíduos de 4 a 60 anos, sem necessidade de avaliar a exposição a dengue.Métodos: O objetivo deste estudo foi realizar o monitoramento do horizonte tecnológico da vacina Qdenga® na profilaxia da dengue. Registros de ensaios clínicos foram recuperados nas bases de dados Cortellis e ClinicalTrials, utilizando o nome da vacina e termos correlatos, excluídos ensaios de fase 1 e 2 e os que avaliaram estabilidade do produto. Para recuperar estudos publicados nas bases de dados EMBASE, Pubmed, Cochrane, LILACS, MedNar e WorldWideScience.org foram consultadas. As publicações foram triadas utilizando a plataforma Rayyan, por três revisores independentes e os dados apresentados em tabelas descritivas.Resultados: Nas bases de dados Cortellis e ClinicalTrials foram encontrados cinco registros de ensaios clínicos. A busca por estudos publicados recuperou 335 títulos, sete foram selecionados para leitura completa e cinco títulos foram incluídos, 3 deles correspondendo a fases distintas de um único estudo, o estudo TIDES que randomizou 20.099 crianças e adolescentes em região endêmica para dengue. Esse estudo apontou uma taxa geral da prevenção de dengue sorologicamente confirmada de 80,2% (73,3 a 85,3); 73,3% (66,5 a 78,8) e 62,0% (56,6 a 66,7) em 1, 2 e 3 anos respectivamente. A taxa variou por sorotipo do vírus e status sorológicos dos participantes (18 meses): DENV-1 [soropositivos: 72,0% (52,2 a 83,6); soronegativos: 67,8% (40,3 a 82,6)]; DENV-2 [soropositivo: 93,7% (86,1 a 97,1); soronegativo 98,1% (85,8 a 99,7)]; DENV-3 [soropositivo: 61,8% (43,0 a 74,4); soronegativo –68,2% (–318,9 a 32,4)]; DENV-4 [soropositivo 61,2% (–44,3 a 89,6); soronegativo: sem dados]. Já para o desfecho prevenção de dengue confirmada que requer hospitalização a taxa geral foi de 95,4% (88,4 a 98,2); 90,4% (82,6 a 94,7) e 83,6% (76,8 a 88,4) em 12, 18 meses e 3 anos respectiva-mente. O perfil de segurança da vacina avaliado pela frequência de eventos adversos foi aceitável em todos os estudos, sendo os eventos adversos locais ou sistêmicos predominantemente leves. A imuno-genicidade da Qdenga® foi avaliada na população de crianças e adolescentes e de adultos. Os títulos médios geométricos de anticorpos neutralizantes medidos nesses estudos apontam que a vacina foi capaz de estimular a soropositividade para os quatro tipos de vírus da dengue a partir do primeiro mês.Discussão e conclusões: A vacina Qdenga® apresenta alguns pontos positivos: demonstrou uma eficá-cia importante na prevenção de infecção e de casos que exigem hospitalização, especialmente para o sorotipo 2, o mais comum no Brasil; segurança tanto para indivíduos soronegativos, quanto soropositi-vos, podendo ser usada em amplo grupo populacional por não exigir teste pré-vacinação. No entanto, respostas imunológicas podem não ser induzidas em todos os vacinados para múltiplos sorotipos do vírus da dengue.
Palavras-chave
Observações
O registro foi originalmente publicado no idioma nativo em Português. As traduções foram geradas por inteligência artificial para o idioma Inglês.
Abstract
Introduction: In Brazil, in 2022, the incidence rate of probable dengue cases was 679.9 cases per 100,000 inhabitants, with the Midwest region having the highest rate. The infection provides lifelong immunity against the acquired serotype, but cross-immunity to other serotypes is partial or temporary. In 2015, a tetravalent dengue vaccine, Dengvaxia®, was registered in Brazil for individuals aged nine to 45 years, but its indication is restricted to individuals with previous dengue infection. In 2023, a new tetravalent vaccine Qdenga® was approved in Brazil for the prevention of dengue caused by any serotype of the virus in individuals aged 4 to 60 years, without the need to assess exposure to dengue. Methods: The objective of this study was to monitor the technological horizon of the Qdenga® vaccine in dengue prophylaxis. Clinical trial records were retrieved from the Cortellis and ClinicalTrials databases using the vaccine name and related terms, excluding phase 1 and 2 trials and those that evaluated product stability. To retrieve published studies, the EMBASE, Pubmed, Cochrane, LILACS, MedNar and WorldWideScience.org databases were consulted. The publications were screened using the Rayyan platform by three independent reviewers and the data presented in descriptive tables. Results: Five clinical trial records were found in the Cortellis and ClinicalTrials databases. The search for published studies retrieved 335 titles, seven were selected for full reading and five titles were included, three of which corresponded to different phases of a single study, the TIDES study, which randomized 20,099 children and adolescents in a dengue-endemic region. This study showed an overall prevention rate for serologically confirmed dengue of 80.2% (73.3 to 85.3); 73.3% (66.5 to 78.8) and 62.0% (56.6 to 66.7) at 1, 2, and 3 years, respectively. The rate varied by virus serotype and serological status of participants (18 months): DENV-1 [seropositive: 72.0% (52.2 to 83.6); seronegative: 67.8% (40.3 to 82.6)]; DENV-2 [seropositive: 93.7% (86.1 to 97.1); seronegative 98.1% (85.8 to 99.7)]; DENV-3 [seropositive: 61.8% (43.0 to 74.4); seronegative –68.2% (–318.9 to 32.4)]; DENV-4 [seropositive 61.2% (–44.3 to 89.6); seronegative: no data]. For the outcome prevention of confirmed dengue requiring hospitalization, the overall rate was 95.4% (88.4 to 98.2); 90.4% (82.6 to 94.7) and 83.6% (76.8 to 88.4) at 12, 18 months and 3 years, respectively. The safety profile of the vaccine, assessed by the frequency of adverse events, was acceptable in all studies, with local or systemic adverse events being predominantly mild. The immunogenicity of Qdenga® was evaluated in children and adolescents and adults. The geometric mean titers of neutralizing antibodies measured in these studies indicate that the vaccine was able to stimulate seropositivity for the four types of dengue virus from the first month onwards. Discussion and conclusions: The Qdenga® vaccine has some positive points: it demonstrated significant efficacy in preventing infection and cases requiring hospitalization, especially for serotype 2, the most common in Brazil; it is safe for both seronegative and seropositive individuals; and it can be used in a broad population group because it does not require pre-vaccination testing. However, immune responses may not be induced in all vaccinated individuals for multiple serotypes of the dengue virus.
Keywords
Observation
The record was originally published in its native language, Portuguese. The translations were generated by artificial intelligence into English.