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Monitoramento do Horizonte Tecnológico: Ozanimode para o tratamento da esclerose múltipla
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Título
Monitoramento do Horizonte Tecnológico: Ozanimode para o tratamento da esclerose múltipla
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Documento publicado na Rebrats (Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde) que sintetiza informações, evidências e resultados de estudos ou avaliações em saúde, facilitando a compreensão e o acesso ao conhecimento científico.
Fonte
Rebrats
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Nakata KCF, Oliveira CR, Santos DLD, Silva GM, Marques LD, Camargo MC, Morais QCD, Lucchetta RC, Clemente V. Monitoramento do Horizonte Tecnológico: Ozanimode para o tratamento da esclerose múltipla. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.36
Identificador
2023REB012
Title
Horizon Scanning: Ozanimod for the Treatment of Multiple Sclerosis
Document type
Summary
Description
A document published by Rebrats (Brazilian Network for Health Technology Assessment) that synthesizes information, evidence, and results from health studies or assessments, facilitating understanding of and access to scientific knowledge.
Source
Rebrats
Year of publication
2023
Reference (Vancouver)
Nakata KCF, Oliveira CR, Santos DLD, Silva GM, Marques LD, Camargo MC, Morais QCD, Lucchetta RC, Clemente V. Monitoramento do Horizonte Tecnológico: Ozanimode para o tratamento da esclerose múltipla. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.36
Identifier
2023REB012
Resumo
Introdução: A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença desmielinizante, incurável, inflamatória e imunomediada do sistema nervoso central (SNC), que acomete principalmente jovens adultos na faixa etária dos 20 a 50 anos. Sua etiologia não é clara, contudo, envolve fatores genéticos e ambientais não estabelecidos que seriam os responsáveis pelas diferentes manifestações da doença, bem como, pelo comportamento responsivo aos tratamentos medicamentosos. A prevalência mundial, em 2016, era de 30,1 casos por 100.000 habitantes. No Brasil a prevalência média é de 8,69/100.000 habitantes podendo variar entre as regiões do país. A frequência com que as crises acontecem e permanecem, diferenciam a Esclerose Múltipla em remitente-recorrente (EM-RR), primariamente progressiva (EM-PP), Síndrome Clinicamente Isolada (Clinically Isolated Syndrome - CIS) e secundariamente progressiva (EM-SP). A esclerose múltipla remitente-recorrente (EM-RR) também chamada de surto-remissão é a forma mais comum da doença e caracteriza-se por crises que acontecem ao acaso gerando novos sintomas ou agravamento daqueles já existentes.O tratamento medicamentoso consiste principalmente na melhora clínica do paciente com a redução da ocorrência de surtos e abrandamento da gravidade dos sintomas. Corticosteroides em pulsoterapia são utilizados para acelerar a recuperação e retirar o paciente das crises. Ozanimode, disponibilizado comercialmente pelo nome Zeposia®, é um modulador de receptores de esfingosina 1-fosfato-S1P com alta afinidade de ligação aos subtipos S1P1 e S1P5 que atuam na regulação do tráfego de linfócitos, importantes células do sistema imunitário. É apresentado em cápsulas orais de 0,23 mg, 0,46 mg e 0,92 mg e , até o momento, não possui registro sanitário junto à autoridade brasileira competente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. A indicação original do medicamento é para o tratamento de adultos que apresentem tipos recorrentes da Esclerose Múltipla (EM). O mecanismo de ação de ozanimode na EM não é totalmente compreendido, todavia, pode evitar a neurodegeneração e processos inflamatórios do Sistema Nervoso Central. Assim, o objetivo do estudo foi identificar avaliações sobre o uso do ozanimode para o tratamento da esclerose múltipla. Métodos: Para a realização do estudo foram realizadas as etapas para MHT segundo preconizado pelo Ministério da Saúde. Foram consultados os sítios eletrônicos de agências de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS), bem como de órgãos governamentais ou institutos internacionais que realizam ATS. Na pesquisa, realizada em 22 de dezembro de 2021 a estratégia de busca foi composta por duas etapas. A primeira objetivou identificar os registros de estudos clínicos de ozanimode para o tratamento de esclerose múltipla no ClinicalTrials.gov e no Cortellis. A busca no Cortellis foi realizada em 17 de novembro de 2021 com os termos ‘ozanimod’ e ‘multiple sclerosis’. Já a busca no ClinicalTrials foi realizada em 20 de dezembro de 2021 com os termos ‘ozanimod’, ‘Zeposia’ e ‘RPC1063’. Foram incluídos ensaios clínicos, randomizados ou não, a partir da fase 2, em que o ozanimode tenha sido utilizado para o tratamento da esclerose múltipla. Não houve restrição quanto ao idioma. Não foram incluídas análises post hocs, pool analysis ou extensão de ensaio clínico randomizado - ECR. Na segunda etapa, foi realizada busca nas bases Medline e PMC (via PubMed), Embase (via Portal Periódicos Capes) e Cochrane Library com o objetivo de localizar estudos publicados e não publicados referentes aos ensaios clínicos conduzidos que utilizaram o ozanimode no tratamento da esclerose múltipla. Resultados: Consulta a agências regulatórias internacionais realizadas até 20/12/2021 revelaram que o medicamento ozanimode possui registro sanitário para o tratamento da esclerose múltipla recorrente-remitente em alguns países da América, Europa e Oceania. Foram encontradas três avaliações que incluíram o uso do ozanimode para o tratamento da esclerose múltipla, elaboradas pelas agências National Institute for Health and Care Excellence (NICE), Canadian Agency for Drugs and Technologies in Health (CADTH) e Scottish Medicines Consortium (SMC). A busca por registro de estudos clínicos com ozanimode resultou na identificação de 5 protocolos, sendo 3 para esclerose múltipla (1 ensaio clínico randomizado (ECR) de fase 2, NCT01628393 e 2 ECRs de fase 3, NCT02047734 e NCT02294058). Os desfechos primários dos estudos, foram: número total de lesões realçadas por gadolínio em imagem de ressonância magnética cerebral, taxa anualizada de surto ajustada, eventos adversos e eventos adversos graves. Discussão e conclusões: As evidências levantadas apontam que o ozanimode reduz o número de recidivas e lesões cerebrais quando comparado a betainterferona. Por outro lado, seu efeito na progressão da incapacidade não está bem estabelecido uma vez que não demonstrou melhoras para esse desfecho nos ensaios clínicos recuperados. Os efeitos colaterais mais comuns relacionados ao seu uso são nasofaringite e linfopenia. Agências de Avaliação de Tecnologias em Saúde como as do Reino Unido e Canadá encontraram incertezas na razão de custo-efetividade entre ozanimode e outras terapias modificadoras da doença ou estimativas de custo-efetividade acima do limiar estabelecido e não recomendaram o uso de ozanimode no sistema nacional de saúde. Já a agência escocesa recomendou uso restrito de ozanimode para um nicho específico de pacientes mediante acordo comercial sigiloso com o fabricante do produto. O ozanimode é de uso oral com exigência de apenas uma dose diária. O medicamento pode ser usado na primeira ou segunda linha de tratamento da esclerose múltipla recorrente-remitente e parece ter um melhor perfil de segurança para bradiarritmia em relação ao fingolimode. Entretanto, parece ter um custo elevado em relação a outros agentes modificadores da doença na esclerose múltipla. Ademais, por tratar-se de um medicamento novo, seus efeitos e sua segurança a longo prazo não estão completamente estabelecidos. Apesar do ozanimode ter demonstrado eficácia superior a fumarato de dimetila e glatirâmer, bem como ter apresentado resultados promissores na redução do número de recidivas e lesões cerebrais; esses resultados foram obtidos, por meio de análise indireta publicada (https://doi.org/10.2217/cer-2020-0267) e comparação direta com betainterferona. Esses pontos trazem algumas incertezas; por um lado o questionamento se a betainterferona seria o comparador ideal e, por outro a ausência de estudos head-to-head de alta qualidade para conhecer a relação de eficácia e segurança entre ozanimode e outras opções disponíveis no SUS.
Observações
O registro foi originalmente publicado no idioma nativo em Português. As traduções foram geradas por inteligência artificial para o idioma Inglês.
Abstract
Introduction: Multiple Sclerosis (MS) is an incurable, inflammatory, and immune-mediated demyelinating disease of the central nervous system (CNS) that mainly affects young adults between the ages of 20 and 50. Its etiology is unclear, but it involves unestablished genetic and environmental factors that would be responsible for the different manifestations of the disease, as well as for the responsiveness to drug treatments. The worldwide prevalence in 2016 was 30.1 cases per 100,000 inhabitants. In Brazil, the average prevalence is 8.69/100,000 inhabitants and may vary between regions of the country. The frequency with which crises occur and persist differentiates Multiple Sclerosis into relapsing-remitting (RR-MS), primarily progressive (PP-MS), Clinically Isolated Syndrome (CIS) and secondarily progressive (SP-MS). Relapsing-remitting multiple sclerosis (RRMS), also called relapsing-remitting, is the most common form of the disease and is characterized by random attacks that generate new symptoms or worsen existing ones. Drug treatment consists mainly of clinical improvement of the patient by reducing the occurrence of attacks and alleviating the severity of symptoms. Corticosteroids in pulse therapy are used to accelerate recovery and remove the patient from attacks. Ozanimod, commercially available under the name Zeposia®, is a sphingosine 1-phosphate-S1P receptor modulator with high binding affinity to the S1P1 and S1P5 subtypes that act in the regulation of lymphocyte trafficking, important cells of the immune system. It is presented in oral capsules of 0.23 mg, 0.46 mg and 0.92 mg and, to date, is not registered with the competent Brazilian authority, the National Health Surveillance Agency – ANVISA. The original indication for the drug is for the treatment of adults with relapsing types of Multiple Sclerosis (MS). The mechanism of action of ozanimod in MS is not fully understood, however, it can prevent neurodegeneration and inflammatory processes in the Central Nervous System. Thus, the objective of the study was to identify evaluations on the use of ozanimod for the treatment of multiple sclerosis. Methods: To carry out the study, the steps for MHT were carried out as recommended by the Ministry of Health. The websites of Health Technology Assessment (HTA) agencies, as well as government agencies or international institutes that carry out HTA, were consulted. In the search, carried out on December 22, 2021, the search strategy consisted of two stages. The first aimed to identify records of clinical studies of ozanimod for the treatment of multiple sclerosis on ClinicalTrials.gov and Cortellis. The Cortellis search was performed on November 17, 2021, using the terms 'ozanimod' and 'multiple sclerosis'. The ClinicalTrials search was performed on December 20, 2021, using the terms 'ozanimod', 'Zeposia', and 'RPC1063'. Clinical trials, randomized or not, from phase 2 onwards, in which ozanimod was used for the treatment of multiple sclerosis were included. There was no language restriction. Post hoc analyses, pool analyses, or extensions of randomized clinical trials - RCTs were not included. In the second stage, a search was performed in the Medline and PMC (via PubMed), Embase (via Portal Periódicos Capes), and Cochrane Library databases with the aim of locating published and unpublished studies related to clinical trials conducted that used ozanimod in the treatment of multiple sclerosis. Results: Consultation with international regulatory agencies carried out until December 20, 2021 revealed that the drug ozanimod has health registration for the treatment of relapsing-remitting multiple sclerosis in some countries in the Americas, Europe, and Oceania. Three evaluations were found that included the use of ozanimod for the treatment of multiple sclerosis, prepared by the agencies National Institute for Health and Care Excellence (NICE), Canadian Agency for Drugs and Technologies in Health (CADTH), and Scottish Medicines Consortium (SMC). The search for clinical study records with ozanimod resulted in the identification of 5 protocols, 3 of which were for multiple sclerosis (1 randomized clinical trial (RCT) of phase 2, NCT01628393, and 2 RCTs of phase 3, NCT02047734 and NCT02294058). The primary outcomes of the studies were: total number of gadolinium-enhanced lesions on brain magnetic resonance imaging, adjusted annualized relapse rate, adverse events, and serious adverse events. Discussion and conclusions: The evidence gathered indicates that ozanimod reduces the number of relapses and brain lesions when compared to beta interferon. On the other hand, its effect on disability progression is not well established since it did not demonstrate improvements for this outcome in the recovered clinical trials. The most common side effects related to its use are nasopharyngitis and lymphopenia. Health Technology Assessment Agencies such as those in the United Kingdom and Canada found uncertainties in the cost-effectiveness ratio between ozanimod and other disease-modifying therapies or cost-effectiveness estimates above the established threshold and did not recommend the use of ozanimod in the national health system. The Scottish agency recommended restricted use of ozanimod for a specific niche of patients under a confidential commercial agreement with the product manufacturer. Ozanimod is for oral use and requires only one daily dose. The drug can be used in the first or second line of treatment for relapsing-remitting multiple sclerosis and appears to have a better safety profile for bradyarrhythmia compared to fingolimod. However, it appears to have a high cost compared to other disease-modifying agents in multiple sclerosis. Furthermore, because it is a new drug, its effects and long-term safety are not fully established. Although ozanimod has demonstrated superior efficacy to dimethyl fumarate and glatiramer, as well as having shown promising results in reducing the number of relapses and brain lesions; these results were obtained through an indirect analysis published (https://doi.org/10.2217/cer-2020-0267) and direct comparison with beta interferon. These points bring some uncertainties; on the one hand, the question of whether beta interferon would be the ideal comparator and, on the other, the lack of high-quality head-to-head studies to determine the efficacy and safety relationship between ozanimod and other options available in the SUS.
Observation
The record was originally published in its native language, Portuguese. The translations were generated by artificial intelligence into English.