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A trajetória real da obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil (2022-2025)
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Título
A trajetória real da obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil (2022-2025)
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado na The Professional Society for Health Economics and Outcomes Research (ISPOR)
Fonte
ISPOR
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Oliveira JC, Rocha DM. The real-world trajectory of obesity in the unified health system (SUS) of Brazil (2022-2025) [Internet]. In: ISPOR Europe 2026; 2026 nov; Viena, Áustria. Disponível em: https://www.ispor.org/heor-resources/presentations-database/presentation-cti/ispor-europe-2026/poster-session-4-4/the-real-world-trajectory-of-obesity-in-the-unified-health-system-sus-of-brazil-2022-2025
Identificador
2026ISPOR126
Title
The real-world trajectory of obesity in the unified health system (SUS) of Brazil (2022-2025)
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at The Professional Society for Health Economics and Outcomes Research (ISPOR)
Source
ISPOR
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Oliveira JC, Rocha DM. The real-world trajectory of obesity in the unified health system (SUS) of Brazil (2022-2025) [Internet]. In: ISPOR Europe 2026; 2026 Nov; Vienna, Austria. Available from: https://www.ispor.org/heor-resources/presentations-database/presentation-cti/ispor-europe-2026/poster-session-4-4/the-real-world-trajectory-of-obesity-in-the-unified-health-system-sus-of-brazil-2022-2025
Identifier
2026ISPOR126
Resumo
OBJETIVOS: A prevalência da obesidade continua a aumentar em todo o mundo, inclusive no Brasil, porém, as evidências do mundo real sobre como o IMC evolui dentro dos sistemas de saúde financiados publicamente ainda são limitadas. O SUS aborda a obesidade em todos os níveis de atenção, da prevenção primária à cirurgia bariátrica, sem farmacoterapia no formulário público. Este estudo teve como objetivo compreender as trajetórias da obesidade no SUS, se os pacientes melhoram, estabilizam ou pioram sob atendimento especializado e como os desfechos diferem entre os territórios brasileiros. MÉTODOS: Uma coorte nacional foi construída por meio da vinculação determinística de registros de pacientes ambulatoriais (SIA/APAC) e internados (SIH) dos bancos de dados DataSUS (2022-2025) utilizando o framework Nexus, estruturado sob o Modelo Comum de Dados OMOP. Foram incluídos pacientes com IMC basal ≥25 kg/m², ≥2 medidas antropométricas válidas e ≥12 meses de seguimento. O IMC foi classificado em cinco categorias (<25 kg/m², sobrepeso, obesidade graus I, II e III). O desfecho foi a transição da classe de IMC da linha de base até a última medição (regressão, manutenção ou progressão), estratificada por classe na linha de base e estado. RESULTADOS: Entre 1.742.495 pacientes (acompanhamento mediano de 2,83 anos; 12 medições/paciente), 59,5% eram mulheres e 48,5% tinham ≥60 anos. Apenas 16,7% regrediram pelo menos uma classe de IMC, enquanto 74,8% mantiveram e 8,5% progrediram — o que significa que 83,3% não melhoraram apesar do atendimento especializado. A regressão aumentou com a gravidade na linha de base (13,5% com sobrepeso para 25,2% na classe III); todos os pacientes da classe III que regrediram (n=16.615) atingiram a classe II ou inferior. A regressão em nível estadual variou de 5,0% (Espírito Santo) a 29,0% (Minas Gerais) — uma variação de quase seis vezes não explicada pela gravidade inicial do paciente, apontando para fatores do sistema de saúde como os principais impulsionadores das disparidades territoriais. CONCLUSÕES: Uma grande maioria dos pacientes manteve ou piorou sua classe de IMC apesar do atendimento especializado, revelando que as estratégias atuais atingem efetivamente apenas uma minoria. Diferenças inexplicáveis entre os estados, independentes da gravidade do paciente, revelam desigualdades estruturais no atendimento à obesidade. Esses resultados exigem ações mais abrangentes, incluindo prevenção, programas multidisciplinares e ampliação das opções terapêuticas no âmbito do SUS.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
OBJECTIVES: Obesity prevalence continues to rise worldwide, including in Brazil, yet real-world evidence on how BMI evolves within publicly funded health systems remains limited. The SUS addresses obesity across care levels, from primary prevention to bariatric surgery, with no pharmacotherapy in the public formulary. This study aimed to understand obesity trajectories in the SUS, whether patients improve, stabilize, or worsen under specialized care, and how outcomes differ across Brazilian territories.
METHODS: A nationwide cohort was built through deterministic record linkage of outpatient (SIA/APAC) and inpatient (SIH) DataSUS databases (2022-2025) using the Nexus framework, structured under the OMOP Common Data Model. Patients with baseline BMI ≥25 kg/m², ≥2 valid anthropometric measurements, and ≥12-month follow-up were included. BMI was classified into five categories (<25 kg/m², overweight, class I, II, III obesity). The outcome was BMI class transition from baseline to last measurement (regressed, maintained, or progressed) stratified by baseline class, and state.
RESULTS: Among 1,742,495 patients (median follow-up 2.83 years; 12 measurements/patient), 59.5% were female and 48.5% aged ≥60 years. Only 16.7% regressed at least one BMI class, while 74.8% maintained and 8.5% progressed—meaning 83.3% did not improve despite specialized care. Regression increased with baseline severity (13.5% overweight to 25.2% class III); all class III patients who regressed (n=16,615) reached class II or below. State-level regression ranged from 5.0% (Espírito Santo) to 29.0% (Minas Gerais) — a nearly sixfold variation not explained by baseline patient severity, pointing to health-system factors as main drivers of territorial disparities.
CONCLUSIONS: A substantial majority of patients maintained or worsened their BMI class despite specialized care, revealing that current strategies effectively reach only a minority. Unexplained between-state differences, independent of patient severity, reveal structural inequities in obesity care. These results call for broader action, including prevention, multidisciplinary programs, and expanded therapeutic options within the SUS.
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.