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Padrões de tratamento e frequência de hospitalização por asma no mundo real no sistema público de saúde brasileiro.
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Título
Padrões de tratamento e frequência de hospitalização por asma no mundo real no sistema público de saúde brasileiro.
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado na The Professional Society for Health Economics and Outcomes Research (ISPOR)
Fonte
ISPOR
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Sarmento TTR, Bezerra GP, Fidêncio AM, Treglia M, Gossenheimer AN, Oliveira WA, Sallum FSV. Real-world treatment patterns and hospitalization frequency of asthma in the Brazilian public health system [Internet]. In: ISPOR 2026; 2026 maio; Filadélfia, Pensilvânia, Estados Unidos. Disponível em: https://www.ispor.org/heor-resources/presentations-database/presentation-cti/ispor-2026/poster-session-5-3/real-world-treatment-patterns-and-hospitalization-frequency-of-asthma-in-the-brazilian-public-health-system
Identificador
2026ISPOR113
Title
Real-world treatment patterns and hospitalization frequency of asthma in the Brazilian public health system
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at The Professional Society for Health Economics and Outcomes Research (ISPOR)
Source
ISPOR
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Sarmento TTR, Bezerra GP, Fidêncio AM, Treglia M, Gossenheimer AN, Oliveira WA, Sallum FSV. Real-world treatment patterns and hospitalization frequency of asthma in the Brazilian public health system [Internet]. In: ISPOR 2026; 2026 May; Philadelphia, Pennsylvania, United States. Available from: https://www.ispor.org/heor-resources/presentations-database/presentation-cti/ispor-2026/poster-session-5-3/real-world-treatment-patterns-and-hospitalization-frequency-of-asthma-in-the-brazilian-public-health-system
Identifier
2026ISPOR113
Resumo
OBJETIVOS: As exacerbações da asma representam um grande ônus para a qualidade de vida dos pacientes, exigindo um manejo clínico eficaz. Este estudo teve como objetivo caracterizar os perfis demográficos, os padrões de tratamento e a frequência de internações de pacientes com asma no Sistema Único de Saúde (SUS) a fim de identificar possíveis lacunas no manejo terapêutico. MÉTODOS: Este estudo longitudinal retrospectivo coletou dados dos sistemas de informação ambulatorial (SIA) e de internação (SIH) do SUS entre 2022 e 2024. Os pacientes foram identificados por meio de registros de dispensação de medicamentos associados aos códigos da CID-10 J45.0, J45.1 ou J45.8. Os identificadores únicos foram o Cartão Nacional de Saúde (CNS) para o SIA e uma chave determinística (data de nascimento-CEP-sexo) para o SIH. O esquema terapêutico mais frequente durante o acompanhamento definiu o grupo de tratamento de cada paciente. RESULTADOS: Foram identificados 424.681 pacientes, dos quais 65,99% (n=280.238) eram do sexo feminino, com idade média de 52,13 anos. A grande maioria dos pacientes (96,10%; n=408.148) foi tratada com beta-agonistas de longa duração/corticosteroides inalatórios (LABA/ICS). A distribuição restante incluiu ICS (1,57%), imunobiológicos (1,56%), LABA (0,74%) e SABA (<0,01%). Entre os usuários de imunobiológicos (n=6.676), o mepolizumab foi predominante (61,18%), em comparação com o omalizumab (38,82%). A análise identificou 220.687 hospitalizações relacionadas à asma, envolvendo 196.507 indivíduos distintos, o que corresponde a 45,27% dos 424.681 pacientes identificados em tratamento para asma durante o período de acompanhamento de 3 anos. CONCLUSÕES: A análise demonstra que 96,10% dos pacientes com asma no SUS foram tratados com LABA/ICS em dose fixa. Como a diretriz nacional recomenda esse regime a partir do terceiro estágio, esses achados sugerem que os pacientes podem estar iniciando essa terapia precocemente ou acumulando-a nesse estágio sem progressão. Essa concentração pode indicar uma lacuna nas alternativas para pacientes com asma não controlada, em desacordo com as diretrizes internacionais da GINA, que definem a combinação tripla fixa de LABA/LAMA/ICS como uma opção adicional. Isso pode ser corroborado pela alta frequência de pacientes hospitalizados (quase 46%, apenas por asma, sem considerar complicações, portanto o número real pode ser maior), sugerindo um baixo controle dos sintomas.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
OBJECTIVES: Asthma exacerbations are a heavy burden on patients' quality of life, requiring effective clinical management. This study aimed to characterize demographic profiles, treatment patterns, and hospitalization frequency among asthma patients within the Brazilian Public Health System (SUS) to identify potential gaps in therapeutic management.
METHODS: This retrospective longitudinal study gathered data from the SUS outpatient (SIA) and inpatient (SIH) information systems between 2022-2024. Patients were identified through drugs dispensing claims associated with ICD-10 codes J45.0, J45.1, or J45.8. Unique identifiers were the National Health Card (CNS) for SIA and a deterministic key (birthdate-zipcode-sex) for SIH. The most frequent regimen during the follow-up defined each patient's treatment group.
RESULTS: A total of 424,681 patients were identified, of whom 65.99% (n=280,238) were female, with a mean age of 52.13 years. The vast majority of patients (96.10%; n=408,148) were managed with Long-Acting Beta-Agonists/Inhaled Corticosteroids (LABA/ICS). The remaining distribution included ICS (1.57%), immunobiologicals (1.56%), LABA (0.74%), and SABA (<0.01%). Among immunobiological users (n=6,676), mepolizumab was predominant (61.18%), when compared to omalizumab (38.82%). The analysis identified 220,687 asthma-related hospitalizations involving 196,507 distinct individuals, which accounts to 45.27% of the 424,681 patients identified under treatment for asthma during the 3-year follow-up.
CONCLUSIONS: The analysis demonstrates that 96.10% of asthma patients in SUS underwent treatment with fixed-dose LABA/ICS. As the national guideline recommends this regimen starting at the third step, these findings suggest patients may be initiating this therapy early or accumulating at this stage without progression. This concentration might indicate a gap in alternatives for patients with uncontrolled asthma, mismatching GINA international guidelines, which define the triple-fixed combination of LABA/LAMA/ICS as an additional option. This can be corroborated by the high frequency of patients undergoing hospitalizations (almost 46%, asthma-related only, no complications considered so the actual number could be greater), suggesting a low control of symptoms.
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.