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Os custos são decisivos na incorporação de medicamentos para doenças ultrarraras no SUS? Uma quebra de paradigma
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Título
Os custos são decisivos na incorporação de medicamentos para doenças ultrarraras no SUS? Uma quebra de paradigma
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Documento publicado na Rebrats (Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde) que sintetiza informações, evidências e resultados de estudos ou avaliações em saúde, facilitando a compreensão e o acesso ao conhecimento científico.
Fonte
Rebrats
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Curado DSP, Komoda DS, Machado J, Thabane L, Andrade LGM, Santos M, De Sordi MAP, Weber SAT, Cardoso MMAC. Os custos são decisivos na incorporação de medicamentos para doenças ultrarraras no SUS? Uma quebra de paradigma. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.54
Identificador
2023REB030
Title
Are Costs Decisive in the Incorporation of Medications for Ultra-Rare Diseases in SUS? A Paradigm Shift
Document type
Summary
Description
A document published by Rebrats (Brazilian Network for Health Technology Assessment) that synthesizes information, evidence, and results from health studies or assessments, facilitating understanding of and access to scientific knowledge.
Source
Rebrats
Year of publication
2023
Reference (Vancouver)
Curado DSP, Komoda DS, Machado J, Thabane L, Andrade LGM, Santos M, De Sordi MAP, Weber SAT, Cardoso MMAC. Os custos são decisivos na incorporação de medicamentos para doenças ultrarraras no SUS? Uma quebra de paradigma. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.54
Identifier
2023REB030
Resumo
Introdução: O processo de tomada de decisão para a incorporação de tecnologias especificas para doenças ultrarraras tem sido um grande desafio para diferentes agências de avaliação de tecnologia em nível mundial. Esses desafios envolvem desde a definição de uma estrutura específica de análise até a limiares de custo efetividade diferenciados. Ademais, tem-se observado que os custos de terapias inovadoras comumente são elevados, potencialmente afetando a sustentabilidade econômica do SUS. O objetivo deste trabalho foi avaliar os custos dos medicamentos para ultrarraras em submissões para a Conitec.Métodos: Os dados foram extraídos dos relatórios de recomendação de tecnologias para tratamento de doenças ultrarraras avaliadas pela Conitec entre 2012 e 2022. Para a classificar a doença como ultrarrara foi utilizado o critério epidemiológico ou uma consulta à plataforma ORPHANET. A proporção de referência foi a de prevalência ≤ a 1/50.000 hab. As variáveis extraídas foram: preços inicial e final; custo de paciente por ano; RCEI e recomendações inicial e final da Conitec. A partir dos custos, foram calculadas as diferenças de preço em relação àquele definido como máximo pela CMED.Resultados: Dos 53 relatórios, 30 apresentaram avaliação econômica comparativa de medicamentos. Destes, apenas 13,3% (n=4) tiveram recomendação inicial favorável à incorporação. Além destes, outros oito temas receberam recomendação final favorável, totalizando 40% (n=12). Dois destes, alfa-cerliponase e nusinersena, se deram após audiência pública. Das outras 10, três foram condicionadas a negociação de preço e uma a Acordo de Compartilhamento de Risco, o onasemnogeno abeparvove-que. Os custos anuais por paciente dos medicamentos incorporados foram bastante variados, assim como o desconto sobre o preço unitário máximo. Com exceção do sirolimo, que tem um custo anual relativamente baixo (R$ 5.234,10), a alfacerliponase teve o menor custo anual (R$ 90.052,56). E onasemnogeno abeparvoveque, o maior (R$ 5.722.712,79). Em geral, os medicamentos incorporados tiveram desconto sobre o preço PMVG entre 25% e 64%, faixa que também pode ser observada entre as tecnologias não incorporadas. Assim também, não necessariamente descontos maiores sobre a RCEI inicial levaram a uma incorporação, como ocorreu com givosirana (31,5%), lanadelumabe (27,6%) e inotersena (17,5%).Discussões e conclusões: Apesar de ser relevante na tomada de decisão envolvendo incorporação de tecnologias em saúde, o custo é apenas um dos parâmetros dentre vários outros considerados pela Conitec em suas recomendações. O limiar de custo-efetividade, recentemente definido como um refe-rencial, não contempla doenças ultrarraras, evidenciando a necessidade de se flexibilizar os critérios para a incorporação de tecnologias muitas vezes órfãos e com o potencial de mudar a história natural da doença. Os resultados dessa análise indicam que não necessariamente os medicamentos com custo anual mais baixo ou maiores descontos sobre o preço CMED estiveram relacionados a incorporações. Por outro lado, em casos de maior cautela econômica, foram adotados condicionantes pela Conitec, como o acordo de compartilhamento de risco. Em suma, a presente análise sugere que os custos são um parâmetro importante nas recomendações da Conitec, mas não são considerados de maneira isola-da no processo de tomada de decisão.
Palavras-chave
Avaliação Econômica | Conitec | custos | Doenças Ultrarraras | Sustentabilidade
Observações
O registro foi originalmente publicado no idioma nativo em Português. As traduções foram geradas por inteligência artificial para o idioma Inglês.
Abstract
Introduction: The decision-making process for the incorporation of specific technologies for ultra-rare diseases has been a major challenge for different technology assessment agencies worldwide. These challenges range from defining a specific analysis framework to different cost-effectiveness thresholds. Furthermore, it has been observed that the costs of innovative therapies are commonly high, potentially affecting the economic sustainability of the SUS. The objective of this study was to evaluate the costs of drugs for ultra-rare diseases in submissions to Conitec. Methods: Data were extracted from the recommendation reports of technologies for the treatment of ultra-rare diseases evaluated by Conitec between 2012 and 2022. To classify the disease as ultra-rare, the epidemiological criterion or a consultation of the ORPHANET platform was used. The reference proportion was the prevalence ≤ 1/50,000 inhabitants. The extracted variables were: initial and final prices; patient cost per year; ICER and initial and final Conitec recommendations. Based on the costs, the price differences in relation to the maximum price defined by CMED were calculated. Results: Of the 53 reports, 30 presented a comparative economic evaluation of drugs. Of these, only 13.3% (n=4) had an initial recommendation in favor of incorporation. In addition to these, eight other topics received a final recommendation in favor, totaling 40% (n=12). Two of these, alfa-cerliponase and nusinersen, were made after a public hearing. Of the other 10, three were subject to price negotiation and one to a Risk Sharing Agreement, onasemnogene abeparvove-que. The annual costs per patient of the incorporated drugs varied greatly, as did the discount on the maximum unit price. With the exception of sirolimus, which has a relatively low annual cost (R$5,234.10), alfa-cerliponase had the lowest annual cost (R$90,052.56). And onasemnogeno abeparvovek, the largest (R$ 5,722,712.79). In general, the incorporated drugs had a discount on the PMVG price between 25% and 64%, a range that can also be observed among the non-incorporated technologies. Likewise, larger discounts on the initial ICER did not necessarily lead to an incorporation, as occurred with givosiran (31.5%), lanadelumab (27.6%) and inotersen (17.5%). Discussions and conclusions: Although it is relevant in decision-making involving the incorporation of health technologies, cost is only one of the parameters among several others considered by Conitec in its recommendations. The cost-effectiveness threshold, recently defined as a reference, does not include ultra-rare diseases, highlighting the need to make the criteria for the incorporation of technologies that are often orphans and have the potential to change the natural history of the disease more flexible. The results of this analysis indicate that drugs with lower annual costs or greater discounts on the CMED price were not necessarily related to incorporations. On the other hand, in cases of greater economic caution, conditions were adopted by Conitec, such as the risk-sharing agreement. In short, this analysis suggests that costs are an important parameter in Conitec's recommendations, but are not considered in isolation in the decision-making process.
Keywords
Conitec | costs | Economic Evaluation | Sustainability | Ultra-rare Diseases
Observation
The record was originally published in its native language, Portuguese. The translations were generated by artificial intelligence into English.