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Eficácia e segurança do osimertinibe no tratamento oral de primeira linha do Câncer de Pulmão de Células Não Pequenas (CPCNP) localmente avançado ou metastático: uma revisão sistemática
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Título
Eficácia e segurança do osimertinibe no tratamento oral de primeira linha do Câncer de Pulmão de Células Não Pequenas (CPCNP) localmente avançado ou metastático: uma revisão sistemática
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Documento publicado na Rebrats (Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde) que sintetiza informações, evidências e resultados de estudos ou avaliações em saúde, facilitando a compreensão e o acesso ao conhecimento científico.
Fonte
Rebrats
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Wachira VK, Ribeiro AIAM, Rodrigues BM, Paixão LM, Penteado STS, Itria A. Eficácia e segurança do osimertinibe no tratamento oral de primeira linha do Câncer de Pulmão de Células Não Pequenas (CPCNP) localmente avançado ou metastático: uma revisão sistemática. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.120
Identificador
2023REB097
Title
Efficacy and Safety of Osimertinib as a First-Line Oral Treatment for Locally Advanced or Metastatic Non-Small Cell Lung Cancer (NSCLC): A Systematic Review
Document type
Summary
Description
A document published by Rebrats (Brazilian Network for Health Technology Assessment) that synthesizes information, evidence, and results from health studies or assessments, facilitating understanding of and access to scientific knowledge.
Source
Rebrats
Year of publication
2023
Reference (Vancouver)
Wachira VK, Ribeiro AIAM, Rodrigues BM, Paixão LM, Penteado STS, Itria A. Eficácia e segurança do osimertinibe no tratamento oral de primeira linha do Câncer de Pulmão de Células Não Pequenas (CPCNP) localmente avançado ou metastático: uma revisão sistemática. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.120
Identifier
2023REB097
Resumo
Introdução: O câncer de pulmão é um dos mais agressivos, 70% dos casos são diagnosticados já na forma avançada ou metastática, sem opções de tratamento definitivo, o que contribui para o aumento de 90% da taxa de letalidade. Embora o SUS tenha incorporado erlotinibe e gefitinibe para o tratamen-to do Câncer de Pulmão de Células Não Pequenas (CPCNP) com mutação em EGFR, são necessárias intervenções mais eficazes e seguras. O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia e segurança do osi-mertinibe no tratamento desta condição através de uma Revisão Sistemática (RS).Métodos: Buscaram-se ensaios clínicos randomizados (ECRs) nas bases PubMed, EMBASE, Cochrane e LILACS. Os critérios de inclusão foram ECRs que respondessem à pergunta PICO: “O uso do osimer-tinibe no tratamento oral de primeira linha é eficaz e seguro para o tratamento de CPCNP localmente avançado ou metastático?”, tendo como comparadores: erlotinibe, gefitinibe, placebo ou tratamento quimioterápico padrão. Os desfechos primários avaliados foram Sobrevida Livre de Progressão (SLP) e Sobrevida Global (SG), os secundários a Taxa de Resposta Objetiva (TRO), Sobrevida Livre de Doença (SLD) e Eventos Adversos (EA). O processo de elegibilidade dos estudos foi realizado por duplas reviso-ras independentes. A primeira etapa consistiu na triagem dos estudos por título e resumo e na segunda foi realizada análise na íntegra, ambos pela plataforma Rayyan®. Foi avaliado o risco de viés (RoB 2.0) e a certeza da evidência (GRADE).Resultados: Identificaram-se 1395 registros, ao final, ficaram 6 estudos elegíveis referente à 4 ECR, que avaliaram 1804 participantes, com idade média de 63 anos e 51,4% mulheres. Osimertinibe 80mg foi comparado ao placebo no estudo de ADAURA, erlotinibe 150 mg ou genifitinibe 250 mg no FLAURA, platina-pemetrexede no AURA3 e ainda, docetaxel-bevacizumabe no estudo de Mok, et al 2018. Tempo de seguimento variou de 14 a 40 meses. Foi evidenciada eficácia expressiva de osimerti-nibe em relação aos comparadores, com diferença estatisticamente significativa para desfechos de SLP e TRO (p-valor<0,001). Em relação à segurança, foi possível observar que os EAs mais comuns, as-sociados ao tratamento com osimertinibe, incluíram diarreia (41%), erupção cutânea (34%), pele seca (23%) e paroníquia (25%). A incidência de EAs ≥ 3 foi menor em pacientes tratados com osimertinibe em comparação com pacientes tratados com platina-pemetrexede, docetaxel-bevacizumabe ou outros EGFR-TKI (erlotinibe e gefitinibe). Discussão e conclusões:Esses dados sugeriram que osimertinibe teve menor toxidade do que os qui-mioterápicos convencionais e terapias alvo EGFR-TKIs de geração anterior, sendo o mais indicado como terapia de primeira linha. O risco de viés foi avaliado para os desfechos analisados e foram classificados como baixo risco de viés para SLP, SG e EA. Um dos estudos que avaliou TRO foi classificado como um certo risco de viés. A certeza no conjunto final da evidência foi considerada moderada para os desfechos SG, SLP, TRO, SLD e EA, devido às comparações indiretas entre as intervenções no grupo comparador nos estudos avaliados, rebaixando em um nível o nível de evidência em todos os desfechos. Por meio desta RS, identificou-se que o osimertinibe demonstrou ser um medicamento eficaz e seguro no trata-mento de CPNPC com mutação no gene EGFR. Sendo assim, o seu uso sequencial poderia alcançar uma resposta aceitável com EAs toleráveis no tratamento de CPNPC.
Observações
O registro foi originalmente publicado no idioma nativo em Português. As traduções foram geradas por inteligência artificial para o idioma Inglês.
Abstract
Introduction: Lung cancer is one of the most aggressive cancers, with 70% of cases diagnosed in advanced or metastatic form, with no definitive treatment options, which contributes to a 90% increase in the mortality rate. Although the Brazilian public health system (SUS) has incorporated erlotinib and gefitinib for the treatment of non-small cell lung cancer (NSCLC) with EGFR mutation, more effective and safer interventions are needed. The aim of this study was to evaluate the efficacy and safety of osi-mertinib in the treatment of this condition through a systematic review (SR). Methods: Randomized clinical trials (RCTs) were searched in the PubMed, EMBASE, Cochrane and LILACS databases. The inclusion criteria were RCTs that answered the PICO question: “Is the use of osimer-tinib in first-line oral treatment effective and safe for the treatment of locally advanced or metastatic NSCLC?”, with the following comparators: erlotinib, gefitinib, placebo or standard chemotherapy treatment. The primary outcomes evaluated were Progression-Free Survival (PFS) and Overall Survival (OS), the secondary outcomes being Objective Response Rate (ORR), Disease-Free Survival (DFS) and Adverse Events (AE). The study eligibility process was performed by independent reviewers. The first stage consisted of screening the studies by title and abstract, and the second stage was a full analysis, both using the Rayyan® platform. The risk of bias (RoB 2.0) and certainty of evidence (GRADE) were assessed. Results: A total of 1395 records were identified, and in the end, 6 eligible studies remained, referring to 4 RCTs, which evaluated 1804 participants, with a mean age of 63 years and 51.4% women. Osimertinib 80 mg was compared to placebo in the ADAURA study, erlotinib 150 mg or genifitinib 250 mg in FLAURA, platinum-pemetrexed in AURA3 and also docetaxel-bevacizumab in the study by Mok, et al 2018. Follow-up time ranged from 14 to 40 months. Expressive efficacy of osimertinib was evidenced in relation to comparators, with a statistically significant difference for PFS and ORR outcomes (p-value <0.001). Regarding safety, it was possible to observe that the most common AEs associated with osimertinib treatment included diarrhea (41%), rash (34%), dry skin (23%), and paronychia (25%). The incidence of AEs ≥ 3 was lower in patients treated with osimertinib compared with patients treated with platinum-pemetrexed, docetaxel-bevacizumab, or other EGFR-TKIs (erlotinib and gefitinib). Discussion and conclusions: These data suggested that osimertinib had less toxicity than conventional chemotherapeutics and previous-generation EGFR-TKIs targeted therapies, being the most indicated as first-line therapy. The risk of bias was assessed for the analyzed outcomes and were classified as low risk of bias for PFS, OS, and AE. One of the studies that evaluated ORR was classified as having some risk of bias. The certainty in the final set of evidence was considered moderate for the outcomes OS, PFS, ORR, DFS, and AE, due to indirect comparisons between interventions in the comparator group in the evaluated studies, lowering the level of evidence by one level for all outcomes. Through this SR, it was identified that osimertinib was shown to be an effective and safe drug in the treatment of NSCLC with EGFR gene mutation. Therefore, its sequential use could achieve an acceptable response with tolerable AEs in the treatment of NSCLC.
Observation
The record was originally published in its native language, Portuguese. The translations were generated by artificial intelligence into English.