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Custo-efetividade do reparo da lesão do manguito rotador com âncoras Knotless
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Título
Custo-efetividade do reparo da lesão do manguito rotador com âncoras Knotless
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Documento publicado na Rebrats (Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde) que sintetiza informações, evidências e resultados de estudos ou avaliações em saúde, facilitando a compreensão e o acesso ao conhecimento científico.
Fonte
Rebrats
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Silva RCL, Júnior YACS, Silva CRL, Ramos M, Machado DA, Marta CB, Peregrino AAF. Custo-efetividade do reparo da lesão do manguito rotador com âncoras Knotless. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.28
Identificador
2023REB004
Title
Cost-Effectiveness of Rotator Cuff Repair Using Knotless Anchors
Document type
Summary
Description
A document published by Rebrats (Brazilian Network for Health Technology Assessment) that synthesizes information, evidence, and results from health studies or assessments, facilitating understanding of and access to scientific knowledge.
Source
Rebrats
Year of publication
2023
Reference (Vancouver)
Silva RCL, Júnior YACS, Silva CRL, Ramos M, Machado DA, Marta CB, Peregrino AAF. Custo-efetividade do reparo da lesão do manguito rotador com âncoras Knotless. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.28
Identifier
2023REB004
Resumo
As lesões dos tendões do manguito rotador acometem de 7 a 40% da população mundial, são incapacitantes e impactam na qualidade de vida, dado ao seu caráter algogênico. A prevalência aumenta com a idade. (MIYAZAKI et al., 2017; CARVALHO et al. 2016). Com a popularização da artroscopia nos anos de 1980, o reparo cirúrgico dessas lesões que consiste em reinserir o tendão na tuberosidade umeral, através de sutura trans-óssea, passou a ser realizado sob visualização artroscópica e não mais sob visualização direta. Embora o uso de sistema de ancoragem sem nós seja cada vez mais frequente no mundo, no Brasil, ainda é pouco utilizado, talvez pelo fato de, somente em 2020 ter sido aprovada pela ANVISA para uso comercial no país (SHAH et al., 2018). Métodos: Trata-se de uma análise de custo-efetividade (ACE) de mundo real. O caso-base foi composto por um cenário de referência, no qual os reparos cirúrgicos foram reali[1]zados utilizando sistemas de âncoras com nó; e um cenário alternativo, utilizando sistemas de âncoras sem nó. A perspectiva da análise foi a do SUS em nível local, considerando um horizonte temporal de 112 dias. A variável de interesse foi a fun[1]cionalidade da articulação, avaliada por goniometria pelo índice Modified-University of California at Los Angeles Shoulder Rating Scale, da Universidade da Califórnia (UCLA). As avaliações foram realizadas nos dias de pós-operatório D8, D28, D56, D84 e D112. Não foram aplicados ajustes temporais considerando o curto horizonte temporal da análise. Foram considerados apenas os custos médicos diretos do tratamento cirúrgico da lesão do manguito rotador utilizando âncoras com ou sem nó. Foram realizadas análises de sensibilidade determinística multivariada e probabilística, a parti de 10.000 simulações de Monte Carlo. Resultados: Um total de 38 pacientes foram analisado, sendo 17 no cenário alternativo (âncora sem nó) e 21 no cenário de referência (âncora com nó). Os pacientes apresentavam lesão completa do supraespinal ou acometimento do tendão longo do bíceps, do infraespinal ou lesão parcial do subescapular. Em relação ao resultado funcional, a proporção de pacientes que apresentou escore da escala UCLA maior do que a média estimada no final do seguimento foi de 70% entre os pacientes que receberam âncoras sem nó, contra 38% (8/21) no grupo dos pacientes que receberam âncora com nó. Os resultados da análise de custo-efetividade sugerem que tanto a âncora sem nó como a âncora com nó poderão ser custo-efetivas, considerando o limiar de dispo[1]sição a pagar (WTP). O uso da âncora sem nó resultou em um incremento de custo de R$ 1.260,97. A curva de aceitabilidade sugere que a probabilidade de a âncora sem nó ser custo- -efetiva no caso-base, passa a ser maior que a âncora com nó, a partir de uma dis[1]posição de pagar de R$ 4.000,00, podendo chegar até 90%, se a disposição de pagar for de R$ 50.000,00 por funcionalidade articular reestabelecida. Discussão e conclusões: Não se identificou estudos similares no Brasil ou América Latina. Burns et al (2019) avaliara a relação entre custo e eficácia da âncora “knotless”. Os autores concluíram que, apesar do aumento dos custos, a utilização de âncoras sem nó representou vantagens clínicas e biomecânicas, tornando-o assim mais custo-efetivo. Na realidade brasileira, no entanto, devemos considerar que o material é importado, cotado em dólares americanos. Assim, as questões cambiais e tributárias tornam- -se relevantes. No mercado nacional, o custo da âncora “knotless” é duas vezes e meia maior que o da âncora metálica. Os resultados do modelo analítico proposto sugere que, há vantagem no uso da âncora sem nó e que esta poderá ser uma alternativa custo-efetiva para o tratamento cirúrgico de pacientes com lesão do manguito rotador, no SUS, quando a disposição de pagar por funcionalida de articular recuperada, for maior ou igual a R$ 4.000,00.
Palavras-chave
Artroscopia | implantes bioabsorvíveis | lesões do manguito rotador. | ombro
Observações
O registro foi originalmente publicado no idioma nativo em Português. As traduções foram geradas por inteligência artificial para o idioma Inglês.
Abstract
Rotator cuff tendon injuries affect 7% to 40% of the world population. They are disabling and impact quality of life, given their algogenic nature. The prevalence increases with age (MIYAZAKI et al., 2017; CARVALHO et al. 2016). With the popularization of arthroscopy in the 1980s, surgical repair of these injuries, which consists of reinserting the tendon into the humeral tuberosity, through transosseous suture, began to be performed under arthroscopic visualization and no longer under direct visualization. Although the use of knotless anchoring systems is increasingly frequent worldwide, in Brazil, they are still little used, perhaps because they were only approved by ANVISA for commercial use in the country in 2020 (SHAH et al., 2018). Methods: This is a real-world cost-effectiveness analysis (CEA). The base case consisted of a reference scenario, in which surgical repairs were performed using knotted anchor systems; and an alternative scenario, using knotless anchor systems. The analysis was performed from the perspective of the local SUS, considering a time horizon of 112 days. The variable of interest was joint functionality, assessed by goniometry using the Modified-University of California at Los Angeles Shoulder Rating Scale, from the University of California (UCLA). Assessments were performed on postoperative days D8, D28, D56, D84, and D112. No temporal adjustments were applied considering the short time horizon of the analysis. Only the direct medical costs of surgical treatment of rotator cuff injuries using knotted or knotless anchors were considered. Multivariate deterministic and probabilistic sensitivity analyses were performed based on 10,000 Monte Carlo simulations. Results: A total of 38 patients were analyzed, 17 in the alternative scenario (anchor without knot) and 21 in the reference scenario (anchor with knot). The patients had complete supraspinatus injury or involvement of the long biceps tendon, infraspinatus or partial subscapularis injury. Regarding the functional outcome, the proportion of patients who had a UCLA scale score higher than the estimated mean at the end of the follow-up was 70% among patients who received anchors without knot, compared to 38% (8/21) in the group of patients who received anchors with knot. The results of the cost-effectiveness analysis suggest that both the anchor without knot and the anchor with knot may be cost-effective, considering the willingness-to-pay (WTP) threshold. The use of the anchor without knot resulted in an increase in cost of R$ 1,260.97. The acceptability curve suggests that the probability of the knotless anchor being cost-effective in the base case becomes greater than the knotted anchor, starting from a willingness to pay of R$4,000.00, and can reach up to 90%, if the willingness to pay is R$50,000.00 for reestablished joint functionality. Discussion and conclusions: No similar studies were identified in Brazil or Latin America. Burns et al (2019) evaluated the relationship between cost and effectiveness of the knotless anchor. The authors concluded that, despite the increase in costs, the use of knotless anchors represented clinical and biomechanical advantages, thus making it more cost-effective. In the Brazilian reality, however, we must consider that the material is imported, quoted in US dollars. Thus, exchange rate and tax issues become relevant. In the national market, the cost of the knotless anchor is two and a half times higher than that of the metal anchor. The results of the proposed analytical model suggest that there is an advantage in using the knotless anchor and that this could be a cost-effective alternative for the surgical treatment of patients with rotator cuff injuries, in the SUS, when the willingness to pay for recovered joint functionality is greater than or equal to R$4,000.00.
Keywords
Arthroscopy | Bioabsorbable implants | Rotator cuff injuries. | Shoulder
Observation
The record was originally published in its native language, Portuguese. The translations were generated by artificial intelligence into English.