-
Uso de tecnologias em saúde na esclerose múltipla
- Voltar
Título
Uso de tecnologias em saúde na esclerose múltipla
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Documento publicado na Rebrats (Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde) que sintetiza informações, evidências e resultados de estudos ou avaliações em saúde, facilitando a compreensão e o acesso ao conhecimento científico.
Fonte
Rebrats
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Ferreira CM, Vasconcelos-Pereira EF, Oliveira VM, Arguello DB, Guedes MB, Martinez FS, Siqueira FRR, Shinorara EMG, Ferreira MT, Gubert VT. Uso de tecnologias em saúde na esclerose múltipla. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.197
Identificador
2023REB174
Title
Use of Health Technologies in Multiple Sclerosis
Document type
Summary
Description
A document published by Rebrats (Brazilian Network for Health Technology Assessment) that synthesizes information, evidence, and results from health studies or assessments, facilitating understanding of and access to scientific knowledge.
Source
Rebrats
Year of publication
2023
Reference (Vancouver)
Ferreira CM, Vasconcelos-Pereira EF, Oliveira VM, Arguello DB, Guedes MB, Martinez FS, Siqueira FRR, Shinorara EMG, Ferreira MT, Gubert VT. Uso de tecnologias em saúde na esclerose múltipla. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.197
Identifier
2023REB174
Resumo
Introdução: A esclerose múltipla é uma doença autoimune, neuroinflamatória e neurodegenerativa do sistema nervoso central. Ainda sem cura, os medicamentos orais fingolimode, teriflunomida e fumarato de dimetila fazem parte das tecnologias em saúde disponibilizadas recentemente, representando nova oportunidade de controle da doença e maior comodidade posológica aos pacientes. O presente estudo objetivou analisar a efetividade clínica e segurança dos medicamentos orais modificadores da doença disponíveis para tratamento de esclerose múltipla, em contexto de vida real.Métodos: Para isso, conduziu-se estudo observacional, longitudinal e prospectivo, incluindo indivíduos com diagnóstico de esclerose múltipla que receberam fingolimode, teriflunomida ou fumarato de di-metila, mediante Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas. Os participantes foram acompanhados por até dois anos para avaliação de efetividade, segurança, adesão, descontinuação e satisfação com a farmacoterapia oral. A coleta de dados ocorreu no momento da inclusão e a cada seis meses, por meio de formulário de entrevista e consulta aos registros de saúde. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos, sob parecer no 4.679. 262.Resultados: Fizeram parte deste estudo 107 indivíduos, dos quais 72,0% (77) eram do sexo femi-nino, 79,4% (85) caucasianos, com idade variando de 19 a 77 anos. A duração da doença variou entre quatro meses a 38 anos, com predomínio do fenótipo clínico remitente-recorrente (97; 90,7%). O fingolimode foi a tecnologia em saúde mais frequentemente utilizado para esclerose múltipla (86; 80,4%). No geral, a taxa anualizada de surto estimada foi de 0,149 (±0,729), 92,5% (8/107) dos pacientes não apresentaram surto e 86,3% (82/95) permaneceram sem progressão da incapacidade, não havendo diferença significativa entre os três regimes de tratamento. A estabilidade radiológica da doença foi mantida em 74,3% (55/74) dos casos, porém a proporção de pacientes radiologicamente estáveis foi menor em tratados com fumarato de dimetila (p=0,045). No total, 64 pacientes (59,8%) reportaram 131 reações adversas em vigência do tratamento, principalmente infecções do trato urinário (16; 14,9%), cefaleia (11; 10,3%) e leucopenia (11; 10,3%). Comparado ao fingolimode, foi observa-do maior taxa de descontinuação do tratamento com teriflunomida e fumarato de dimetila (p=0,001), entretanto, as razões para descontinuação (p=0,351) e tempo de duração do tratamento até a des-continuação (p=0,255) não diferiram entre os medicamentos. O valor médio de razão de posse de medicamento foi de 0,91 (IC 95% 0,88 – 0,94) e 82,2% (88/107) dos pacientes foram considerados aderentes à farmacoterapia. Os fatores esquecimento e descuido com os horários foram relatados como principais razões para falha na adesão entre os indivíduos que responderam ao Teste de Morisk-Green.Discussão e conclusões: Os resultados obtidos até o momento sugerem efetividade e segurança dos medicamentos orais modificadores da doença para tratamento de pacientes com esclerose múltipla, entretanto, o fingolimode tem se mostrado melhor opção terapêutica no contexto de vida real.
Palavras-chave
Esclerose Múltipla | Estudo Observacional | Resultado do Tratamento | Tratamento Farmacológico
Observações
O registro foi originalmente publicado no idioma nativo em Português. As traduções foram geradas por inteligência artificial para o idioma Inglês.
Abstract
Introduction: Multiple sclerosis is an autoimmune, neuroinflammatory and neurodegenerative disease of the central nervous system. There is still no cure for this disease, but the oral medications fingolimod, teriflunomide and dimethyl fumarate are among the recently available health technologies, representing a new opportunity for disease control and greater dosage convenience for patients. The present study aimed to analyze the clinical effectiveness and safety of oral disease-modifying drugs available for the treatment of multiple sclerosis in a real-life context. Methods: For this purpose, an observational, longitudinal and prospective study was conducted, including individuals diagnosed with multiple sclerosis who received fingolimod, teriflunomide or dimethyl fumarate, according to Clinical Protocols and Therapeutic Guidelines. Participants were followed for up to two years to assess effectiveness, safety, adherence, discontinuation and satisfaction with oral pharmacotherapy. Data collection occurred at the time of inclusion and every six months, through an interview form and consultation of health records. This study was approved by the Human Research Ethics Committee, under opinion number 4,679.262. Results: A total of 107 individuals participated in this study, of which 72.0% (77) were female, 79.4% (85) were Caucasian, and their ages ranged from 19 to 77 years. Disease duration ranged from four months to 38 years, with a predominance of the relapsing-remitting clinical phenotype (97; 90.7%). Fingolimod was the most frequently used health technology for multiple sclerosis (86; 80.4%). Overall, the estimated annualized relapse rate was 0.149 (±0.729), 92.5% (8/107) of patients did not experience relapse and 86.3% (82/95) remained without disability progression, with no significant difference between the three treatment regimens. Radiological stability of the disease was maintained in 74.3% (55/74) of cases, but the proportion of radiologically stable patients was lower in those treated with dimethyl fumarate (p=0.045). In total, 64 patients (59.8%) reported 131 adverse reactions during treatment, mainly urinary tract infections (16; 14.9%), headache (11; 10.3%) and leukopenia (11; 10.3%). Compared with fingolimod, a higher discontinuation rate was observed for teriflunomide and dimethyl fumarate (p=0.001); however, the reasons for discontinuation (p=0.351) and duration of treatment until discontinuation (p=0.255) did not differ between drugs. The mean value of the medication possession ratio was 0.91 (95% CI 0.88–0.94), and 82.2% (88/107) of patients were considered adherent to pharmacotherapy. Forgetfulness and carelessness with schedules were reported as the main reasons for failure to adhere among individuals who responded to the Morisk-Green Test. Discussion and conclusions: The results obtained to date suggest the effectiveness and safety of oral disease-modifying drugs for the treatment of patients with multiple sclerosis; however, fingolimod has proven to be the best therapeutic option in the real-life context.
Observation
The record was originally published in its native language, Portuguese. The translations were generated by artificial intelligence into English.
Autoria (authors)
Arguello DB | Cristiane Munaretto Ferreira | Ferreira MT | Gubert VT | Guedes MB | Martinez FS | Oliveira VM | Shinorara EMG | Siqueira FRR | Vasconcelos-Pereira EF