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Impacto do deslocamento dos pacientes no acesso e desfechos de procedimentos de alta complexidade em cardiologia no SUS: uma análise de dados de mundo real
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Título
Impacto do deslocamento dos pacientes no acesso e desfechos de procedimentos de alta complexidade em cardiologia no SUS: uma análise de dados de mundo real
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Documento publicado na Rebrats (Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde) que sintetiza informações, evidências e resultados de estudos ou avaliações em saúde, facilitando a compreensão e o acesso ao conhecimento científico.
Fonte
Rebrats
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Marcolino MAZ, Lara LR de, Schneider NB, Etges APBD de S, Polanczyk CA. Impacto do deslocamento dos pacientes no acesso e desfechos de procedimentos de alta complexidade em cardiologia no SUS: uma análise de dados de mundo real. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.193
Identificador
2023REB170
Title
Impact of Patient Displacement on Access and Outcomes of High-Complexity Cardiological Procedures in SUS: A Real-World Data Analysis
Document type
Summary
Description
A document published by Rebrats (Brazilian Network for Health Technology Assessment) that synthesizes information, evidence, and results from health studies or assessments, facilitating understanding of and access to scientific knowledge.
Source
Rebrats
Year of publication
2023
Reference (Vancouver)
Marcolino MAZ, Lara LR de, Schneider NB, Etges APBD de S, Polanczyk CA. Impacto do deslocamento dos pacientes no acesso e desfechos de procedimentos de alta complexidade em cardiologia no SUS: uma análise de dados de mundo real. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.193
Identifier
2023REB170
Resumo
Introdução: Um dos princípios da regionalização do Sistema Único de Saúde (SUS) é garantir acesso com equidade ao cuidado em saúde nos diferentes níveis. Os procedimentos de alta complexidade em cardiologia (ACC) são restritos a centros de atenção terciária, distribuídos no território nacional. Nosso objetivo foi analisar a distância entre o município de residência e o centro de atendimento, de acordo com a região de residência e organização dos procedimentos, como indicador de acesso a procedimen-tos de ACC e avaliar o impacto sobre tempo de permanência e letalidade hospitalar.Métodos: Estudo epidemiológico retrospectivo com dados do Sistema de Informação Hospitalar do SUS, pareados pelo projeto VinculaSUS. Foram selecionados registros de admissões hospitalares aprovadas entre 2019 e 2020 para procedimentos principais de cirurgia cardiovascular e cardiologia interven-cionista (organização 04.06.01 e 04.06.03 da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS, respectivamente). Para cálculo de distância em quilômetros (km) foram utilizadas as coordenadas geográficas dos municípios. As análises foram conduzidas em linguagem R.Resultados: No período analisado, 318.428 procedimentos de ACC foram realizados em 271.341 pacientes (61,7% do sexo masculino, 47% brancos, 28% pardos, 12% sem informação), com 30.039 (11,1%) pacientes realizando mais de um procedimento de ACC e 13.414 (4,9%) com repetição de um mesmo procedimento. Os procedimentos foram realizados em 594 centros, concentrados na re-gião Sudeste (51%), Sul (20%) e Nordeste (16%), regiões de residência da maior parte dos pacientes (44,4%, 27,8% e 17,8%, respectivamente). Os procedimentos tiveram principalmente caráter de ur-gência (211.315, 66,4%) e em sua maioria foram de cardiologia intervencionista (185.521, 58,3%), exceto para região Norte, onde a maioria dos procedimentos foi de cirurgia cardiovascular (56,5%). Apenas 43% dos procedimentos foram realizados no mesmo município de residência dos pacientes, 30% dos procedimentos envolveram deslocamento entre 20 e 100km e 15% entre 100 e 500km. A distância média percorrida entre o município de residência e do centro de saúde foi de 59±162km e 1,5% dos pacientes tiveram deslocamento interestadual para o procedimento (mais frequente para re-sidentes da região Norte, 8,5%). A região Norte apresenta maior média de deslocamento dos pacientes (243±608km), seguida por Nordeste (93±177km), Centro-Oeste (89±184km), Sul (48±96km) e Sudeste (36±82km). A permanência média foi de 6,6±7,4 dias e 4,2% de letalidade hospitalar, sendo maiores em casos de deslocamento ≥1.000km (10,6±9,8 dias e 7% de letalidade, relativo a 1.380 procedimentos).Discussão e conclusões: No SUS, aproximadamente 43% dos procedimentos de ACC foram realizados no mesmo município de residência dos pacientes, enquanto 45% demandaram deslocamento intermu-nicipal de 20 a 100km, com diferenças entre as regiões de residência dos pacientes. A necessidade de deslocamento superior a 1.000km, além de representar um custo indireto não negligenciável, pode ser um fator de agravo clínico, tendo resultado em maior letalidade e tempo de permanência, além de potencial restrição das opções terapêuticas, especialmente em situações de risco de vida. Esses dados reforçam a importância de uma reorganização da assistência cardiovascular no país.
Palavras-chave
Atenção Terciária à Saúde | Dados de Saúde Coletados Rotineiramente | Doenças Car-diovasculares | Equidade no Acesso aos Serviços de Saúde | Procedimentos Cirúrgicos Cardiovasculares | Serviço Hospitalar de Cardiologia
Observações
O registro foi originalmente publicado no idioma nativo em Português. As traduções foram geradas por inteligência artificial para o idioma Inglês.
Abstract
Introduction: One of the principles of regionalization of the Unified Health System (SUS) is to ensure equitable access to health care at different levels. Highly complex cardiology procedures (HCPs) are restricted to tertiary care centers distributed throughout the country. Our objective was to analyze the distance between the municipality of residence and the care center, according to the region of residence and organization of procedures, as an indicator of access to HCP procedures and to assess the impact on length of stay and hospital lethality. Methods: Retrospective epidemiological study with data from the SUS Hospital Information System, paired by the VinculaSUS project. Records of hospital admissions approved between 2019 and 2020 for major cardiovascular surgery and interventional cardiology procedures were selected (organization 04.06.01 and 04.06.03 of the SUS Table of Procedures, Medications, and OPM, respectively). To calculate the distance in kilometers (km), the geographic coordinates of the municipalities were used. The analyses were conducted in R language. Results: During the analyzed period, 318,428 ACC procedures were performed in 271,341 patients (61.7% male, 47% white, 28% mixed race, 12% without information), with 30,039 (11.1%) patients undergoing more than one ACC procedure and 13,414 (4.9%) with repetition of the same procedure. The procedures were performed in 594 centers, concentrated in the Southeast (51%), South (20%) and Northeast (16%) regions, regions of residence of most patients (44.4%, 27.8% and 17.8%, respectively). The procedures were mainly urgent (211,315, 66.4%) and most were interventional cardiology (185,521, 58.3%), except for the North region, where most procedures were cardiovascular surgery (56.5%). Only 43% of the procedures were performed in the same municipality of residence of the patients, 30% of the procedures involved travel between 20 and 100 km and 15% between 100 and 500 km. The average distance traveled between the municipality of residence and the health center was 59 ± 162 km and 1.5% of the patients traveled interstate for the procedure (more frequent for residents of the North region, 8.5%). The North region had the highest average patient travel time (243±608km), followed by the Northeast (93±177km), Central-West (89±184km), South (48±96km) and Southeast (36±82km). The average stay was 6.6±7.4 days and 4.2% hospital lethality, being higher in cases of travel ≥1,000km (10.6±9.8 days and 7% lethality, relative to 1,380 procedures). Discussion and conclusions: In the SUS, approximately 43% of ACC procedures were performed in the same municipality of residence of the patients, while 45% required intermunicipal travel of 20 to 100km, with differences between the regions of residence of the patients. The need to travel more than 1,000 km, in addition to representing a non-negligible indirect cost, can be a factor of clinical aggravation, resulting in greater lethality and length of stay, in addition to potential restriction of therapeutic options, especially in life-threatening situations. These data reinforce the importance of reorganizing cardiovascular care in the country.
Keywords
Cardiology Hospital Service | Cardiovascular Diseases | Cardiovascular Surgical Procedures | Equity in Access to Health Services | Routinely Collected Health Data | Tertiary Health Care
Observation
The record was originally published in its native language, Portuguese. The translations were generated by artificial intelligence into English.