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Monitoramento do Horizonte Tecnológico como ferramenta de sustentabilidade: atidarsagene autotemcel
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Título
Monitoramento do Horizonte Tecnológico como ferramenta de sustentabilidade: atidarsagene autotemcel
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Documento publicado na Rebrats (Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde) que sintetiza informações, evidências e resultados de estudos ou avaliações em saúde, facilitando a compreensão e o acesso ao conhecimento científico.
Fonte
Rebrats
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Souza MV de, Ximenes A, Galdino KE, Nascimento Martins KY, Prado CCL, Amaral KM, Borges TC. Monitoramento do Horizonte Tecnológico como ferramenta de sustentabilidade: atidarsagene autotemcel. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.192
Identificador
2023REB169
Title
Technological Horizon Monitoring as a Sustainability Tool: Atidarsagene Autotemcel
Document type
Summary
Description
A document published by Rebrats (Brazilian Network for Health Technology Assessment) that synthesizes information, evidence, and results from health studies or assessments, facilitating understanding of and access to scientific knowledge.
Source
Rebrats
Year of publication
2023
Reference (Vancouver)
Souza MV de, Ximenes A, Galdino KE, Nascimento Martins KY, Prado CCL, Amaral KM, Borges TC. Monitoramento do Horizonte Tecnológico como ferramenta de sustentabilidade: atidarsagene autotemcel. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.192
Identifier
2023REB169
Resumo
Introdução: A Monitorização do Horizonte Tecnológico (MHT) é uma atividade de ATS, cujo objetivo central é identificar tecnologias emergentes e avaliar os possíveis impactos destas no sistema de saúde. A importância da MHT está em auxiliar os gestores na antecipação de demandas que possam surgir. Parcerias com NATS auxiliam o DGITIS no programa de MHT, o NUTES-UEPB é um dos integrantes desta parceria. Terapias gênicas e terapias celulares estão entre tecnologias avançadas que demandam atenção quando se faz MHT. A leucodistrofia metacromática (LDM) é um distúrbio genético, autossô-mico recessivo, causado por mutações no gene da arilsulfatase A (ARSA). Pacientes com esta doença apresentam manifestações neurológicas do SNC e periférico. A LDM é dividida em: infantil tardia, ju-venil e adulta. As formas mais precoces são mais graves. Não há terapias consideradas curativas para LDM. Não existe um PCDT para a LDM. Há opções de tratamento em pesquisa: TRE, transplante de células de placenta, terapia gênica celular e a terapia gênica ex vivo. A atidarsagene autotemcel é uma terapia gênica ex vivo com vetor lentiviral, que foi licenciada pela EMA em 12/22. O objetivo dos au-tores é mostrar o MHT como ferramenta de sustentabilidade, tendo como exemplo o trabalho conjunto feito pelo DGITIS e NUTES-UEPB sobre o “atidarsagene autotemcel”.Métodos: Um revisão da literatura focadas nos ensaios clínicos para a terapia foi feita nas seguintes bases ClinicalTrials.gov, Cortellis, Medline via PubMed, Embase e Cochrane Library, pesquisando-se pelo termo “atidarsagene autotemcel”, sem restrições de língua ou de outros tipos (artigos completos e resumos foram avaliados).Resultados: Foram encontrados os registro de três estudos clínicos: NCT04283227, um estudo fase 3 com 6 pacientes da forma juvenil; NCT01560182 fase 1/2 com 20 pacientes pediátricos em fase assintomática ou de início recente e NCT03392987; e, um estudo de fase 2, com 10 pacientes pe-diátricos ou da forma juvenil. Destes apenas um (NCT01560182) resultou em publicações nas bases mencionadas até o momento, sendo um artigo científico completo e de três resumos de congresso. O tratamento retardou a progressão do declínio motor na maioria dos pacientes, também a maioria manteve a cognição normal ou quase normal. Houve 4 óbitos associados à progressão da doença (não relacionados à terapia). Não houve eventos adversos graves, nem malignidades ou evidência de expan-são clonal anormal. Encontrou-se ainda uma série de 5 casos, em uso compassivo tratados entre 2020 e 2022, esta mostrou que a ARSA foi restaurada a níveis supranormais logo após a terapia gênica. Os eventos adversos relatados se relacionaram, ao condicionamento mieloablativo. Todos os pacientes apresentam aquisição de habilidades motoras e cognitivas. Discussão e conclusões: Há ainda poucos dados clínicos sobre a terapia inovadora avaliada, adicional-mente esta é preconizada em fases pré-sintomáticas, ou bem no início dos sintomas. Por se tratar de doença rara amostras grandes são uma dificuldade, porém dados de acompanhamento a longo prazo são essenciais. O seu altíssimo custo (é hoje uma das 2 mais caras terapias licenciadas na EU) deve representar um fator limitante importante para o acesso. Já existe um estudo publicado em congresso indicando que este não é custo efetivo no contexto da França (um país desenvolvido). O processo de inclusão de tecnologias no SUS é bem delineado no Brasil, sendo a análise Conitec essencial, conforme disposto na Lei nº 12.401/2011. Mas os desafios advindos do surgimento de terapias inovadoras e de altíssimo custo, como a aqui descrita ou outras já licenciadas no país pela ANVISA como a ‘CAR-T’ são também grandes e o MHT auxilia no dimensionamento destes desafios.
Palavras-chave
ATS | LDM | Leucodistrofia Metacromática | MHT | Monitoramento de Horizonte Tecnológico | Terapia Celular | Terapias Inovadoras
Observações
O registro foi originalmente publicado no idioma nativo em Português. As traduções foram geradas por inteligência artificial para o idioma Inglês.
Abstract
Introduction: Technological Horizon Monitoring (TMS) is an HTA activity whose main objective is to identify emerging technologies and assess their possible impacts on the health system. The importance of TMS lies in helping managers anticipate demands that may arise. Partnerships with NATS assist DGITIS in the TMS program; NUTES-UEPB is one of the members of this partnership. Gene therapies and cell therapies are among the advanced technologies that require attention when performing TMS. Metachromatic leukodystrophy (MLD) is an autosomal recessive genetic disorder caused by mutations in the arylsulfatase A (ARSA) gene. Patients with this disease present neurological manifestations of the CNS and peripheral nerves. MLD is divided into: late infantile, juvenile, and adult. The earliest forms are more severe. There are no therapies considered curative for MLD. There is no PCDT for MLD. There are treatment options under investigation: ERT, placental cell transplantation, cellular gene therapy and ex vivo gene therapy. Atidarsagene autotemcel is an ex vivo gene therapy with a lentiviral vector, which was licensed by the EMA in 12/22. The authors' objective is to show MHT as a sustainability tool, taking as an example the joint work done by DGITIS and NUTES-UEPB on “atidarsagene autotemcel”. Methods: A literature review focused on clinical trials for the therapy was carried out in the following databases: ClinicalTrials.gov, Cortellis, Medline via PubMed, Embase and Cochrane Library, searching for the term “atidarsagene autotemcel”, without language or other types of restrictions (full articles and abstracts were evaluated). Results: The records of three clinical studies were found: NCT04283227, a phase 3 study with 6 patients of the juvenile form; NCT01560182 phase 1/2 with 20 pediatric patients in asymptomatic or recent-onset phase and NCT03392987; and, a phase 2 study, with 10 pediatric or juvenile patients. Of these, only one (NCT01560182) resulted in publications in the mentioned databases to date, being a full scientific article and three congress abstracts. The treatment slowed the progression of motor decline in most patients, and most also maintained normal or near-normal cognition. There were 4 deaths associated with disease progression (not related to therapy). There were no serious adverse events, nor malignancies or evidence of abnormal clonal expansion. A series of 5 cases, in compassionate use treated between 2020 and 2022, was also found, which showed that ARSA was restored to supranormal levels soon after gene therapy. The reported adverse events were related to myeloablative conditioning. All patients present acquisition of motor and cognitive skills. Discussion and conclusions: There is still little clinical data on the innovative therapy evaluated, in addition, it is recommended in pre-symptomatic phases, or at the very beginning of symptoms. Since it is a rare disease, large sample sizes are a difficulty, but long-term follow-up data are essential. Its extremely high cost (it is currently one of the 2 most expensive therapies licensed in the EU) must represent an important limiting factor for access. There is already a study published in a conference indicating that this is not cost-effective in the context of France (a developed country). The process of including technologies in the SUS is well defined in Brazil, and the Conitec analysis is essential, as provided for in Law No. 12,401/2011. However, the challenges arising from the emergence of innovative and extremely high-cost therapies, such as the one described here or others already licensed in the country by ANVISA, such as 'CAR-T', are also great and the MHT helps to measure these challenges.
Keywords
Cell Therapy | HTA | Innovative Therapies | LDM | Metachromatic Leukodystrophy | MHT | Technology Horizon Monitoring
Observation
The record was originally published in its native language, Portuguese. The translations were generated by artificial intelligence into English.