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Simulador para estimativa da taxa de difusão de novas tecnologias no SUS: um estudo piloto
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Título
Simulador para estimativa da taxa de difusão de novas tecnologias no SUS: um estudo piloto
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Documento publicado na Rebrats (Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde) que sintetiza informações, evidências e resultados de estudos ou avaliações em saúde, facilitando a compreensão e o acesso ao conhecimento científico.
Fonte
Rebrats
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Garmatter PL Agner, Araujo AG, Oliveira LA, Taconeli CA, Padilha JL, Wiens A. Simulador para estimativa da taxa de difusão de novas tecnologias no SUS: um estudo piloto. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.158
Identificador
2023REB135
Title
Simulator for Estimating the Diffusion Rate of New Technologies in SUS: A Pilot Study
Document type
Summary
Description
A document published by Rebrats (Brazilian Network for Health Technology Assessment) that synthesizes information, evidence, and results from health studies or assessments, facilitating understanding of and access to scientific knowledge.
Source
Rebrats
Year of publication
2023
Reference (Vancouver)
Garmatter PL Agner, Araujo AG, Oliveira LA, Taconeli CA, Padilha JL, Wiens A. Simulador para estimativa da taxa de difusão de novas tecnologias no SUS: um estudo piloto. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.158
Identifier
2023REB135
Resumo
Introdução: Há pouco suporte científico para dimensionar a taxa de difusão de novas tecnologias in-corporadas no Sistema Único de Saúde (SUS), podendo ocorrer sub ou superestimação da demanda, aumentando as incertezas na análise de impacto orça[1]mentário (AIO). Este estudo buscou identificar os principais fatores relacionados à difusão de novos tratamentos no SUS, e um modelo estatístico capaz de predizer o comportamento das difusões das tecnologias após a incorporação.Métodos: Nesse estudo piloto foram selecionados medicamentos para Espondilite Ancilosante (EA), do grupo 1A do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF), dispensados mensalmen-te entre janeiro/2008 e junho/2022. Os principais fatores analisados para cada medicamento foram: o número de usuários (provenientes do Datasus conforme processo Sala Aberta de Inteligência em Saúde - Sabeis); o preço dos medicamentos (extraídos do Banco de Preços em Saúde); a linha de tratamento, frequência de uso e medicamentos concorrentes (identificados no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêu-ticas – PCDT da EA). Uma análise exploratória dos dados foi realizada para conhecimento inicial dos dados. Foi efetuado uma separação temporal dos dados entre antes e depois da primeira dispensação da última droga incorporada para modelagem e validação. Foram ajustados modelos de regressão linear (simples, multivariado e generalizado) e de séries temporais. A avaliação dos modelos foi realizada considerando critérios de informação de Akaike (AIC), análise de resíduos e capacidade preditiva para 12, 24 e 60 meses. Foi utilizado o programa R versão 4.2.0, com os pacotes tidyverse e fpp3.Resultados: Ao todo, 58.298 usuários utilizaram pelo menos um dos sete medicamentos incluídos no período do estudo (adalimumabe, certolizumabe pegol, etanercepte, golimumabe, infliximabe, me-totrexato e secuquinumabe), sendo o se o último medicamento incorporado no SUS. Para esse PCDT nenhum dos fatores analisados demonstrou uma relação com a difusão dos medicamentos incorpora[1]dos. Dentre os modelos de regressão testados, modelos lineares foram incapazes de realizar a predição com os dados disponíveis, mostrando fuga de normalidade e heterocedasticidade, indicando possível mal ajuste. Não foi possível ajuste de mo[1]delo linear generalizado com distribuição Poisson, devido à relação entre a média e a variância dos valores. Utilizando modelos ARIMA e SARIMA, foi obtido um modelo diferente para cada medicamento. Só obtiveram estimativas corretas os modelos para tecnolo-gias cujas tendências se mantiveram as mesmas depois de uma nova incorporação. O SARIMA (1,1,0)(0,0,1)[12] teve a melhor capacidade preditiva até 24 meses para demanda total, mostrando ser capaz de absorver o comportamento da difusão, com o menor AIC entre as abordagens.Discussão e conclusões: Os modelos se ajustaram aos dados observados para EA, mas não foram capazes de prever alterações na tendência. Dos que tiveram êxito em estimar algum comportamento, somente o fizeram até 24 meses. É possível que as variáveis presentes nos dados sejam insuficientes para explicar as alterações de tendência de difusão desses medicamentos incorporados ao SUS. Variá-veis ainda pouco exploradas neste projeto, como a experiência dos prescritores no uso dos medicamen-tos em tratamentos de outras condições de saúde pode ser importante para este objetivo. Modelagens alternativas de séries temporais, bem como o uso desses métodos em outros PCDTs são necessários.
Palavras-chave
Espondilite Ancilosante | Incorporação de Tecnologia em Saúde | Taxa de Difusão
Observações
O registro foi originalmente publicado no idioma nativo em Português. As traduções foram geradas por inteligência artificial para o idioma Inglês.
Abstract
Introduction: There is little scientific support to measure the rate of diffusion of new technologies incorporated into the Unified Health System (SUS), and demand may be underestimated or overestimated, increasing uncertainties in the budgetary impact analysis (AIO). This study sought to identify the main factors related to the diffusion of new treatments in the SUS, and a statistical model capable of predicting the behavior of technology diffusion after incorporation. Methods: In this pilot study, drugs for Ankylosing Spondylitis (AS) from group 1A of the Specialized Component of Pharmaceutical Assistance (CEAF), dispensed monthly between January/2008 and June/2022, were selected. The main factors analyzed for each drug were: the number of users (from Datasus according to the Open Health Intelligence Room - Sabeis process); the price of the drugs (extracted from the Health Price Bank); the line of treatment, frequency of use and concurrent medications (identified in the Clinical Protocol and Therapeutic Guidelines – PCDT of the EA). An exploratory analysis of the data was performed for initial knowledge of the data. A temporal separation of the data was performed between before and after the first dispensing of the last drug incorporated for modeling and validation. Linear regression models (simple, multivariate and generalized) and time series were adjusted. The evaluation of the models was performed considering Akaike information criteria (AIC), residual analysis and predictive capacity for 12, 24 and 60 months. The R program version 4.2.0 was used, with the tidyverse and fpp3 packages. Results: In total, 58,298 users used at least one of the seven drugs included in the study period (adalimumab, certolizumab pegol, etanercept, golimumab, infliximab, methotrexate and secukinumab), with se being the last drug incorporated into the SUS. For this PCDT, none of the factors analyzed demonstrated a relationship with the diffusion of the incorporated drugs[1]. Among the regression models tested, linear models were unable to predict with the available data, showing escape from normality and heteroscedasticity, indicating possible poor fit. It was not possible to fit a generalized linear model[1] with Poisson distribution, due to the relationship between the mean and the variance of the values. Using ARIMA and SARIMA models, a different model was obtained for each drug. Only models for technologies whose trends remained the same after a new incorporation obtained correct estimates. SARIMA (1,1,0)(0,0,1)[12] had the best predictive capacity up to 24 months for total demand, proving to be capable of absorbing the diffusion behavior, with the lowest AIC among the approaches. Discussion and conclusions: The models adjusted to the observed data for AE, but were not capable of predicting changes in the trend. Of those that were successful in estimating some behavior, they only did so up to 24 months. It is possible that the variables present in the data are insufficient to explain the changes in the diffusion trend of these drugs incorporated into the SUS. Variables that have not yet been explored in this project, such as the prescribers' experience in using the drugs in treatments for other health conditions, may be important for this objective. Alternative time series modeling, as well as the use of these methods in other PCDTs, are necessary.
Observation
The record was originally published in its native language, Portuguese. The translations were generated by artificial intelligence into English.
Autoria (authors)
Ariane Gonçalves Araujo | Astrid Wiens | Cesar Augusto Taconeli | José Luiz Padilha | Layssa Andrade Oliveira | Pietro Lucas Agner Garmatter