-
Disparidades de preços em compras públicas e na saúde suplementar e o cosequente aumento das inequidades de acesso a medicamentos
- Voltar
Título
Disparidades de preços em compras públicas e na saúde suplementar e o cosequente aumento das inequidades de acesso a medicamentos
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Documento publicado na Rebrats (Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde) que sintetiza informações, evidências e resultados de estudos ou avaliações em saúde, facilitando a compreensão e o acesso ao conhecimento científico.
Fonte
Rebrats
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Borin MC, Barbosa MM, Kelles SMB. Disparidades de preços em compras públicas e na saúde suplementar e o cosequente aumento das inequidades de acesso a medicamentos. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.141
Identificador
2023REB118
Title
Price Disparities in Public Procurement and Private Healthcare: The Consequent Increase in Access Inequities
Document type
Summary
Description
A document published by Rebrats (Brazilian Network for Health Technology Assessment) that synthesizes information, evidence, and results from health studies or assessments, facilitating understanding of and access to scientific knowledge.
Source
Rebrats
Year of publication
2023
Reference (Vancouver)
Borin MC, Barbosa MM, Kelles SMB. Disparidades de preços em compras públicas e na saúde suplementar e o cosequente aumento das inequidades de acesso a medicamentos. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.141
Identifier
2023REB118
Resumo
Introdução: O acesso a medicamentos inovadores e eficazes é uma preocupação central no sistema de saúde, tanto no âmbito público quanto privado. No contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) desempenha um papel crucial na avalia-ção e recomendação de novas tecnologias para sua inclusão no SUS. A complexidade do cenário se intensificou com a promulgação da Lei 14.307 em março de 2022, que estabelece que tecnologias recomendadas pela Conitec devem ser incluídas na Saúde Suplementar em até 60 dias. As indústrias farmacêuticas oferecem descontos significativos no momento da avaliação da Conitec, visando atenuar os impactos orçamentários no SUS e aumentar as chances de incorporação. No entanto, esses mesmos descontos não são estendidos à saúde suplementar, pelo contrário, na maioria das vezes o preço prati-cado fica próximo ao preço teto da CMED, uma vez que as indústrias farmacêuticas ficam em posição de vantagem, com a exclusividade da venda e a obrigatoriedade de disponibilização desses medicamen-tos aos beneficiários da saúde suplementar. Este estudo buscou analisar preços de medicamentos em compras públicas e na saúde suplementar. A pesquisa visa contribuir para discussões informadas sobre equidade e sugerir abordagens para reduzir a disparidade de preços e, consequentemente, de acesso.Métodos: Foram selecionados dois medicamentos de alto custo, trastuzumabe e adalimumabe, para ilustrar as disparidades de preços. Utilizamos o Banco de Preços em Saúde (BPS), que disponibiliza informações sobre os custos das compras públicas de medicamentos. No contexto da saúde suplemen-tar, analisamos preços praticados conforme a Tabela Nacional Unimed de Materiais e Medicamentos (TNUMM) disponível publicamente online. Foram utilizados dados das tabelas de maio de 2023 para BPS e TNUMM.Resultados: Quanto ao trastuzumabe, foi avaliado o Kanjinti® (Amgen) com custo de R$15,79 por miligrama (mg) na TNUMM. Comparativamente, no BPS o valor médio é de R$4,50, uma diferença de cerca de 250%. Ressalta-se que o preço teto da CMED ICMS17% é de R$ 15,86 por mg de Kanjinti®, ou seja, um desconto em relação ao preço máximo de apenas 0,5%. Quanto ao adalimumabe, o Humi-ra® (AbbVie) custa R$5.450,38 na TNUMM e R$2.445,46 no BPS, representando uma diferença de 123%. O Hyrimoz® (Sandoz) custa R$1.604,75 na TNUMM e R$509,20 no BPS, uma discrepância de 215%. Ressalta-se que o preço teto da CMED ICMS17% é de R$10.381,93 para todas as apresen-tações, tanto de Humira®, quanto Hyrimoz®, não permitindo a comparação por valor por mg.Discussão e conclusões: Este estudo evidencia discrepâncias substanciais nos preços de medicamen-tos entre sistemas público e privado, afetando as operadoras de saúde suplementar. Essa disparidade impacta na sustentabilidade financeira das operadoras privadas, potencialmente levando a aumentos nos valores das contraprestações. Custos elevados levam à perda de poder de compra dos planos de saúde e, consequente, migração para o SUS, sobrecarregando um sistema já pressionado. A busca por equidade no acesso a tratamentos inovadores deve considerar implicações financeiras para todos os setores. Políticas de acesso, estratégias de precificação e paridade de preços devem ser revisadas para garantir um sistema de saúde acessível e sustentável. Estudos mais aprofundados são essenciais para entender as nuances dessas disparidades e desenvolver soluções que promovam acesso justo e equita-tivo a medicamentos e viabilidade financeira do sistema de saúde.
Palavras-chave
adalimumabe | ANS | CMED | Precificação | Saúde Suplementar | trastuzumabe
Observações
O registro foi originalmente publicado no idioma nativo em Português. As traduções foram geradas por inteligência artificial para o idioma Inglês.
Abstract
Introduction: Access to innovative and effective medicines is a central concern in the health system, both in the public and private sectors. In the context of the Unified Health System (SUS), the National Commission for the Incorporation of Technologies (Conitec) plays a crucial role in the evaluation and recommendation of new technologies for their inclusion in the SUS. The complexity of the scenario intensified with the enactment of Law 14,307 in March 2022, which establishes that technologies recommended by Conitec must be included in the Supplementary Health within 60 days. Pharmaceutical industries offer significant discounts at the time of Conitec's evaluation, aiming to mitigate the budgetary impacts on the SUS and increase the chances of incorporation. However, these same discounts are not extended to supplementary healthcare; on the contrary, most of the time the price charged is close to the CMED ceiling price, since the pharmaceutical industries are in an advantageous position, with the exclusive right to sell and the obligation to make these medications available to supplementary healthcare beneficiaries. This study sought to analyze drug prices in public procurement and in supplementary healthcare. The research aims to contribute to informed discussions on equity and suggest approaches to reduce price disparities and, consequently, access. Methods: Two high-cost drugs, trastuzumab and adalimumab, were selected to illustrate price disparities. We used the Health Price Database (BPS), which provides information on the costs of public drug purchases. In the context of supplementary healthcare, we analyzed prices charged according to the National Unimed Table of Materials and Medicines (TNUMM), publicly available online. Data from the May 2023 tables for BPS and TNUMM were used. Results: As for trastuzumab, Kanjinti® (Amgen) was evaluated with a cost of R$15.79 per milligram (mg) in TNUMM. Comparatively, in BPS the average value is R$4.50, a difference of approximately 250%. It is noteworthy that the CMED ICMS17% ceiling price is R$15.86 per mg of Kanjinti®, that is, a discount in relation to the maximum price of only 0.5%. As for adalimumab, Humi-ra® (AbbVie) costs R$5,450.38 in TNUMM and R$2,445.46 in BPS, representing a difference of 123%. Hyrimoz® (Sandoz) costs R$1,604.75 in the TNUMM and R$509.20 in the BPS, a discrepancy of 215%. It is worth noting that the CMED ICMS17% price ceiling is R$10,381.93 for all presentations, both Humira® and Hyrimoz®, not allowing comparison by value per mg. Discussion and conclusions: This study highlights substantial discrepancies in drug prices between the public and private systems, affecting supplementary health insurance companies. This disparity impacts the financial sustainability of private insurance companies, potentially leading to increases in the values of compensation. High costs lead to the loss of purchasing power of health insurance plans and, consequently, migration to the SUS, overloading an already pressured system. The search for equity in access to innovative treatments must consider financial implications for all sectors. Access policies, pricing strategies, and price parity must be revised to ensure an accessible and sustainable health system. Further research is essential to understand the nuances of these disparities and develop solutions that promote fair and equitable access to medicines and financial viability of the health system.
Keywords
Adalimumab | ANS | CMED | Pricing | Supplementary Health | Trastuzumab
Observation
The record was originally published in its native language, Portuguese. The translations were generated by artificial intelligence into English.
Autoria (authors)
Marcus Carvalho Borin | Mariana Michel Barbosa | Silvana Maria Bruschi Kelles