-
A escolha entre o uso de análise de sobrevida particionada e estados transicionais de Markov em análises de custo-efetividade pode ser arbitrária?
- Voltar
Título
A escolha entre o uso de análise de sobrevida particionada e estados transicionais de Markov em análises de custo-efetividade pode ser arbitrária?
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Documento publicado na Rebrats (Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde) que sintetiza informações, evidências e resultados de estudos ou avaliações em saúde, facilitando a compreensão e o acesso ao conhecimento científico.
Fonte
Rebrats
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Oliveira LA, Rocha AP, Oliveira HA Jr, Lucchetta RC. A escolha entre o uso de análise de sobrevida particionada e estados transicionais de Markov em análises de custo-efetividade pode ser arbitrária?. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.76
Identificador
2023REB052
Title
Is the Choice Between Partitioned Survival Analysis and Markov Transition States in Cost-Effectiveness Analyses Arbitrary?
Document type
Summary
Description
A document published by Rebrats (Brazilian Network for Health Technology Assessment) that synthesizes information, evidence, and results from health studies or assessments, facilitating understanding of and access to scientific knowledge.
Source
Rebrats
Year of publication
2023
Reference (Vancouver)
Oliveira LA, Rocha AP, Oliveira HA Jr, Lucchetta RC. A escolha entre o uso de análise de sobrevida particionada e estados transicionais de Markov em análises de custo-efetividade pode ser arbitrária?. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.76
Identifier
2023REB052
Resumo
Introdução: A análise de sobrevida particionada (PartSA) tem sido cada vez mais utilizada em avalia-ções econômicas em saúde na oncologia. No entanto, a escolha da PartSA em detrimento do modelo de estados transicionais de Markov ainda não possui uma recomendação formal. Assim, o objetivo deste estudo foi comparar a relação de custo-efetividade incremental (RCEI) para “alectinibe versus crizotini-be para pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas avançado ou metastático ALK+ não tratados previamente”, utilizando PartSA e Markov.Métodos: As análises foram realizadas na perspectiva do Sistema Único de Saúde (SUS) para um horizonte temporal lifetime. A PartSA foi representada pelos estados de saúde livre de progressão, pós--progressão e óbito. Os parâmetros para ajuste das curvas foram gerados a partir do estudo ALEX (resul-tados imaturos, isto é, mediana da sobrevida não alcançada), utilizando o método de Hoyle (2011) para obtenção dos dados individualizados e pacotes survival e flexsurvreg do software RStudio para obtenção dos parâmetros e estatística AIC/BIC. A extrapolação foi realizada por modelos paramétricos, utilizando distribuição exponencial, weibull, lognormal e loglogistica. As probabilidades para o modelo de Markov foram calculadas a partir das taxas de sobrevida do estudo ALEX. Foram incluídos custos diretos para acompanhamento, monitoramento e progressão (tabela SUS/SIGTAP), bem como para tratamento com alectinibe e crizotinibe (Banco de Preços em Saúde). Foi aplicada taxa de desconto de 5% para custos e desfecho (ano de vida ajustado pela qualidade (QALY), sendo considerado um limiar de R$ 120 mil/QALY ganho). Análises de sensibilidade determinística e probabilística foram realizadas.Resultados: Ambas as análises demonstraram maior benefício do alectinibe a um custo incremental. A análise por Markov identificou 0,78 QALY ganho a um custo incremental de R$ 554.707 (RCEI de R$ 713.834/QALY ganho). Similarmente, a PartSA, utilizando distribuição exponencial (melhor ajuste visual e estatística AIC/BIC) identificou 0,97 QALY ganho a um custo incremental de R$ 756.929 (RCEI de R$ 778.152/QALY ganho). As análises de sensibilidade probabilísticas demonstram melhor efetividade do alectinibe em todas as simulações, enquanto a análise de sensibilidade determinística identificou o custo do alectinibe como a variável mais influente na RCEI para ambas as análises. Para a perspectiva do SUS, ambos os modelos sugerem que alectinibe não é custo-efetivo.Discussões e conclusões: A hipótese de alguns autores é que a PartSA deve ser preferida ao modelo de Markov na presença de dados de sobrevida imaturos. Nas análises realizadas, a PartSA identificou maior benefício e custo incremental, já que maiores custos são incorridos para o paciente pré-progres-são comparado ao paciente que progride ou morre. Assim, considerando uma conduta conservadora, a PartSA pode ter superestimado o benefício em QALY, mas também o custo incremental, resultando em uma RCEI mais desfavorável que a identificada por Markov. Portanto, para o limiar de custo- -efetivi-dade adotado pela Conitec, a escolha do modelo não influenciou na conclusão. No entanto, para uma recomendação formal sobre critérios de escolhas dos modelos, novos estudos de validação cruzada devem ser conduzidos, considerando dados imaturos e maduros de uma mesma comparação, outras formas de ajuste e extrapolação das curvas de sobrevida e diferentes relações de custo entre as tecno-logias comparadas.
Palavras-chave
Análise de Custo-Efetividade | Análise de Sobrevida Particionada | Avaliação de Tecno-logias em Saúde | Estudo de Validação | Técnicas de Apoio para a Decisão
Observações
O registro foi originalmente publicado no idioma nativo em Português. As traduções foram geradas por inteligência artificial para o idioma Inglês.
Abstract
Introduction: Partitioned survival analysis (PartSA) has been increasingly used in health economic evaluations in oncology. However, the choice of PartSA over the Markov transitional state model does not yet have a formal recommendation. Thus, the aim of this study was to compare the incremental cost-effectiveness ratio (ICER) for “alectinib versus crizotinib for patients with previously untreated advanced or metastatic ALK+ non-small cell lung cancer” using PartSA and Markov. Methods: The analyses were performed from the perspective of the Unified Health System (SUS) for a lifetime time horizon. PartSA was represented by the health states progression-free, post-progression, and death. The parameters for adjusting the curves were generated from the ALEX study (immature results, i.e., median survival not reached), using the Hoyle method (2011) to obtain individualized data and the survival and flexsurvreg packages of the RStudio software to obtain the parameters and AIC/BIC statistics. Extrapolation was performed using parametric models, using exponential, Weibull, lognormal and loglogistic distributions. The probabilities for the Markov model were calculated from the survival rates of the ALEX study. Direct costs for follow-up, monitoring and progression (SUS/SIGTAP table) were included, as well as for treatment with alectinib and crizotinib (Health Price Bank). A 5% discount rate was applied to costs and outcome (quality-adjusted life year (QALY), considering a threshold of R$ 120 thousand/QALY gained). Deterministic and probabilistic sensitivity analyses were performed. Results: Both analyses demonstrated a greater benefit of alectinib at an incremental cost. Markov analysis identified 0.78 QALYs gained at an incremental cost of R$554,707 (ICER of R$713,834/QALY gained). Similarly, PartSA, using exponential distribution (visual best fit and AIC/BIC statistics), identified 0.97 QALYs gained at an incremental cost of R$756,929 (ICER of R$778,152/QALY gained). Probabilistic sensitivity analyses demonstrated a better effectiveness of alectinib in all simulations, while deterministic sensitivity analysis identified the cost of alectinib as the most influential variable on the ICER for both analyses. From the perspective of the Brazilian public health system, both models suggest that alectinib is not cost-effective. Discussion and conclusions: Some authors hypothesize that PartSA should be preferred to the Markov model in the presence of immature survival data. In the analyses performed, PartSA identified greater benefit and incremental cost, since higher costs are incurred for pre-progression patients compared to patients who progress or die. Thus, considering a conservative approach, PartSA may have overestimated the benefit in QALYs, but also the incremental cost, resulting in a more unfavorable ICER than that identified by Markov. Therefore, for the cost-effectiveness threshold adopted by Conitec, the choice of model did not influence the conclusion. However, for a formal recommendation on model selection criteria, new cross-validation studies must be conducted, considering immature and mature data from the same comparison, other forms of adjustment and extrapolation of survival curves, and different cost relationships between the technologies compared.
Keywords
Cost-Effectiveness Analysis | Decision Support Techniques | Health technology assessment | Partitioned Survival Analysis | Validation Study
Observation
The record was originally published in its native language, Portuguese. The translations were generated by artificial intelligence into English.