-
Abordagens comparativas para estimar os custos pós-AVC
- Voltar
Título
Abordagens comparativas para estimar os custos pós-AVC
Tipo de documento
Artigo
Descrição
Artigo científico publicado no Jornal Brasileiro de Economia da Saúde (JBES)
Fonte
JBES
Ano de publicação
2025
Referência (Vancouver)
Diegoli H, Safanelli J, Nagel V, Liberato RB, Guesser V, Bittencourt I, França PHC, Makdisse M, Santi D, Silva GT, Viana KP, Magalhães P. Comparative approaches to estimating lifetime post-stroke cost. J Bras Econ Saúde 2025;17:2-10.
Identificador
2025JBES005
Title
Comparative approaches to estimating lifetime post-stroke costs
Document type
Article
Description
Scientific article published in the Brazilian Journal of Health Economics (JBES)
Source
JBES
Year of publication
2025
Reference (Vancouver)
Diegoli H, Safanelli J, Nagel V, Liberato RB, Guesser V, Bittencourt I, França PHC, Makdisse M, Santi D, Silva GT, Viana KP, Magalhães P. Comparative approaches to estimating lifetime post-stroke cost. J Bras Econ Saúde 2025;17:2-10.
Identifier
2025JBES005
Resumo
Introdução: O AVC tem impacto significativo na saúde e aumentou em 62% entre pessoas com menos de 45 anos, resultando em maiores perdas de produtividade. Objetivos: Estimar o impacto financeiro direto e indireto do acidente vascular cerebral (AVC) no Brasil, comparando as estimativas obtidas por meio do custeio baseado em atividades por tempo (TDABC) com os dados de reembolso para pacientes públicos (DataSUS) e privados (TISS). Métodos: Desenvolvemos um modelo de Markov para simular os custos associados ao AVC. Os dados foram baseados na população derivada do Registro de AVC de Joinville (Joinvasc). Os custos diretos incluíram medicamentos e serviços de saúde, enquanto os custos indiretos cobriram cuidados formais e informais, estadias em lares de idosos e perda de produtividade. Avaliamos os custos dos serviços de saúde usando o TDABC, comparando-os com os valores de reembolso do DataSUS e TISS. O protocolo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (53991221.1.0000.5362). Resultados: Aplicando o TDABC, estimamos que os custos totais descontados pós-AVC sejam de BRL 96.562. Em comparação, os custos totais descontados usando valores de reembolso do DataSUS e TISS foram BRL 71.498 e BRL 125.569, respectivamente, mostrando variações significativas. Os custos indiretos totalizaram BRL 63.588, sendo a perda de produtividade o maior contribuinte (BRL 59.990). Conclusões: Priorizar o TDABC para custeio e analisar os custos indiretos é crucial para entender o impacto financeiro do AVC no Brasil. A dependência predominante dos dados de reembolso de serviços de saúde pode negligenciar custos substanciais relacionados ao AVC, potencialmente limitando o acesso a tratamentos necessários
Palavras-chave
AVC | custeio baseado em atividades por tempo | custos diretos | custos indiretos | perda de produtividade
Abstract
Introduction: Stroke has a significant impact on health and has risen by 62% among individuals under the age of 45, which mainly represents greater productivity losses. Objectives: To estimate the lifetime direct and indirect financial burden of stroke in Brazil, comparing the estimates obtained through Time-Driven Activity-Based Costing (TDABC) with the reimbursement data for public (DataSUS) and private (TISS) patients. Methods: We developed a Markov model to simulate the lifetime costs associated with stroke. Transition probabilities, the frequency of resource use, and productivity loss were derived from the population-based Joinville Stroke Registry (Joinvasc). The direct costs included medication and healthcare services, while indirect costs covered formal and informal caregiving, nursing home stays, and productivity loss. We assessed healthcare services costs using the TDABC method and compared these with reimbursement values from DataSUS and TISS. The protocol was approved by the Institutional Review Board (53991221.1.0000.5362). Results: Applying TDABC, we estimated the total discounted post-stroke costs to be BRL 96,562. In comparison, total discounted costs estimated using reimbursement values from DataSUS and TISS were BRL 71,498 and BRL 125,569, respectively, showing significant variations (BRL 30,404 with TDABC, BRL 4,378 with DataSUS, and BRL 48,748 with TISS). Indirect costs amounted to BRL 63,588, with productivity loss being the most significant contributor (BRL 59,990). Conclusions: Prioritizing TDABC for costing and analyzing indirect costs is crucial for understanding the stroke’s financial burden in Brazil. The prevalent reliance on healthcare reimbursement data for decision-making might overlook substantial stroke-related costs, potentially limiting access to necessary treatments.